OS INIMIGOS DA CLARIDADE. Cadê a prometida transparência na justiça, na polícia, nas prefeituras, nos governos estaduais? Temos que tirar o Brasil da escuridão

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Uma boa medida para ajudar a combater a fome no Brasil e Portugal

Vida noturna na cidade de São Paulo
Vida noturna na cidade de São Paulo

 

Quanto mais fome mais violência. Os famintos, no Brasil, estão nas favelas consideradas não pacificadas. Acontece que as balas perdidas da polícia e os cacetetes dos policiais não enchem barriga.

Publicado no Diário de Notícias de Portugal:

As Misericórdias […] são o último refúgio do pobre ou do necessitado. A atual crise financeira, laboral e social, faz com que muitas pessoas recorram ao auxílio que as Misericórdias podem fornecer. Só que os pedidos ultrapassam a capacidade financeira destas organizações, à beira do colapso. Ora, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem a concessão dos jogos sociais. É aqui que, em nome de uma solidariedade nacional, clamo ao provedor da SCML e ao ministro das Finanças que as verbas não previstas nos orçamentos, com os impostos já pagos, referentes aos prémios das lotarias que não foram distribuídos, prémios do Euromilhões, do Toto-bola e do Totoloto que não foram levantados, sejam distribuídos de forma equitativa pelas Misericórdias do País, com critérios a estudar. […] Essas verbas, afinal, não deviam reverter de novo para as Finanças e SCML, pois já não têm qualquer direito sobre elas. Mas, bem aplicadas, poderão mitigar muita fome por esse País fora…

 

 

Presenteados amigos ocultos dos sorteios secretos da Caixa Econômica

Eu não acredito em nenhum jogo de azar que esconde os nomes dos beneficiados pela sorte. Mesmo que seja bancado pelo bicheiro Cachoeira.

Eis uma lista, que apenas revela nomes de políticos. Sempre sobra para os políticos.

Agência Floripa:

Com a maior evolução patrimonial nos últimos quatro anos entre os vereadores de São Paulo, Wadih Mutran (PP) creditou seu enriquecimento a três bilhetes de loteria premiados.

Reportagem publicada nesta quinta-feira (12) mostra que Mutran (PP) dobrou sua riqueza entre 2008, quando declarou ter R$ 1,9 milhão à Justiça, e 2012, quando informou R$ 3,8 milhões.

No intervalo, afirma, ganhou R$ 600 mil na loteria federal, em 2009. “Era uma trinca. Três bilhetes, cada um com prêmio de R$ 200 mil.”

O vereador não é o primeiro caso de político que diz ter sorte de ganhar prêmios na loteria.

O mais notório foi o deputado João Alves, morto aos 85 anos em 2004 e que ficou conhecido pelo envolvimento no escândalo dos Anões do Orçamento na década de 1990.

Alves renunciou ao cargo de deputado em 1994 para escapar de um processo de cassação e de perda de direitos políticos, mas não voltou a se candidatar.

Para justificar o seu alto padrão de vida, alegava ser um ganhador contumaz de loterias –teriam sido 221 prêmios.

Em 2004, levantamento feito pela Receita Federal e pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) também mostrava dois políticos ganhando nas loterias da CEF (Caixa Econômica Federal) diversas vezes.

O ex-deputado Francisco Garcia Rodrigues, que estava no PP do Amazonas, acertou, junto com o seu filho, 43 vezes em 21 jogos diferentes entre os anos de 1996 e 2000.

Entre 1996 e 1998, eles receberam juntos R$ 811 mil. Na época, em entrevista à Folha, Rodrigues atribui sua sorte ao “envolvimento” que tinha com futebol e ao uso do “computador”.

Outro caso relevado no mesmo período foi o do deputado Fernando Lucio Giacobo (PR -PR ), que acertou 12 vezes em oito jogos em um período de 12 dias. Ao todo, recebeu R$ 134 mil.

“Só tem sorte. E existe Deus, ele deu uma olhadinha lá e uma benzida”, disse Giacobo, em entrevista publicada na época.

Morto em 2010, o deputado José Janene, que foi um dos réus do mensalão, relevou em declarações para a Justiça Eleitoral ter ganhado R$ 36.184 na Mega-Sena em 2001.

Amigos ocultos de mais um prêmio da Caixa Econômica Federal ganham um bilhão

Um esquema de negociação de papéis da dívida pública pode impor um prejuízo de R$ 1 bilhão à União, graças à omissão dentro da Caixa Econômica Federal. Entre 2008 e 2009, a corretora carioca Tetto conseguiu vender os papéis por preços acima do mercado. No período, o sistema de informações da Caixa saiu do ar, segundo o banco, por um “erro” de uma empresa de informática terceirizada.

É isso aí: “conseguiu vender”. Vendeu a quem? Não é qualquer  um que possui um bilhão sobrando para comprar papéis.

Quem vende, vende para lucrar; e quem compra,  idem. Pela notícia, quem perdeu neste “erro” aspeado foi a Caixa Econômica Federal. Isto é, o povo brasileiro. O povo sempre perde. A Caixa ainda não  revelou quais sortudos embolsaram um bilhão.

Em qualquer dicionário, omissão: Falta de ação no cumprimento do dever; inércia; desídia.