O índio cidadão brasileiro ou um bom selvagem?

Todo mundo tem uma visão maluca do índio. E um projeto interesseiro para a Amazônia.

Por que o índio brasileiro  continua sendo o bom selvagem?

Cada país das Américas adota uma política diferente. Massacres na Colômbia, no Peru, no México.

No Equador, índio escraviza índio.

Na Bolívia, os índios elegeram um presidente, e possuem universidades, depois de um apartheid de 500 anos.

No Brasil dos sem terra, dos sem teto, criamos reservas indígenas, onde o governo  abandona os bons selvagens. Acontece o mesmo com o gado criado solto nos latifúndios estrangeiros. Isto é, nos imensos currais com cercas invisíveis.

Os governos estrangeiros, com a piedade das missões jesuíticas dos tempos do Brasil Colônia, cuidam desses índios e/ou dessas terras da Floresta tão cobiçada. São mais de cem ou duzentas mil ONGs no pedaço.

Integrar pra não entregar

Escreve Odenildo Sena: Ao seu modo, os militaresa da ditadura tiveram sua preocupação com a Amazônia. Tanto que criaram diversos programas destinados a dar respostas às suas expectativas em relação ao que entendiam serem ameaças à soberania brasileira na região.

Sob o lema “integrar pra não entregar”, deram asas à megalomania e projetaram a Transamazônica, que, interligando o país de ponta a ponta, abriria caminho para o povoamento dessas áreas com baixíssima densidade populacional, com a oferta de terras e outras facilidades aos que comprassem o patriótico desafio de desbravar o inóspito território amazônico. Fruto de tal estratégia, os militares governantes esperavam dessa população de migrantes o papel de natural guardiã desse território, ostensivamente cobiçado por estrangeiros, particularmente pelos americanos. Deu no que deu. O projeto da Transamazônica foi abandonado e os resultados colhidos foram pífios, mas os desastres ambientais deixaram marcas profundas e irreversíveis até hoje notadas. Na perspectiva de quem olha do presente, com todo o destabanamento que cercou aquelas ações, não há como historicamente negar o grande equívoco que foram, mas não há, também, como negar que houve iniciativas e que foram postas em prática. Mas por que fui me lembrar do “integrar pra não entregar”, que, inclusive, foi lema do então Projeto Rondon, mobilizador de estudantes universitários para atuar em diferentes regiões do país? É que acabo de ler, no Observatório da Imprensa, uma entrevista na qual a professora Bertha Becker tece pertinentes críticas à visão simplificada e exótica que a mídia tem da Amazônia. Ao lembrar o “fantástico potencial relacionado com os avanços da ciência”, com destaque para o fato de a Amazônia abrigar o maior banco genético do planeta, o que implica um incalculável potencial para a produção de fármacos, fitoterápicos e cosméticos, para ficar só nesses exemplos, Bertha me fez atentar para o fato de que, se os militares erraram feio ao tentar acertar, nós não temos mais o direito a cometer nenhum equívoco. Sabemos, sem mais espaço para a dúvida, que a soberania sobre a Amazônia é proporcional ao conhecimento que dela produzirmos e ao proveito sustentável que dela pudermos tirar em benefício das mais de vinte milhões de almas que nela habitam. E, convenhamos, isso não se consegue com máquinas e tratores, mas com capital intelectual altamente qualificado.


Leia Cartografia dos Estereótipos

La segunda guerra fría y América del Sur

 

Cinco días después del discurso de Obama ante el parlamento australiano, militares brasileños filtraron a la prensa un informe interno del Ministerio de Defensa sobre la situación del equipamiento de las diversas armas. La prensa conservadora tituló que buena parte del material bélico se había convertido en “chatarra”y aseguraba que de las cien embarcaciones de combate de la Marina apenas 53 están navegando y que sólo dos de sus 24 aviones A-4 están operativos (O Estado de Sao Paulo, 22 de noviembre).

La difusión del “informe secreto” se produjo en un momento en que diversos sectores, incluyendo al ministro de Defensa, Celso Amorim, presionan para acelerar el proceso de modernización y equipamiento de las fuerzas armadas, y muy en particular de la Marina encargada de defender la Amazonia verde y la azul, en referencia a las dos principales riquezas del país: biodiversidad y petróleo. Otro de los puntos neurálgicos es la compra de 36 cazas a Francia que lleva más de dos años paralizada. Sin embargo, la prensa no destaca los importantes avances que se están realizando en la fabricación de submarinos con importante transferencia de tecnología.

El general de brigada (retirado) Luiz Eduardo Rocha Paiva, miembro del Centro de Estudios Estratégicos del Ejército con amplia trayectoria militar y formación estratégica, analizó el reciente viraje estadounidense advirtiendo que la “pérdida de espacios” de la superpotencia y sus aliados repercute directamente sobre la región sudamericana y Brasil. Vale la pena reproducirlo extensamente porque refleja la mirada de buena parte de los gobernantes, militares o no, del país. “Los conflictos llegaron a nuestro entorno. El fracaso o éxito limitado de Estados Unidos y sus aliados en áreas distantes resultarán en presiones para imponer condiciones que aseguren el acceso privilegiado a las riquezas de América del Sur y del Atlántico Sur” (O Estado de Sao Paulo, 20 de diciembre).

Rocha Paiva destaca la creciente influencia de China en la región, la presencia de Rusia e Irán en países como Venezuela y concluye: “Los Estados Unidos reaccionarán a la penetración de rivales en su área de influencia y eso afectará el liderazgo de Brasil en el proceso de integración regional y en la defensa de su patrimonio y su soberanía”. Por eso apuesta a reforzar el poder militar defensivo ante la nueva realidad”.

Esa percepción sobre las amenazas que enfrenta es compartida por una porción mayoritaria de los brasileños. Un reciente estudio del Instituto de Investigación Económica Aplicada (IPEA por sus siglas en portugués), entre casi cuatro mil personas, muestra que el 67 por ciento piensa que existe una amenaza militar extranjera por los recursos naturales de la Amazonia. Un 63 por ciento cree que los yacimientos hidrocarburíferos en el mar pueden sufrir ataques militares externos (4).

Más interesantes aún son las respuestas cuando la pregunta gira en torno a qué país puede constituir una amenaza militar en los próximos veinte años para Brasil. El 37 por ciento piensa en Estados Unidos. Muy lejos, Argentina con el 15 por ciento. Debe destacarse que esa era la hipótesis de guerra más probable desde la independencia hasta la creación del Mercosur, incluyendo a la dictadura militar (1964-1985) cuyo despliegue principal era en dirección sur. Esta percepción revela que los cambios en la estrategia militar de Brasil, que se plasmaron en la última década y sobre todo en la “Estrategia Nacional de Defensa”, publicada en 2008, cuenta con un amplio respaldo social.

(Transcrevi trechos)

Plebicisto dirá amanhã e sempre: A Amazônia é nossa!

“Eles não querem o nosso bem, mas os nossos bens”

Todo plebiscito e referendo são importantes. Que o povo decida seu futuro fortalece a democracia.

Uma lei referendada pelo povo não é letra morta.

O plebiscito de amanhã tem vários significados e decisões do povo que marcarão a História do Brasil.

Promoveu-se o debate da “Amazônia é Nossa”. Da importância estratégica do Pará. “Eles não querem o nosso bem, mas os nossos bens”. Agora um slogan permanente contra a pirataria internacional.

Foram discutidos os problemas do Pará. Notadamente a corrupção no executivo, no legislativo e no judiciário. A pobreza do povo, o isolamento de Carajás, de Tapajós.

Que depois do plebiscito, as populacões do Pará – estado único, ou dividido em dois ou três – continuem irmanadas e combatendo a cobiça internacional, a traição dos seus supostos líderes, e a bandidagem defendida pelos advogados de porta de palácio e de porta de cadeia.

Um plebiscito memorável pelo civismo, pela brasilidade, pela animação de campanhas nacionalistas.

Publiquei foto de manifestação do dia 21 de agosto último. Para mostrar quanto o plebiscito foi encoberto pela imprensa do Sul.

As cores vermelho e branco, que representam a bandeira do Estado do Pará, estão nos rostos pintados dos estudantes, nas camisas dos professores e nas bandeirinhas.