Gilmar Crestani explica a marcha dos zumbis em São Paulo

Entenda porque paulistas, em pleno 2015, pedem a volta da ditadura

 

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por Gilmar Crestani

Duas notícias de hoje na Folha de São Paulo, links abaixo, ajudam, para quem quiser, entender os reclamos pela volta da ditadura.

O declínio das instituições públicas paulistas não é obra do acaso, mas decorre de um choque de gestão igual ao implantado em Minas Gerais pelo mesmo PSDB.

A definição de meritocracia made in PSDB está no demérito de quem tem para que os já tenham possam continuar tendo mais. Por aí também se explica porque a direita fica ouriçada com a política de cotas. Isto porque as pessoas de Benz têm de dividir espaço com pessoas sem bens! Pior, para evitar a sinergia de cores, o principal responsável pelo jornalismo da Globo, Ali Kamel, ousou por em livro porque “Não Somos Racistas”. A Globo não é racista, é muito pior. Além de sonegadora bilionária, apoia golpes, manipula, e incita ao ódio. A confissão de Rubens Ricúpero ao funcionário da Globo, Carlos Monforte, no famoso Escândalo da Parabólica deveria ser suficiente para entender. Mas como entender se a educação em São Paulo, onde a direita ousa pedir golpe militar em pleno século XXI, é feita mediante a distribuição de milhares de assinaturas da Veja, Folha e Estadão?!

A classe média é média na inteligência, mas elite no conservadorismo. Isto porque recebeu e tomou como verdade a lição de que para que uns, ela, tenham faz-se necessário que outros não tenham. Por isso o direito ainda também trabalha com uma máxima do tempo do império romano: “dar a cada um o que é seu; aos ricos, a riqueza, aos pobres, a pobreza”. A recente decisão do Congresso de precarização das relações do trabalho, a tal de terceirização, é também uma espécie de revogação da Lei Áurea. Não é mera coincidência que os mesmos que são contra as denúncias das forças tarefas que vasculham em busca de trabalho escravo também tenham votado a favor da terceirização.

As duas pontas que amarram a precarização das relações do trabalho que retiram do trabalhador cada vez mais direitos e as marchas dos zumbis pela retorno da ditadura estão ligadas à educação. É uma deficiência do nosso ensino não ter conseguido ensinar aos alunos o que foi e o que significa uma ditadura.

Não se pode esperar que o esclarecimento do que seja viver numa ditadura venha exatamente de quem ajudou a implantar, ajudou a defende-la e sustenta-la.

A Folha, por exemplo, emprestou peruas para transportar os presos clandestinos, após serem torturados, estuprados e esquartejados, para a vala comum do Cemitério de Perus. É por isso que a Folha ainda hoje trata a ditadura como se tivesse sido uma ditabranda. De fato, para quem dela participou e com ela se locupletou, a ditadura foi branda. Os que foram estuprados nos porões do DOI-CODI, ou presos e torturados na Operação OBAN, não foi nada branda.

Como se vê pelas duas matérias da Folha, não é mero acaso que os sinais mais evidentes de retrocesso político venha exatamente de São Paulo. É um programa muito bem conduzido e financiado por empresas do tipo Boilesen, Multilaser, Banco Itaú, AMBEV, Instituto Millenium.

São tantas empresas lutando pelo retrocesso que não admira que até água tenha faltado em São Paulo. USP, UNESP e tantas outras que já foram as melhores do país, depois da longa destruição perpetrada pelo PSDB, pedem, triste ironia, água.

Não é mera coincidência que as principais ONGs e Institutos finanCIAdos pelos EUA ficam em São Paulo. É a má educação que lota a Av. Paulista na Marcha do Zumbis!

Crise financeira faz universidades públicas paulistas cortarem gastos

Unesp suspendeu aumento salarial via progressão na carreira; Unicamp barrou contratações.

Medidas são similares às recentes tomadas pela USP; reitores temem maior queda no repasse das verbas.

Professores estaduais fecham rodovias de SP em protestos

Leia aqui 

 

 

Espontâneo? Golpismo tem chamada na TV, trio elétrico, adesivo e faixa

Edição do dia 15. Manchete de capa convida os leitores para a passeata
Edição do dia 15. Manchete de capa convida os leitores para a passeata

Neste domingo (15) foram realizados em diversos estados atos em defesa do golpe motivados principalmente pelo inconformismo com o resultado das urnas e pelo ódio de classe. Desde as primeiras horas da manhã, as emissoras de TV interrompiam a programação para dizer que o “tempo estava firme” e que o “clima era de paz”, pois muitas famílias estavam “vindo” e o policiamento era grande.

Edição do dia 15. Propaganda marrom: o convite e a justificativa para o mineiro protestar
Edição do dia 15. Propaganda marrom: o convite e a justificativa para o mineiro protestar

Por Dayane Santos

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“Todos de verde e amarelo protestando contra a corrupção”, dizia o repórter. “Estamos aqui sem partido”, dizia um manifestante.
O domingo foi uma amostra concentrada do que aconteceu durante toda a semana em que a grande mídia foi protagonista das convocações, mas diziam durante todo o tempo que o protesto foi convocado pelas redes sociais e que a movimentação era voluntária.

O que eles classificavam como ação “espontânea” contou com trio elétrico, faixas, bandeiras, adesivos e balões personalizados. Quem bancou?

 

 

O Trio elérico comandou ato em São Paulo
O Trio elérico comandou ato em São Paulo

Em matéria publicada no Vermelho apontamos que um dos grupos responsáveis pelo ato, o Vem pra rua, tem o patrocínio do Jorge Paulo Lemann, dono da Ambev. Isso porque descobriu-se que o domínio vemprarua.com.br, que convoca as manifestações e que originou a página no Facebook com posts patrocinados, está registrado em nome da Fundação Estudar, do empresário. Além disso, o ato “apartidário” contou com o apoio oficial dos partidos de oposição, que já vinham atuando em protestos desde a derrota nas urnas em outubro.
Quem assistia a TV no domingo parecia ver um grande ato cívico com milhares vestindo camisa verde e amarela. Mas bastava a câmera se aproximar para ver cartazes e faixas do tipo: “Intervenção militar já!”, “Fora STF!” ou “Fora PT!”.

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Garantia da tropa de choque

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A manipulação chegou ao ponto do chefe da tropa de choque, em São Paulo, dar entrevista para dizer que o “protesto era pacífico”. Os comentaristas diziam: “Eles protestam contra a presidente Dilma e a corrupção da Operação Lava Jato”, numa clara tentativa de associar a presidenta às investigações, apesar dela não estar na lista dos investigados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

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Apesar de não existir nada que possa imputar um pedido de impeachment, admitido inclusive pelos partidos de oposição que convocaram os protestos, a manifestação de domingo defendia o golpismo.

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Desde 26 de outubro de 2014, quando o Brasil elegeu Dilma Rousseff presidenta, com mais de 51,64% dos votos contra 48,36% de Aécio Neves (PSDB), a oposição tenta deslegitimar o pleito e o mandato da presidenta, mostrando seu inconformismo com o resultado das urnas.

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Primeiro, tentaram por meio das redes sociais, disseminar a falsa ideia de fraude eleitoral por meio das urnas eletrônicas. Com base nessa manobra e sem apresentar um fato concreto, o PSDB entrou com pedido de recontagem de votos no Tribunal Superior Eleitoral. Depois, entrou com ação pedindo a cassação do mandato de Dilma por abuso do poder econômico. Todas as ações foram rejeitadas.

 

Discurso tucano

corrupção direita
Enquanto isso, a imprensa vinha martelando há meses com seus vazamentos seletivos que só imputavam suspeitas contra o PT, que foi utilizada pela oposição. Se agarravam nisso para tentar emplacar um impeachment contra a presidenta. Fernando Henrique Cardoso, José Serra e outros tucanos saíram em defesa dessa tese.
Esse discurso caiu por terra com a divulgação da lista com os políticos investigados pela Lava Jato, no dia 6 de março. Na lista estavam o PP (maioria dos parlamentares), PMDB, PTB, o PT e, vejam só, o PSDB, representado por um afilhado político de Aécio e seu sucessor no governo de Minas Gerais, o senador Antonio Anastasia.

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Com o discurso anticorrupção contra o PT e a presidenta Dilma esvaziado, a oposição saiu em desespero amplificando o discurso do ódio para inflar os protestos. Na semana passada, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) disse que queria ver Dilma “sangrar”.

Forca para Dilma
Forca para Dilma

Querem ver a presidente se curvar

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Após os protestos, a imprensa foi cobrar um posicionamento do governo da presidenta Dilma. Em coletiva de imprensa os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Miguel Rosseto (Secretaria-Geral da Presidência da República), destacaram que a política dos que convocaram os atos era a do “quanto pior melhor”. Como não ouviram o que queriam, os comentaristas disseram que o governo “não mudou o seu discurso” e que Dilma não deu importância às manifestações.
Quando a presidenta Dilma assumiu o seu segundo mandato reafirmou seu compromisso com o diálogo. Mas a oposição não quer diálogo, quer ver a presidenta sangrar. E a grande mídia quer que Dilma se dobre diante do golpismo.
Na realidade o que a oposição e a mídia golpista querem é criminalizar os partidos de esquerda, principal instrumento da classe trabalhadora que ao longo dos últimos 12 anos promoveram mudanças significativas na história do Brasil. E o que vimos neste domingo foi uma classe indo para as ruas sob o falso pretexto de combater a corrupção. Então na havia trabalhadores no protesto? Sim. Mas os que impulsionaram esses protestos não tem nenhum compromisso com esse trabalhador e pregam o golpismo. Trata-se, portanto, da luta de classes que deve ser travada nas ruas, nos locais de trabalho, nas casas, com o povo trabalhador. Do Portal Vermelho

 

 

O ruído das panelas e os palavrões na boca dos privilegiados são a língua culta da ignorância

A língua culta dos midiotas

 

 

 

por Luciano Martins Costa

 

Esse é um aspecto que não será lido na imprensa: o jornalismo brasileiro é feito para aqueles que nunca se conformaram com as políticas de redução das desigualdades sociais.

Ainda que tais políticas tenham beneficiado também as classes de renda mais altas, não apenas pela oportunidade de multiplicação das fortunas criada pela nova escala de negócios, aquela fração da sociedade brasileira mimada pelas políticas segregacionistas resiste a admitir a companhia dos emergentes na fila do aeroporto, no navio de cruzeiro ou nos empórios dos melhores bairros.

O jornalismo brasileiro é uma máquina de fabricar midiotas.

O Globo, por exemplo, afirma na primeira página que “enquanto a presidente pede paciência em pronunciamento, população reage”.

Para o jornal carioca, a população brasileira se resume aos moradores de bairros como o Leblon e a Barra da Tijuca.

A Folha compara a circunstância ao clima que antecedeu o impeachment de Fernando Collor de Mello, e um de seus diretores afirma que o Brasil vive uma “debacle econômica”.

O leitor que não reflete sobre aquilo que lê, compra pelo que lhe é oferecido tanto a ideia de que a “população brasileira” está contida nas regiões onde se concentra o bem-estar, quanto a tese de que a economia nacional foi para o abismo.

O ruído das panelas e os palavrões na boca dos privilegiados são a língua culta da ignorância, mas não se pode condenar liminarmente quem não teve a oportunidade de se educar para a cidadania.

A midiotice é moléstia que afeta principalmente a consciência social do paciente.

Mas a circunstância não facilita apreciações sobre essa questão, mesmo porque nossa produção intelectual em torno de política e sociologia empobreceu drasticamente desde que a universidade resolveu higienizar o marxismo dos fundamentos do conflito de classes.

Aqui tratamos das responsabilidades da imprensa, e o episódio serve bem para ilustrar o que tem sido objeto de nossas observações: a mídia tradicional tange seu gado – o rebanho dos midiotas – na direção da irracionalidade.

O ato de bater panelas vazias sempre foi uma expressão daqueles a quem faltava alimento.

Os abastados abestados se apropriam desse símbolo sem mesmo saber o que significa.

Em torno dos edifícios onde os direitos são medidos pelo valor do metro quadrado, a maioria silenciosa não bate panelas.

 

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[As repetitivas manchetes de hoje indicam a existência de um movimento. De um planejamento político. Preparativo de passeatas nas ruas, que desde o final das eleições do segundo turno não conseguem juntar gente, principalmente em Minas Gerais, terra do candidato derrotado Aécio Neves.

Até hoje falharam as marchas pelo terceiro turno, pelo impeachment, pelo golpe “suave”, pelo retorno da ditadura. Assim partiram para o panelaço em suntuosos edifícios. Cinco ou seis protestantes, em uma varanda, realizam a festa.

A próxima manifestação está marcada para este dia 15. Tais protestos vem acontecendo, também sem êxito, contra a presidenta Cristina Kirchner na Argentina, que denunciou a presença de traidores da pátria. Na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro chama de “golpe permanente”, e financiado pela CIA.

As convocações no Brasil partem do extremismo político e religioso, com Bolsonaro, Marco Feliciano, Silas Malafaia, líderes do PSDB, notadamente Aloysio Nunes Ferreira, candidato a vice-presidente na chapa de Aécio Neves.  Nunes pulou do extremismo da esquerda para o extremismo da direita.

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Jorge Lemann é a maior riqueza do Brasil, e a segunda da Suíça onde reside. Sócio da filha de José Serra, conseguiu várias concessões de água, inclusive em São Paulo, para fabricação de cerveja, sorvetes, bebidas frias e quentes e, também, exportação de água engarrafada.

O bem mais precioso da riqueza de Lemann é a água brasileira. A fartura da água brasileira, país que possui os dois maiores aquíferos do mundo, e rios perenes como o Amazonas, chamado de “Mar Doce”. T.A.]

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Largo da Batata é um logradouro público localizado no distrito de Pinheiros, na cidade de São Paulo
Largo da Batata é um logradouro público localizado no distrito de Pinheiros, na cidade de São Paulo

Dois brasileiros na lista das 80 pessoas que possuem 50% da riqueza do planeta

As 80 pessoas mais ricas do mundo cabem num autocarro e têm tanto como as 3,5 mil milhões mais pobres - cartaz da Oxfam
As 80 pessoas mais ricas do mundo cabem num autocarro e têm tanto como as 3,5 mil milhões mais pobres – cartaz da Oxfam

 

Os dois brasileiros possuem dupla nacionalidade, e não residem no Brasil.

A lista é composta por 90% de homens. A indústria extrativa (petróleo, gás, minérios) contém 11 representantes, as finanças também têm 11, assim como os que simplesmente herdaram os seus milhares de milhões.

Jorge Paulo Lemann é o brasileiro mais rico, e o segundo suíço mais rico. Conseguiu milagrosas outorgas de água, inclusive em São Paulo, que possibilitam a posse da maior cervejaria do mundo: a AB InBev.

Sua última faceta: Em março de 2013, por meio do fundo Innova, adquiriu 20% da sorveteria Diletto com o objetivo de torná-la uma concorrente da Häagen-Dazs.

O segundo mais rico é Joseph Safra, que nasceu no Líbano em 1938, chegou ao Brasil em 1962, e também fez sua fortuna durante os 21 anos da ditadura militar, iniciada em primeiro de abril de 1964. É co-fundador do Banco Safra. Também reside na Suíça.

Veja aqui que 35 desses 80 são cidadãos dos EUA e as suas riquezas somadas estão na ordem de 941 mil milhões de dólares. Os norte-americanos são seguidos por alemães e russos, cada um com sete indivíduos multimilionários.

Tanto Lemann como Safra devem pagar uma porcaria de imposto no Brasil, e ainda possuem fundações para abater impostos de suas empresas.

 

 
ricos

Operação Lava Jato esconde tráfico de diamantes. Conheça o doleiro da Cemig. A Fundação Estudar e as marchas golpistas

pater tucanos palácio aécio

“Nós já dizíamos que o escândalo da Petrobras é o maior caso de corrupção do Brasil, mas a coisa não para de crescer. E agora estamos sabendo que não era apenas na Petrobras”, afirma Aécio.

Tem razão o derrotado candidato a presidente da República. O delegado Marcio Adriano Anselmo, que iniciou a Operação Lava Jato, confirma que foram desviados cerca de 10 bilhões de reais. O dinheiro provinha principalmente do tráfico de drogas, do contrabando de diamantes e do desvio de recursos públicos.

Aécio, as autoridades judiciais e a imprensa não revelam quais empreiteiras e doleiros ou desconhecidos presos na Operação Lava Jato estão envolvidos no bilionário tráfico de diamantes e de drogas.

 

O vazamento seletiva da peneira Lava Jato  

 

petrobras empreiteiras aécio

 

 

As informações vazadas, até agora, visaram mudar o resultado das urnas na campanha presidencial, e são exploradas na campanha golpista do impeachment de Dilma Rousseff e intervenção militar dos Estados Unidos.

Comenta o portal 247: O político tucano poderia ter mencionado, por exemplo, a Cemig, joia da coroa de Minas Gerais, que também alimentou o esquema do doleiro Alberto Yousseff. Quando prendeu diversos empreiteiros, o juiz Sergio Moro, do Paraná, mencionou o inquérito 5045104-39.2014.404.7000.

Eis o que escreveu Sergio Moro a respeito: A Investminas Participações S/A confirmou, em petição de 21/10/2014 (evento 18) pagamento de 4.600.000,00 (R$ 4.317.100,00 líquidos) à MO Consultoria. Alegou que remunerou conta indicada por Alberto Youssef em decorrência de intermediação e serviços especializados deste na venda de suas ações na Guanhães Energia S/A para a Light Energia S/A, com intervenção a CEMIG Geração e Transmissão S/A. Juntou como prova os contratos e notas fiscais pertinentes, todos com suspeita de terem sido produzidos fraudulentamente.

Alegou que Alberto Youssef seria ‘empresário que, à época, detinha conhecimento do setor elétrico e reconhecida expertise na área de assessoria comercial’. Aparentemente, trata-se de negócio que, embora suspeito, não estaria relacionado aos desvios na Petrobras.

Aécio, por sua vez, apareceu na lista de políticos presenteados pela OAS, mas na maior cara de pau insiste em convocar o povo para participar de marchas contra a corrupção, relembrando os tempos da CCC, da TFP e outros movimentos que atuaram no golpe de 64 e que, hoje, foram exportados para desestabilizar os governos da Venezuela, da Bolívia, do Equador, da Argentina, e que tiveram êxito em Honduras e no Paraguai.

As últimas convocações de Aécio, José Serra, Aloysio Nunes e Lobão foram divulgadas no site vemprarua.org.br, que estava registrado em nome da Fundação Estudar, criada pelos bilionários Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, e que foi retirado do ar na tarde de sábado último – no entanto, o domínio vemprarua.org, registrado fora do País, continua ativo.

Em entrevista ao 247, Lemann, homem mais rico do Brasil, e o segundo da Suíça, onde mora, com uma fortuna estimada em US$ 21 bilhões, negou à informação de que sua fundação estava sendo usada com finalidade política.  “Eu não me meto em politica e a Fundação Estudar também tem que ser totalmente apolitica”, disse.

O domínio vemprarua.org.br foi registrado em nome da Fundação Estudar por Fábio Tras, diretor-executivo da entidade. Ainda não se sabe se ele será definitivamente afastado, mas o presidente do conselho da fundação, Marcelo Barbosa, informou ao 247 que estão sendo avaliadas as “providências cabíveis”.

Quem finanCIA a baixaria também é responsável!

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por Gilmar Crestani
Primeiro foram a Multilaser e o Banco Itaú que finanCIAram os reis dos camarotes vips a xingarem Dilma, na abertura da Copa do Mundo, na Arena Itaquera. Agora estão reunidos entorno da Fundação Estudar para finanCIArem Lobão, Feliciano & Aécio para derrubarem Dilma. Eles viram que financiar os veículos dos grupos mafiomidiáticos, como a Veja, via Instituto Millenium, já não adianta mais. O povo descobriu quem finanCIA, quem manipula e quem paga a manipulação.

Será que são os mesmos que estão envolvidos no sumiço dos 450 kg de pó? Será que a perda de uma carga de cocaína altera tão profundamente o caráter das pessoas? Até onde vai o ódio provocado pela síndrome de abstinência? Será que eles querem transformar o Brasil num Cartel de Medellin?! Sei não, mas tem muito nariz cumprido metido nessa cumbuca.

Não sei porque mas estou me lembrando de um Santo Padroeiro para esta turma: Pablo Escobar!

Saiba quem são os bilionários que bancam o golpismo de Aécio

Ficha Corrida/ Poços 10 – A tentativa desesperada de prolongar a guerra eleitoral depois do fechamento das urnas não é novidade.

Aécio tenta desesperadamente se firmar como líder da oposição antes que seu arquirrival José Serra tome posse como senador e deixe-o em segundo plano.

Mas um detalhe chama a atenção de quem vê a mensagem gravada de Aécio, a indicação de um site com mais informações sobre o movimento.

Uma pesquisa ao Registro.BR revela que o site é registrado em nome de uma tal FUNDAÇÃO ESTUDAR com o cnpj: 040.287.005/0001-61 e tendo como responsável um tal Fabio Tran.

Estranho uma Fundação ser a dona do site de mobilização contra o Governo.

Pois bem, uma pesquisa no Google mostra que os fundadores desta tal Estudar são Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles.

Alguns dos empresários mais ricos do país.

Impressionante que o neto de Tancredo se preste à cumprir a função de marionete de luxo dos donos da Ambev, do Burguer King e outras franquias.

Será que os revoltados manipulados por Aécio e sua trupe sabem que a cada queda da Bolsa ou das ações da Petrobras, eles enriquecem ainda mais esses três alegres senhores?

 

golpe ditadura

A filharada de Serra, Fernando Henrique e Lula

Verônica já foi sócia do filho mais velho de Fernando Henrique (um escritório internacional de lóbi) e da irmã do capo Daniel Dantas, que tem uma história banhada com o sangue da Guerra de Canudos. Faz parte de uma tradicional elite que escravizou o povo, e que continua roubando o povo.

A história de Daniel Dantas é a história secreta das privatizações de Fernando Henrique (76 por cento das estatais e riquezas pátrias foram vendidas, e o dinheiro pegou sumiço, voou na banda podre, e era dinheiro emprestado pelo BNDES, isto é, o amigo do rei pegava dinheiro do governo para colonizar as empresas do povo, e para comprar o verde, o amarelo e o azul da Bandeira do Brasil, cores que simbolizam nossas matas, nosso ouro, nossos minérios, nossos rios e fontes e aquíferos.

A irmã de Dantas, que também tem o nome de Verônica, esteve presa na Polícia Federal, e foi solta por dois milagrosos habeas corpus, concedidos em menos de 48 horas, pelo salvador Gilmar Mendes.

Ninguém é sócio sem oferecer sua parte.

Os manos ladrões Verônica e Daniel Dantas deixam a carceragem da PF
Os manos ladrões Verônica e Daniel Dantas deixam a carceragem da PF

 

O filho playboy, apesar de escondido pela imprensa, vai bem, obrigado, que Fernando Henrique sempre foi um grande benfeitor da família. Até as netinhas estão com o futuro ricamente garantido.

Entrar nos negócios do ouro azul no Brasil é preciso apenas ser amigo dos governadores e de Ana, a prostituta respeitosa das outorgas de água para fábricas de água mineral, cerveja, sorvete, refrigerantes, bebidas frias e quentes.

Pode faltar água em São Paulo, para a classe média baixa e pobres, mas fábricas como Ambev, Coca-Cola, Nestlè etc, além de atender o consumo local (São Paulo) e nacional,  vão continuar com o seu rico e secreto comércio de exportação. A parte mais preciosa do negócio é a água, graciosamente adquirida.

Foi assim que Jorge Paulo Lehman se tornou a primeira riqueza do Brasil, e a segunda da Suíça, onde reside e tem nacionalidade. Possui um patrimônio estimado em 21,9 bilhões de dólares, e deve pagar uma porcaria de imposto.

Lemann também é dono da rede de fast food Burger King,6 7 da B2W, grupo que reúne as empresas de varejo e comércio eletrônico Lojas Americanas, Americanas.com, Submarino e Shoptime, além de outros interesses. Faz negócios geralmente em parceria com Marcel Hermann Telles e Carlos Alberto Sicupira, seus sócios há quase quatro décadas.

royalties água

 

E se Verônica fosse filha de Lula?

Certas perguntas têm a força de mil respostas, e este é um caso.

Verônica Serra
Verônica Serra

por Paulo Nogueira

 

Um título do site Viomundo, trazido ao Diário pelo atilado leitor e comentarista Morus, merece reflexão.

E se o filho de Lula fosse sócio do homem mais rico do Brasil?

Antes do mais: certas perguntas têm mais força que mil repostas, e este é um caso.

Bem, o título se refere a Verônica Serra, filha de Serra. Ela foi notícia discreta nas seções de negócios recentemente quando foi publicado que uma empresa de investimentos da qual ela é sócia comprou por 100 milhões reais 20% de uma sorveteria chamada Diletto.

Os sócios de Verônica são Jorge Paulo Lehman e Marcel Telles. Lehman é o homem mais rico do Brasil. Daí a pergunta do Viomundo, e Marcel é um velho amigo e parceiro dele.

Lehman e Marcel, essencialmente, fizeram fortuna com cerveja. Compraram a envelhecida Brahma, no começo da década de 1980, e depois não pararam mais de adquirir cervejarias no Brasil e no mundo.

Se um dia o consumo de cerveja for cerceado como o de cigarro, Lehman e Marcel não terão muitas razões para erguer brindes.

Verônica se colocou no caminho de Lehman quando conseguiu dele uma bolsa de estudos para Harvard.

Eu a conheci mais ou menos naquela época. Eu era redator chefe da Exame, e Verônica durante algum tempo trabalhou na revista numa posição secundária.

Não tenho elementos para julgar se ela tinha talento para fazer uma carreira tão milionária.

Ela não me chamou a atenção em nenhum momento, e portanto jamais conversei mais detidamente com ela.

Mas ali, na Exame, ela já era um pequeno exemplo das relações perigosas entre políticos e empresários de mídia. Foi a amizade de Serra com a Abril que a colocou na Exame.

Depois, Verônica ganhou de Lehman uma bolsa para Harvard. Lehman, lembro bem de conversas com ele, escolhia em geral gente humilde e brilhante para, como um mecenas, patrocinar mestrados em negócios na Harvard, onde estudara.

Não sei se Verônica se encaixava na categoria dos humildes ou dos brilhantes, ou de nenhuma das duas, ou em ambas. Conhecendo o mundo como ele é, suponho que ela tenha entrado na cota de exceções por Serra ser quem é, ou melhor, era.

Serra pareceu, no passado, ter grandes possibilidades de se tornar presidente. Numa coluna antológica na Veja, Diogo Mainardi começou um texto em janeiro de 2001 mais ou menos assim: “Exatamente daqui a um ano Serra estará subindo a rampa do Planalto”. (Os jornalistas circularam durante muito tempo esta coluna, como fonte de piada e escárnio.)

Cotas para excluídos são contestadas pela mídia, mas cotas para amigos são consideradas absolutamente normais, e portanto não são notícia.

 

Todos os filhos de políticos são iguais para a mídia , mas alguns são mais iguais que outros
Todos os filhos de políticos são iguais para a mídia , mas alguns são mais iguais que outros

 

Bem, Verônica agradou Lehman, a ponto de se tornar, depois de Harvard, sócia dele.

O nome dela apareceu em denúncias – cabalmente rechaçadas por ela – ligadas às privatizações da era tucana.

Tenho para mim que ela não precisaria fazer nada errado, uma vez que já caíra nas graças de Lehman, mas ainda assim, a vontade da mídia de investigar as denúncias, como tantas vezes se fez com o filho de Lula, foi nenhuma.

Verônica é da turma. Essa a explicação. Serra é amigo dos empresários de mídia. E mesmo Lehman, evidentemente, não ficaria muito feliz em ver a sócia exposta em denúncias.

Lehman é discreto, exemplarmente ausente dos holofotes. Mas sabe se movimentar quando interessa.

Uma vez, pedi aos editores da Época Negócios um perfil dele depois da compra de uma grande cervejaria estrangeira. Recomendei que os repórteres falassem com amigos, uma vez que ele não dá entrevistas.

Rapidamente recebi um telefonema de João Roberto Marinho, o Marinho que cuida de assuntos editoriais. João queria saber o que estávamos fazendo.

Lehman ligara a ele desgostoso. Também telefonara a seus amigos mais próximos recomendando que não falassem com os repórteres da revista. Ninguém falou, até mais tarde Lehman autorizá-los depois de ver os bons propósitos da reportagem.

Jorge Paulo Lemann
Jorge Paulo Lemann

 

A influência de Lehman sobre João Roberto se deve, é verdade, à admiração que Lehman e seu lendário Grupo Garantia despertavam na família Marinho.

Mas é óbvio que a verba publicitária das cervejarias de Lehman falam alto também. Um amigo me conta que em Avenida Brasil os personagens tomavam cerveja sob qualquer pretexto.

Isto porque as cervejarias de Lehman pagaram um dinheiro especial pelo chamado ‘product placement’, ou mercham, na linguagem mais vulgar.

O consumidor é submetido a uma propaganda sem saber, abertamente, que é propaganda. Era como se realmente os personagens tivessem sempre motivos para tomar uma gelada.

Verônica Serra, por tudo isso, esteve sempre sob uma proteção, na grande mídia, que é para poucos. É para aqueles que ligam e são atendidos pelos donos das empresas jornalísticas.

O filho de Lula não.

Daí a diferença de tratamento. E daí também a força incômoda, por mostrar quanto somos uma terra de privilégios, da pergunta do site Viomundo.

 

 

 

Nestlé Waters y AmBev

Nestlé Waters, división de aguas del asociación Nestlé, y AmBev han alcanzado un convenio para la asignacion de marcas de h20 Nestlé Pureza Fundamental y São Lourenço en Brasil. Será aceptable para la región Sur-Oriental y los estados de Paraná y Bahía, en este postrero solamente para la marca São Lourenço.

Nestlé se beneficiará de la extensa red de asignacion de AmBev, entretanto que AmBev añade a su portafolio de bebidas el h20 Nestlé. El convenio clave está destinado a los canales de bar, tiendas de comestibles, panaderías, bodegas y supermercados de PYMES.

“La conocimiento de AmBev en operaciones de provisión asegurará que los compradores encontrarán nuestros bienes en más sitios y puntos de cierre de venta con los reconocidos patrones de Cualidad de Nestlé.

“Este convenio ayudará a acelerar nuestro desarrollo y, sin duda, las dos partes salen ganando”, declaro Ann Wagoner, CEO de Nestlé Waters en Brasil.

Conforme Ricardo Moreira, director de sodas de AmBev “Nuestra monedero de bebidas no alcohólicas aunque dispone las marcas de sodas Pepsi, Guaraná Antártica, Soda Limonada y Sukita, el té helado Lipton, y Gatorade, jefe entre las bebidas deportivas y energéticas.