Acusado por chacina de Unaí filia-se ao PMDB e sairá candidato a deputado estadual

Ex-prefeito da cidade mineira é processado pela morte de quatro servidores do Ministério do Trabalho, assassinados em 2004, na emboscada que ficou conhecida como “Chacina de Unaí”.

O ex-prefeito de Unaí (MG) Antério Mânica filiou-se ao PMDB na última sexta-feira (4). Sem partido desde o final do ano passado, quando deixou o PSDB, ele confirmou que sairá candidato a deputado estadual no ano que vem. Mânica é um dos acusados de ser mandante na chamada chacina de Unaí, na região noroeste de Minas, em janeiro de 2004, quando três auditores-fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho e Emprego foram mortos a tiros.

Antério Mânica, o queridinho da justiça mineira
Antério Mânica, o queridinho da justiça mineira

Ele disse ter sido convidado por “diversos” partidos e optou pelo PMDB “pelas condições locais”. Na semana passada, o jornal mineiro O Tempo publicou reportagem sobre a possível candidatura, fazendo com que a direção do partido em Minas Gerais divulgasse nota afirmando não ter “interesse” na filiação do ex-prefeito, que administrou Unaí de 2005 a 2012 – no ano passado, o candidato do PSDB, o vice-prefeito José Gomes Branquinho, foi derrotado por Delvito Alves, deputado do PTB.

Para Mânica, o julgamento do caso Unaí não terá reflexo na campanha. “Acredito que vai ser julgado muito antes do período eleitoral. O julgamento já era para ter ocorrido. Quem impediu foi a acusação”, reagiu.

Dois dos acusados, entre eles o empresário Norberto Mânica, irmão de Antério, entraram com pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o julgamento seja realizado em Unaí e não em Belo Horizonte, como está previsto. A Primeira Turma do STF suspendeu a análise dos HCs após pedido de vista feito pelo ministro Dias Toffoli. Por enquanto, a votação está empatada – o relator, Marco Aurélio Mello, já se manifestou a favor do pedido, enquanto Rosa Weber votou contra. Faltam três votos.

Antério disse estar à espera da decisão, mas manifestou sua preferência por Unaí, até pelo noticiário considerado desfavorável na capital mineira sobre o episódio de 2004, que ele chama de “tragédia”. “Infelizmente, o que a imprensa publicou sobre mim é praticamente zero de verdade. O que está no processo não é o que está na imprensa.” (Rede Brasil) [Taí, acredito, ‘o que está no processo…” deve ser uma belezura. Mânica, além de assassino, é acusado de ser escravocrata. Coisa de latifundiário, e de rei do feijão. Conheça o caso. Crique nos links. E julgue o silêncio cúmplice dos fiscais do Ministério do Trabalho]

Aécio e a república de zumbis

O governo e a justiça de Minas Gerais pretendem eleger Aécio Neves presidente. Quando o maior trunfo eleitoral de Aécio continua sendo o avô Tancredo Neves. Acontece que existe contra a justiça e o governo de Minas Gerais uma procissão de almas.

Escreve Geraldo Elísio: “A região do Vale do Aço está se transformando em cenário ideal para filmes de bang bang e inexplicavelmente nada acontece. Setores ligados aos Direitos Humanos afirmam que um novo crime que resultou na morte do fotógrafo Walgney Assis Carvalho, assassinado no último domingo tem ligações com a execução do jornalista Rodrigo Neto, de 38 anos, no último mês de maio.

A ‘Gang dos Castro’ está envolvida na questão, bem como o ex-delegado de polícia Alexandre Silveira, atual secretário de Gestão Metropolitana a quem se atribui estar sobre o comando do secretário de Estado do governador Antonio Anastasia, Danilo de Castro.

A Polícia Federal chegou a entrar no caso, mas saiu. Por quê? As devidas explicações ainda não foram dadas. Para piorar a situação de sequências de mortes envolvendo autoridades  – remember a modelo Cristiana Aparecida Ferreira e o ex-ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, o ex-governador Newton Cardoso e o atual presidente da Cemig, Djalma Moraes – o delegado da Polícia Civil, Geraldo Amaral de Toledo, conhecido como Geraldo Toledo está sendo acusado de ter baleado na cabeça  a menor A.J.S. (…)

As autoridades do setor de Segurança nada manifestam, inclusive sobre a condenação de médicos ligados à Máfia do Tráfico de Órgãos em Poços de Caldas, no sul de Minas (…)”

BRA^MG_EDM  minas crime verdade

Escreve Mateus Parreiras: “Decorrente de mais de 20 anos de assassinatos, afrontas à lei, desafios à Justiça e impunidade, o medo que ronda a imprensa do Vale do Aço faz mais vítimas, além do repórter Rodrigo Neto, de 38 anos, executado em 8 de março, e de seu colega de trabalho, o fotógrafo Walgney Assis Carvalho, de 43, morto no domingo, 37 dias depois. Acredita-se que os casos estejam ligados e as suspeitas recaem sobre um esquadrão de extermínio formado por policiais militares e civis. Rodrigo vinha denunciando que pelo menos 20 integrantes das forças de segurança acusados de execuções continuavam impunes. Antes dos dois últimos assassinatos, havia cinco profissionais de jornais e rádios sediados em Ipatinga especializados na cobertura policial. Dos três sobreviventes, dois estão sob ameaça, enquanto o outro pediu demissão e fugiu da cidade sem deixar rastro. As informações são da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e do comitê de profissionais de imprensa que acompanha as investigações. Com os dois homicídios, o Brasil passou a ocupar o terceiro lugar em mortes de jornalistas, segundo a ONG Repórteres Sem Fronteiras, com quatro óbitos neste ano – metade em Ipatinga. Fica atrás apenas do Paquistão e da Síria, países em conflito armado que registraram cinco mortes”.

jornal_estado_minas.menor

Minas Gerais é terra sem lei.

Escreve Paula Sarapu: “Indiciado pela agressão à adolescente A.L.S., de 17 anos, o delegado Geraldo do Amaral Toledo Neto desrespeitou uma medida protetiva prevista na Lei Maria da Penha, decretada pelo Tribunal de Justiça em 3 de abril, ao se encontrar com ela em Conselheiro Lafaiete, no último fim de semana. A medida, que proíbe o contato dele com a jovem, foi proposta pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente em 19 de março, quando ela fez um registro de ocorrência, acusando o policial de tê-la agredido com chutes e socos.

Afastamento por segurança

As determinações da medida protetiva e o inquérito em que Toledo foi indiciado por agressão correm em segredo de Justiça. Segundo o criminalista e professor de direito processual da Faculdade Dom Hélder Câmara André Myssior, o delegado não poderia ter se encontrado com a menor, mesmo se ela o tivesse convidado ou tenha aceitado entrar no carro dele por vontade própria. Segundo o especialista, quando o agressor viola qualquer medida protetiva, o juiz decreta sua prisão preventiva. Como o delegado já está preso, ele pode responder pelo crime de desobediência.

‘As medidas protetivas pretendem impedir o agressor de se aproximar ou entrar em contato com a vítima. Há uma série de medidas, mas a que mais protege é o afastamento. O juiz pode ter proibido também qualquer contato por telefone ou meios eletrônicos’, explica o advogado, lembrando que a Lei Maria da Penha impede que a vítima retire a queixa. ‘Se a jovem estivesse atrás dele, ele deveria ter recorrido à Justiça pedindo a revogação da medida, mas não poderia encontrá-la de jeito nenhum: nem se ela convidasse, nem se ela aceitasse.’
Delegado responde por vários crimes

O delegado Geraldo Toledo responde a processos em BH e no interior. Em 2007, foi denunciado na 5ª Vara Criminal por receptação, formação de quadrilha e adulteração ou remarcação de chassis, quando chefiava a delegacia de trânsito de Betim. O Ministério Público entrou com ação civil pública contra ele na 2ª Vara de Fazenda Pública Estadual por improbidade administrativa. Há também um processo de 2011 na comarca de Abre Campo, em que Toledo foi denunciado por estelionato. O MP o acusa de inserir declarações falsas nos documentos de registro de veículos em Mateus Leme, na Grande BH, assinando procedimentos de vistoria de caminhões inexistentes. O delegado teria ocultado ainda documentos de processos administrativos referentes ao emplacamento dos veículos. À época, ele estava na delegacia de São Joaquim de Bicas, na Grande BH. Em 2004, ele foi denunciado com a ex-mulher, a promotora Mônica Regina Rolla. À época, ele era delegado em Alfenas e foi acusado de invadir um estabelecimento sem ordem judicial e fazer uma prisão em flagrante por porte de uma arma, que teria sido plantada. O preso teria tido uma desavença com o delegado. A denúncia foi da Procuradoria Geral de Justiça, mas o crime prescreveu.”

Morte misteriosa da modelo
Morte misteriosa da modelo

Para que seja instalada a república dos zumbis, a justiça do País da Geral engavetou os julgamentos da chacina de Unaí, financiada pelo líder tucano Antério Mântega, e do Mensalão mineiro, que assassinou a modelo Cristiana Ferreira.

Essa fantasmagórica república teria Margaret Thatcher como modelo econômico, e no mais tudo conforme uma ficção fantasmagórica que pode terminar em realidade.

Uma blogueira de 13 anos, Giovanna Souza, escreve: “Tem alguém aí que ainda não conhece a serie The Walking Dead? Se tiver, esse post é especialmente para vocês. The Walking Dead é uma série norte americana produzida pela AMC, baseada nos quadrinhos criados por Robert Kirkman que já está na terceira temporada.

(…) The Walking Dead acompanha um grupo de pessoas que lutam para sobreviver a um apocalipse zumbi, no meio de um Estados Unidos destruído. Rick Grimes, que era xerife de uma cidadezinha no estado da Georgia, lidera o grupo na busca por um novo lar longe da ameaça dos mortos-vivos. Ao longo da história, quando a luta pela sobrevivência começa fica mais perigosa, o comportamento dos personagens acaba mudando, levando-os a beira da insanidade.”

MT 4

No Brasil, há uma inversão. Os zumbis são os vivos da politicalha, e os mortos clamam por justiça.

Outra resenha de Giovanna Souza: “No universo de The Walking Dead não existe vilão maior do que o Governador, o déspota que comanda a cidade de Woodbury. Eleito pela revista americana Wizard como ‘Vilão do ano’, ele é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos. Neste romance os fãs irão descobrir como ele se tornou esse homem e qual a origem de suas atitudes extremas. Para isso, é preciso conhecer a história de Phillip Blake, sua filha Penny e seu irmão Brian que, com outros dois amigos, irão cruzar cidades desoladas pelo apocalipse zumbi em busca da salvação.

Cara, esse livro é muito bom. Tipo muito bom mesmo! Eu não botava muita fé nele, porque meu irmão tinha lido uma parte e dito que era um lixo. Mas é sério, o livro é surpreendente. É uma mistura de suspense com romance e drama. Sem contar com a parcela de matar zumbis, que todo fã de The Walking Dead curte. Em relação à linguagem, é meio difícil e tal, mas depois de uns 3 capítulos a gente se acostuma. O mais legal é que o livro descreve bem as emoções dos personagens, e os laços (secretos) que eles vão criando uns com os outros… o que uma situação de luta pela sobrevivência num mundo devastado pode causar na mente das pessoas. É muito bom, e nos faz pensar o que aconteceria se houvesse um apocalipse zumbi.”

A chacina de Unaí aconteceu em janeiro de 2004, e a justiça falha e tarda de Minas Gerais talvez, talvez, encontre tempo para julgar os assassinos

CHACIN

 

É bicho de sete cabeças condenar os mandantes e executores das chacinas no campo e nas cidades. A dificuldade começa com a demora em marcar o julgamento.

Óbvio que julgar não significa condenar.

Taí o caso de Unaí. Um dos criminosos já teve tempo e gozo e privilégio e ficha limpa de sangue para se eleger e se reeleger prefeito do município.

Eta justiça tardia.

Vitor Nuzzi, da Rede Brasil Atual, informa:Decisão de hoje (10) do Superior Tribunal de Justiça (STJ), atendendo a uma reclamação do Ministério Público Federal, fixa em Belo Horizonte o julgamento da chamada chacina de Unaí, ocorrida em janeiro de 2004, quando quatro servidores do Ministério do Trabalho e Emprego – três fiscais e um motorista – foram assassinados. Com isso, a expectativa volta a ser de que finalmente o caso seja julgado.

Em janeiro deste ano, a juíza responsável pelo processo, Raquel Vasconcelos Alves de Lima, da 9ª Vara Federal em Belo Horizonte, havia declinado de sua competência e transferido os autos para Unaí, surpreendendo autoridades e servidores. A subprocuradora geral da República Raquel Dodge, coordenadora da Câmara Criminal do MPF, afirmou na ocasião que a decisão da juíza era um retrocesso. “Estamos convictos de que esse julgamento já poderia ter acontecido há bastante tempo, em Belo Horizonte, no âmbito da 9ª Vara Federal”, declarou.

A decisão de hoje tem efeito imediato, lembrou a procuradora da República Mirian Moreira Lima, do MPF em Minas Gerais. “O processo não vai mais para Unaí. Acabaram todos os obstáculos para que o julgamento seja marcado”, afirmou. A reclamação apresentada pelo MPF foi considerada procedente para cassar a decisão da 9ª Vara Federal de Belo Horizonte, cuja juíza havia declinado de sua competência em favor da Vara de Unaí.

Quanto à relativa presteza entre a decisão da juíza Raquel Lima e essa decisão do STJ, um intervalo de aproximadamente dois meses, a procuradora afirmou que “há um empenho do Judiciário para não postergar mais (o julgamento), não há motivo para isso”.

Na reclamação, o MPF lembra que já se passaram mais de nove anos desde o crime – e com a procrastinação (protelação) da defesa, que “encontrou amparo” na decisão da juíza de Belo Horizonte, haveria risco de prescrição, “o que vilipendiaria não apenas o Poder Judiciário brasileiro, mas toda a sociedade”.

Leia mais: Juíza Raquel Vasconcelos Alves de Lima, de BH, desiste de processo sobre chacina, e remete o caso para Unaí

Unaí: ministro espera que a Justiça dê as respostas que a sociedade pede

Decisão de juíza de BH sobre chacina de Unaí aumenta sensação de impunidade

Processo de Unaí pode demorar mais um ano para ser julgado

Número de réus em Unaí cai de nove para sete. Eta justiça falha.

 

As mãos sujas de sangue
As mãos sujas de sangue

Chacina dos fiscais em Unaí: nove anos depois, justiça à vista?

 

Antero Mânica, depois de comandar a chacina, foi condecarado pela Assembléia Legistiva de Minas Gerais
Antero Mânica, depois de comandar a chacina, foi condecarado pela Assembléia Legistiva de Minas Gerais

por Gilvander Luís Moreira

Era dia 28 de janeiro de 2004, 8h20 da manhã, em uma emboscada, cinco jagunços dispararam rajadas de tiros em quatro fiscais da Delegacia Regional do Ministério do Trabalho, perto da Fazendo Bocaina, município de Unaí, Noroeste de Minas Gerais. Passaram-se 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 anos. Já foi aprovada a Lei 12.064, que criou o dia 28 de janeiro como Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Mas e a Justiça? Por onde anda? No dia 28 de janeiro de 2013 completam 9 anos da chacina.

Na maior chacina contra agentes do Estado Brasileiro, foram ceifadas as vidas de Erastótenes de Almeida Gonçalves (o Tote), de 42 anos, João Batista Soares Lage, 50, e Nelson José da Silva, 52, além do motorista Aílton Pereira de Oliveira, 52. Por quê? Como servidores éticos, estavam cumprindo seu dever: fiscalizando fazendas do agronegócio no município de Unaí. Multaram vários fazendeiros. A família Mânica, por exemplo, foi multada em mais de 3 milhões de reais. Motivo das multas: trabalhadores em situações análogas à escravidão, sobrevivendo em condições precárias e imersos no meio de uso exagerado de agrotóxicos. Por isso, os fiscais foram ameaçados de morte. O fiscal Nelson chegou a fazer um relatório alertando sobre as ameaças que vinha sofrendo.

Quem matou e quem mandou matar? Um arrojado processo de investigação das Polícias Federal e Civil apresentou um grande elenco de provas robustas, tais como: confissão dos jagunços que estão presos, pagamento de 45 mil reais em depósito bancário, nomes e identidades dos jagunços no livro do hotel, em Unaí, onde estavam hospedados os fiscais, comprovando que lá dormiram também os jagunços; depoimento do Ailton, motorista dos fiscais, que, após recobrar a consciência depois do massacre ainda encontrou forças para dirigir a camionete até a estrada asfaltada, mas morreu sendo levado para socorro em Brasília; uma série de telefonemas entre os jagunços e mandantes, antes e depois da chacina; um automóvel encontrado jogado dentro do lago Paranoá, em Brasília; relógio do Erastótenes encontrado dentro de uma fossa, na cidade de Formosa, GO  etc.

No 3º aniversário da chacina, dia 28 de janeiro de 2007, no local onde o sangue dos fiscais foi derramado na terra mãe, Dom Tomás Balduíno, da Comissão Pastoral da Terra (CPT) alertou: “Os fiscais são mártires da luta contra o Trabalho Escravo. A Comissão Pastoral da Terra diz que há mais de 25 mil pessoas ainda submetidas a situação análoga à escravidão no Brasil. Os fiscais foram vítimas do agronegócio, das monoculturas da soja, do feijão, da cana-de-açúcar, do eucalipto. Exigimos justiça já, em nome do Deus da vida.”

A justiça da terra é tarda. A Justiça Divina já levou um: Francisco (Chico) Helder Pinheiro, o agenciador da morte
A justiça da terra é tarda. A Justiça Divina já levou um: Francisco (Chico) Helder Pinheiro, o agenciador da morte

Morre um dos acusados de participação na Chacina de Unaí

Um dos acusados de participar do crime que ficou conhecido como Chacina de Unaí, Francisco Helder Pinheiro, de 77 anos, morreu sem ser julgado. O homem foi vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em novembro de 2012, mas após cerca de dois meses internado no Hospital Municipal de Contagem, na Grande BH acabou morrendo na segunda-feira (7).

O homem, também conhecido como Chico Pinheiro, estava preso desde agosto de 2004 na penitenciária Nelson Hungria, que também fica em Contagem, aguardando a data do júri a que seria submetido. A demora na definição motivou um pedido de agilidade do Ministério Público Federal, que afirmou que não há entrave processual que explique a demora.

Segundo o delegado Wagner Pinto que, à época, participou das investigações, Chico Pinheiro foi o responsável por contratar os homens que executaram três auditores e um motorista do Ministério do Trabalho em uma emboscada na zona rural de Unaí, no noroeste do Estado. O acusado seria o responsável por elaborar e conferir a execução do plano.

— Ele morava em Formosa, em Goiás, e já era bastante conhecido na região por contratar pistoleiros para cometerem vários delitos de homicidios na região de Goiás e também em Minas Gerais.

O principal acusado da chacina é o empresário Norberto Manica que, inconformado com as constantes fiscalizações e multas que eram aplicadas a ele, teria resolvido “acabar” com os auditores.

Recursos atrasam processo da Chacina de Unaí
Nomerto Mânica recorreu duas vezes ao STF, que negou seus pedidos
Nomerto Mânica recorreu duas vezes ao STF, que negou seus pedidos
Maria Clara Prates – Estado de Minas

A novela do julgamento, que tem entre os réus o milionário fazendeiro Noberto Mânica, maior produtor de feijão do país, e seu irmão, Antério Mânica (PSDB), prefeito reeleito de Unaí, está muito longe do fim. Ninguém se arrisca a fazer previsões para a data do júri

As desviantes manchetes sobre Cachoeira escondem que os próximos 30 dias são decisivos para o Brasil

A IMPRENSA ESCONDE

1 – Está na mesa da presidente Dilma Rousseff o Código Florestal, que trata da entrega da Amazônia aos latifundiários nacionais e internacionais

2 – O Congresso Nacional votará a Lei da Escravidão – a denominada Segunda Lei Áurea ou Lei Antério Mânica

3 – Também em pauta: a criminalização da corrupção das empresas e do trabalho escravo

3 – Realiza-se no Brasil a Rio + 20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, quando se espera sejam discutidos projetos das chamadas economias verde e azul. Inclusive a criação da Eikelândia, complexo industrial-portuário que destrói praias, lagoas, matas e bosques nos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo

4 – Entre 15 e 23 de junho deste ano, também ocorrerá no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, a reunião paralela denominada Cúpula dos Povos por Justiça Social e ambiental em Defesa dos Bens comuns. A proximidade desta Reunião, motivou os despejos como Pinheirinho e outros. Pasmem! O de Pinheirinho de São José dos Campos foi comandado pelo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartoli.

A CPI do Cachoeira tem reunião marcada para janeiro de 2013. Ninguém sabe quando termina, e até lá, nenhum ladrão estará preso e não aparecerá nenhum tostão furado desviado para serviços fantasmas e obras superfaturadas e inacabadas, principalmente no judiciário. Exemplo dos anexos do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, pela Delta Construções.

Não é humor negro. Pretendem legalizar a escravidão no Brasil

Sempre repeti: A princesa Isabel votou uma lei para inglês ver. A Lei Áurea, que libertou os escravos. Portanto, não vou repetir nenhum um texto meu. Transcrevo da Wikipedia:

Leis para inglês ver é a expressão usada no Brasil para leis demagógicas e que não são cumpridas na prática. A origem da expressão tem várias versões, mas provavelmente deriva de uma situação vivenciada no Período Regencial da história brasileira.

Os britânicos, que tinham explorado a escravidão durante mais de duzentos anos, sobretudo monopolizando o tráfico de negros africanos, passaram a liderar os movimentos antiescravistas. As razões disso são diversas, mas prevalece a tese de que isso se deu por razões econômicas.

Em 1826, o império britânico obrigou o Brasil, que havia recentemente adquirido sua independência, a firmar um tratado de abolição do tráfico em três anos, o que não foi efetivamente cumprido.
Mas o Brasil, politicamente independente desde 1822, era economicamente dependente dos ingleses, porque eles lideravam a aquisição da produção do café, que estava em plena expansão e também forneciam a maior parte dos produtos manufaturados aos brasileiros. Além disso, os principais banqueiros do mundo eram os ingleses, que fomentavam a concessão de empréstimos e financiamentos aos produtores de café e aos que iniciavam a industrialização do país.
Dessa forma, e também por conta da vinculação política estabelecida desde a chegada da Corte portuguesa ao Brasil, em 1808, a pressão britânica era intensa, o que levou o Governo Regencial — que administrava o país em razão da menoridade do príncipe Dom Pedro II, e que fora colocado no trono com a abdicação de seu pai, Dom Pedro I do Brasil –  a promulgar uma lei, em 1831, que declarava livres os africanos desembarcados em portos brasileiros desde aquele ano. Mas o sentimento geral era de que a lei não seria cumprida, fazendo circular pela Corte, inclusive na Câmara dos Deputados, o comentário de que o Regente Feijó fizera uma lei só “para inglês ver”.
.
FROTA NAVAL BRASILEIRA
PRINCIPAL MOTIVO
Com a retirada dos ingleses do transporte dos escravos, o Brasil começou a construir navios, passando a possuir a quarta frota naval do mundo. Isso constituía uma ameaça comparável, nos tempos de hoje, o Brasil pretender criar armas nucleares.
 Os navios do tráfico eram confiscados pelos ingleses, mas o rendoso negócio do tráfico de negros, em navios chamados tumbeiros ou negreiros, valia o risco.
.
PROCESSO DE ABOLIÇÃO
NO BRASIL FOI GRADUAL
.

Teve a Lei do Ventre Livre de 1871, a Lei dos Sexagenários de 1885, e finalmente, a Lei Áurea em 1888.

O Brasil foi o último país independente do continente americano a abolir completamente a escravatura. O último país do mundo foi a Mauritânia, somente em 9 de novembro de 1981.

.

FERNANDO HENRIQUE ACABOU
COM A LEI DOS SEXAGENÁRIOS

FHC aumentou a aposentadoria por tempo de serviço dos 60, quando começa a velhice, para os 65 anos, quando se é idoso. Como se neste Brasil, do capitalismo selvagem e colonizador, existissem empregos para velhos.

Após sete anos tramitando no Congresso, o Estatuto do Idoso, outra lei para inglês ver, foi aprovado em setembro de 2003 e sancionado pelo presidente Lula da Silva no mês seguinte, ampliando os direitos dos cidadãos com idade acima de 60 anos. Mais abrangente que a Política Nacional do Idoso, lei de 1994 que dava garantias à terceira idade, o estatuto institui penas severas para quem desrespeitar ou abandonar cidadãos da terceira idade. É mais uma lei para inglês ver.

.

PRESSIONAM DILMA PARA
LIBERAR A ESCRAVIDÃO

A verdade, a verdade é que persiste o trabalho escravo no Brasil. Inclusive de crianças.

Em 28 de janeiro de 2004, no município mineiro de Unaí, o milionário produtor rural Antério Mânica, que foi eleito prefeito da cidade depois do crime, mandou assassinar os fiscais do trabalho Erastóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira, durante fiscalização na zona rural de Unaí. O episódio ficou conhecido como Chacina de Unaí, e uma lei, para inglês ver, transformou  28 de Janeiro em Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Veja vídeo.

Era presidente do Brasil Lula da Silva, e governador de Minas Gerais Aécio Neves. Do partido de Aécio, PSDB, Mânica foi reeleito.

No momento, produtores rurais pressionam Dilma Rousseff para sancionar a Lei Mânica, legalizando o trabalho escravo.

O Dia do Trabalhador devia ser comemorado em 28 de Janeiro de 2004. O Dia Primeiro de Maio não tem nenhum significado no Brasil. Não é nem feriado nos Estados Unidos
Que o Dia do Trabalhador seja comemorado em 28 de Janeiro. O Dia Primeiro de Maio não tem nenhum significado no Brasil. Não é nem feriado nos Estados Unidos
No local da chacina devia ser construído um momento pela Abolição da Escravatura
No local da chacina seja construído um Monumento pela Abolição da Escravatura
Líder ruralista Antônio Mânica,  mandante do crime
Líder ruralista Antério Mânica, mandante do crime
Lei Mânica passará?
Lei Mânica passará?