Marina palito manga da “gordura” de Dilma

Este vídeo vale ser visto. Para se ter idéia do sarcasmo, da maldade de Marina. Isso ela chama ora de metáfora ora de parábola. Apesar da duvidosa referência bíblica, pode ser inclusive um ato falho, desde que defende a política pregada por George Soros de terceira via, de uma economia sustentável, e total apoio a Israel contra a Palestina.

Marina usa o estilo oratório dos pastores Silas Malafaia e Marco Feliciano. Começa se comparando ao rei David, judeu, contra o gigante Golias, filisteu.

E termina dizendo que ela, Marina, era um mosquito, carapanã, que luta com uma mangangá, um zangão. Mangangá, mangangava, também designa um besouro, insecto díptero, cuja mordedura produz calefrios e febre, conhecido como cavalo-do-cão, capeta (demônio). Abelhão. Marimbondo.

Mangangá é uma palavra indígena que define peixes teleósteo, marinhos, da família dos Escorpenídeos, também chamados de niquim, ninquim-da-pedra, sarrão, briati, moreiatim.

peixe
Em sentido figurado (adjetivo): grande, muito grande, gordo. Foi esta interpretação rasteira que Marina, de uma maneira palhaça, com gestos histriônicos, nervosos, histéricos, transmitiu para uma platéia odienta, que se esparramou em gargalhadas.

– “Vocês já sabem que é o carapanã. Sou eu”, acrescentou Marina, para disparar a seguir. “Quem é o mangangá?”, perguntou à platéia. “Fortinho”… e respondeu entre risos, sem nominar Dilma, e abrindo os braços para indicar uma pessoa muito gorducha.

A resposta veio num post intitulado “a máscara que cai”, no qual a campanha petista classifica a comparação como “indelicadamente jocosa” e ironiza ao final a fala da ex-senadora do PT.

“Nosso coração valente, Dilma poderia, sim, ser um mangangá, robusta abelha responsável por construir, defender e alimentar o ninho. Já o mosquito”…

mangangá

Quanto Marina fala de Israel faz parte do acordo com Soros/ Banco Itaú, e conforme os economistas que elaboraram seu programa econômico e diplomático de governo.

Transição para uma economia mais sustentável

O professor Thomas C. Heller, da Universidade Stanford, é um dos mais influentes especialistas em política ambiental financiada por George Soros.

Heller fundou a Climate Policy Initiative, financiada por George Soros. Diz o professor Heller: “Caberá aos emergentes liderar a transição para uma nova ordem mundial, em que ser sustentável dará uma tremenda vantagem competitiva”.

Argumenta Keller, discurso que Marina gune nos comícios e conferêncas nababescamente pagas: “Antes de mais nada, é preciso formar um consenso verdadeiro em torno da ideia de que não se pode mais subestimar o valor de uma política ambiental séria e consequente – se não por convicção, pelo menos por pragmatismo. Essa premissa deixou de ser uma afirmação típica de ambientalistas românticos há muito tempo”.

Acrescenta Keller: “A interdependência entre economia e meio ambiente atingiu seu ápice. Prova disso é que o preço das commodities e da energia está em alta e deve continuar assim indefinidamente. O progresso, daqui por diante, depende de usarmos os recursos naturais da forma mais eficiente e produtiva possível. Parece óbvio que, na próxima etapa do desenvolvimento humano, ser verde será cada vez mais uma tremenda vantagem competitiva. Ainda assim, os governantes relutam em encarar a questão ambiental como aspecto fundamental da agenda econômica”.

O discurso encoberto de defesa do verde é uma Amazônia separada do Brasil, internacionalizada como pulmão do mundo, e propriedade do Tio Sam, como aparece em mapas dos Estados Unidos.

Outra campanha de Soros é a guerra de Israel contra a Palestina, terra dos antigos filisteus.

Projetos de infraestrutura na Amazônia: 44% do que o BNDES financia está completamente às escuras

por Bruno Fonseca e Jessica Mota

Escritorio-do-BNDES-no-RIO.

A rotina se repetiu durante doze semanas: abarrotamos a pasta de downloads com planilhas e relatórios anuais, enviamos uma dezena de pedidos de acesso à informação e entrevistas, e consultamos uma série de organizações nacionais e estrangeiras.

Queríamos algo bem simples: listar todos os investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em projetos de infraestrutura na região amazônica. Ou seja, apenas uma fração do desembolso total, mas uma parte importante para entendermos a estratégia e os impactos reais deste banco público cujo objetivo é fomentar o desenvolvimento. Chegamos à triste conclusão: o BNDES é tão pouco transparente que é impossível que um cidadão saiba o que acontece com os bilhões e bilhões de reais que impulsionam a infraestrutura brasileira e a expansão de empresas nacionais no exterior.

CABRA-CEGA BILIONÁRIA: 1 MILHÃO DE CONTRATOS NO ESCURO

Imagine 156 bilhões de reais. Esta cifra impressionante é o que saiu BNDES apenas em 2012. Dinheiro público vindo, por exemplo, do Tesouro Brasileiro e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), do Ministério do Trabalho e Emprego. Para se ter ideia, toda essa quantia equivale ao PIB anual da Bahia, ou então aos PIBs somados de Acre, Alagoas, Amapá, Piauí, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins (dados do IBGE relativos a 2010). São dezenas de tipos de empréstimo, de diferentes linhas de financiamento – um universo que vai desde o cartão BNDES, voltado a micro, pequenas e médias empresas, ao financiamento bilionário da produção, exportação e comercialização de bens e serviços no exterior.

Nossa surpresa foi constatar que, dessa miríade de produtos e linhas de financiamento, pouquíssima informação é tornada pública.

Sob a alegação de sigilo bancário, o BNDES não publica os dados sobre operações indiretas automáticas, aquelas que são contratadas a partir de outros bancos e instituições credenciados e que, então, emprestam a partir do dinheiro do BNDES.

Ou seja, ficam fora do escrutínio público mais de 1 milhão de contratos firmados em 2012, que podem chegar a até R$ 20 milhões cada. Ao todo, um montante impressionante de R$ 69,5 bilhões. Em resumo, mais de 44% do que saiu do BNDES no ano passado está completamente às escuras.

Não é possível saber quem e quantos foram os beneficiados, quais foram os contratos assinados nem os impactos esse dinheiro trouxe para o país.

O BNDES tampouco disponibiliza os relatórios de avaliação da execução dos projetos financiados, que deveriam servir de fonte para que meios de comunicação e movimentos sociais tivessem conhecimento de possíveis problemas e infrações relacionadas às obras.

Há ainda diversos outros “segredos” guardados pelo banco. Apesar de disponibilizar informações sobre as operações diretas (aquelas nas quais empresta diretamente para o beneficiário) o BNDES não informa quanto do dinheiro acordado em cada contrato já foi desembolsado – essa informação é disponibilizada apenas para contratos realizados diretamente com estados e municípios (e não empresas). Trocando em miúdos, o BNDES não informa quanto já foi liberado para megaempreendimentos controversos como a usina de Belo Monte, que fechou acordos de mais de R$ 25 bilhões com o banco. A justificativa, novamente: sigilo bancário.

PARA ONDE VAI O DINHEIRO QUE SAI DO BRASIL?

A atuação do BNDES no exterior é ainda mais cercada de mistérios. O banco não divulga os contratos de empreendimentos no exterior, mesmo depois de pedidos de acesso à informação. Além disso, o BNDES praticamente não discrimina a rota do dinheiro que sai do Brasil.

Trocamos nada menos que 27 e-mails com a assessoria do banco para tentar confirmar negociações referentes a projetos citados em releases das empresas, notícias da imprensa, acordos bilaterais disponibilizados pelo Itamaraty, dados divulgados pela IIRSA (Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul, projeto da Unasul). A resposta? “o BNDES não faz comentários sobre se um projeto está ou não sendo analisado pela instituição”, informou a assessoria, enviando um link para o site – onde o banco disponibiliza apenas parcialmente as informações a respeito de uma fração dos investimentos, como aquelas do setor EXIM, na modalidade pós-embarque (leia mais sobre o labirinto financeiro do banco aqui).

Pelos dados divulgados ao público, referentes apenas ao apoio às exportações pós-embarque, é impossível saber o nome projeto que recebe o dinheiro, exceto em alguns casos. A maioria costuma ser indicada pelo nome genérico de “exportações de bens”. Também não é possível saber valores individuais dos contratos.

A situação é ainda mais grave com os contratos da modalidade de pré-embarque (que inclui os custos de produção do bem a er exportado). São mais de R$ 6 bilhões em desembolsos, apenas em 2012, dos quais não se tem informação de para onde foram, e sob quais condições.

Uma verdadeira caixa preta: mais da metade do que o BNDES envia para o exterior é completamente sigiloso; já a outra parte é divulgada com o mínimo de informação possível.

A série BNDES na Amazônia é uma parceria da Agência Pública com O Eco. Leia mais:

AS PEGADAS DO BNDES NA AMAZÔNIA

BNDES NA AMAZÔNIA: 17 DOS 20 MAIORES INVESTIMENTOS TÊM AÇÕES DE MPS

TRABALHADORES REFÉNS EM OBRAS BILIONÁRIAS NA AMAZÔNIA

PAN-AMAZÔNIA À BRASILEIRA

BNDES, PARA EXPORTAÇÃO

 

Nem o New York Time faria melhor

por Carlos Chagas

Tivesse a presidente Dilma Rousseff confirmado a visita aos Estados Unidos, em outubro, seria veementemente criticada por não reagir como devia em defesa da soberania nacional, dados os lamentáveis episódios da espionagem permanente praticada por aquele país contra o Brasil. Como cancelou, ou melhor, adiou sua ida a Washington, recebeu ontem outro tanto de violentas críticas por haver suspendido a viagem onde seria homenageada como uma das duas chefes de governo que anualmente se hospedam na Casa Branca.

Quer dizer: Dilma seria condenada por ter cachorro e por não ter cachorro, como na fábula popular. No reverso da medalha, o PT e as esquerdas a aplaudem pelo gesto de reação à impertinência dos gendarmes do planeta, aqueles que se julgam no direito de conduzir os destinos da Humanidade, até espionando seus aliados. Mas os setores conservadores, incluindo-se neles as oposições, botaram a boca no trombone como se tivéssemos, além de perder a oportunidade de tirar vantagem das relações com os americanos, interrompido uma via de relacionamento capaz de favorecer nossos interesses.

Desse labirinto, não há saída. Nem o Lula teria condições de estender um fio de Ariadne para fazer o Brasil entrar nas cavernas do Minotauro, acabar com ele e sair ileso.  Traduzindo: prejuízo teríamos e teremos nas duas hipóteses. Em especial porque os Estados Unidos não pedirão  desculpas por intrometer-se em nossas comunicações e em nossos segredos, e nem se comprometerão  em   interromper  a bisbilhotagem.

Tem sido assim desde que logo depois da Independência um tenente da Marinha americana subiu o rio Amazonas sem licença  do  Império, percebeu o potencial econômico da exploração e sugeriu a seu governo a importância de dividir o Brasil em  quatro ou cinco países, facilitando a exploração e o domínio de nosso território conforme seus interesses. Felizmente não deu certo, para eles, mas nem por isso se imagine que desistiram.

A definição de “nações” indígenas na Amazônia, do esbulho chamado “Raposa Serra do Sol”, em Roraima, até a ampla região da tribo dos Ianomani na fronteira com a Venezuela e a Guiana, demonstram o perigo que ainda sofre nossa soberania.

Montes de ONGs estrangeiras e até brasileiras transformaram esses territórios em enclaves internacionais onde a entrada de cidadãos brasileiros é proibida, em nome de uma trama que logo se transformará num conflito onde as Nações Unidas reconhecerão a independência de territórios governados por um bugre-presidente da República, com PHD na Holanda e ávido de celebrar acordos de cooperação econômica e militar com quem? Ora, com os Estados Unidos…

A defesa da soberania nacional passar por diversos caminhos. Um deles foi o adiamento da visita de Dilma aos nossos irmãos do Norte, mas mil outros terão de ser trilhados. Tome-se a Amazônia, por exemplo. Voltou a conversa de que ela não  pertence ao Brasil, mas “à Humanidade”, devendo ser administrada pelas comunidades internacionais, mero engodo para significar o predomínio da superpotência mundial. Jamais se supõe uma invasão armada, desnecessária por conta da prevalência econômica. Também, não resistiríamos quinze minutos, com ou sem os 36 caças que não podemos comprar. No máximo, transformaríamos nossos guerreiros em guerrilheiros,  mas sem a certeza de sucesso, porque desde o Vietmã que eles terão aprendido alguma coisa.

O confronto é cruel e inevitável, exceção para aquela forte parcela de brasileiros ávidos de aderir aos interesses externos em nome do enriquecimento fácil. Com os meios de comunicação à frente. Basta ver o que estão  publicando desde ontem, a respeito do adiamento da visita de Dilma aos Estados Unidos. Nem o New York Times faria melhor…

A corrupção na Funai e o “selvagem” índio brasileiro

Mapa do Século XVI
Mapa do Século XVI

 

Por que o índio brasileiro tem que ser diferente do índio boliviano? Mais de 50% da população da Bolívia é indígena; menos de 40 % mestiços dos povos originários; 9 % brancos. Não esquecer que Evo Morales é o primeiro presidente índio depois da invasão e conquista européia.

A política de tratar o índio como selvagem, bugre, negro da terra, um colonialismo disfarçado de bondade ou negação de tudo que a Bolívia oferece, depois do fim do apartheid indígena. (T.A.)

 

índio

Governo precisa fazer uma limpeza na Funai

por Nélio Jacob

Em recente comentário, Valmor Stédile tocou num fato intrigante, que merece atenção. Nem otimismo, nem pessimismo, apenas realismo. Pelos caminhos tomados pela carruagem, tem-se ideia aonde se quer chegar.

Acordo assinado na ONU dando as tribos indígenas autonomia
política e administrativa, logo depois juntando as diversas tribos que fazem fronteira com outros países, numa área contínua com o nome de Nação Ianomami, agora a movimentação dos índios querendo mais terras, com apoio da Funai, de setores religiosos e principalmente ONGs estrangeiras.

Tendo em vista os acontecimentos no mundo atual, em que vale tudo para um país roubar a riqueza de outro, não custa nada ter cautela. As grandes potências, não precisam tomar as riquezas do Brasil à força, enquanto conseguirem isso devagar, mas sem custo, na base da conversa, aproveitando-se da falta de nacionalismo de nossos governantes.

Também o comentarista Jorge Jerônimo está certíssimo. Se o governo defendesse os interesses nacionais, expulsaria essas dezenas de milhares de ONGS estrangeiras, que são na verdade eficientes espiãs, e proibiria o acesso de pregadores religiosos às tribos indígenas.

São essas organizações civis e religiosas que fazem a cabeça das tribos, levando-as a crer que quanto maior a área que possuírem, melhor será sua vida. Qual a necessidade de uma tribo indígena, com uma população ínfima, ter áreas quilométricas, não faz sentido.

O desejo de todo ser humano é melhorar de vida, ter acesso a modernidade etc., e é isso que os índios querem e precisam, só que para conseguir isso, influenciados, estão tomando um
um caminho que vai de encontro à soberania nacional.

Cabe ao governo tomar providências, começando por uma limpeza profunda na Funai.

(Transcrito da Tribuna da Imprensa)

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BRASIL DOS ESTRANHOS NOMES DO GOVERNO, DA JUSTIÇA E DA IMPRENSA

Vou dar apenas três exemplos:

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A Associação Brasileira de Imprensa não representa os jornalistas brasileiros. Não nego o passado de lutas da ABI. Agrupa patrões e empregados da imprensa do Rio de Janeiro. A sede foi construída na eterna presidência de Herbert Moses. “Avaliada (1936) em 13 mil contos de réis. O dinheiro foi conseguido pelo próprio Moses através de solicitação pessoal a Getúlio Vargas, por intermédio do ministro Osvaldo Aranha. O empréstimo foi levantado no Banco do Brasil. Na ocasião, Getúlio Vargas recebeu o título de Presidente de Honra da Casa e Moses foi agraciado como Grande Benemérito”. Em 37, Vargas impôs a Ditadura do Estado Novo, e Morses era seu homem de confiança. Manejava as cotas de papel importado para os jornais.

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Por que o nome TRE – Tribunal Regional Eleitoral? Os tribunais não são regionais. São estaduais. Talvez para evitar a maldição das siglas:

Tribunal Eleitoral do Estado do Maranhão – TEEM ou TEM

Tribunal Eleitoral do Estado da Bahia – TEEBA ou TEBA

e outros dúbios ou bizarros como

Tribunal Eleitoral do Estado do Tocantins – TEETO – TETO

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Amazônia Legal forum

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) foi criado em 1985. Em 1993, foi transformado em Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal e, em 1935, em Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, adotando, posteriormente, o nome de Ministério do Desenvolvimento Urbano e do Meio Ambiente. Em 1999, retornou à denominação de Ministério do Meio Ambiente.

O denominação Amazônia Legal reconhecia uma Amazônia Ilegal que persiste.

Amazônia Legal

colonização Brasil

Quando a justiça reprime a verdade. Amazônia: “Trabalho escravo (mas escravo mesmo), destruição massiva e maciça da natureza, choques entre brancos e índios, apropriação ilícita de enormes extensões de terras (do tamanho de países), crimes de pistolagem e uma extensa agenda de anomalias”

por Lúcio Flávio Pinto

 

 

A Amazônia é uma das regiões mais mal servidas pela justiça brasileira. Por amarga ironia, é também onde o poder judiciário altivo é mais necessário.

Diante de tantos conflitos, de tanto primitivismo e de uma violência de profundidade abissal, magistrados bem preparados, corajosos, independentes e honrados podem servir como a vanguarda civilizatória ou o anteparo à borrasca de selvageria que campeia nessa que é a maior fronteira nacional.

O contraste entre estruturas ultramodernas que são montadas em espaços bem delimitados do território amazônico para a extração, transporte e comercialização de suas riquezas naturais, e o universo de barbárie e primitivismo que se cria em torno desses “grandes projetos”, é de assustar.

No entorno desses empreendimentos de bilhões de reais se sucedem problemas como trabalho escravo (mas escravo mesmo), destruição massiva e maciça da natureza, choques entre brancos e índios, apropriação ilícita de enormes extensões de terras (do tamanho de países), crimes de pistolagem e uma extensa agenda de anomalias.

Seu simples enunciado sugere que a Amazônia ainda vive uma era anterior às conquistas republicanas da revolução francesa. Ou seja: em 2012, a Amazônia não chegou a 1789.

Ainda assim, esse complexo painel de acontecimentos jamais será entendido através de esquemas explicativos simplistas, do bem e do mal, do bandido e do mocinho, do pobre e do rico. A convivência de um plano contemporâneo da história com uma dimensão arcaica é às vezes pacífica; em outros casos, tem intensidade conflituosa de autêntica guerra, com muitos danos e vítimas.

A má justiça, além de não servir de freio a esses abusos, funciona como fator de estímulo ao darwinismo social que resulta de uma lei de abrangência crescente: a lei do mais forte. O mais forte, que pratica as mais diversas formas de violência, aspira ao poder arbitrário, que se sustenta pela imposição de outra lei de vigência em expansão: a lei do silêncio.

Aqueles que buscam a verdade e tentam torná-la pública, tanto no universo diretamente interessado por esses acontecimentos como para auditórios mais amplos, no país e no exterior, estão sendo punidos por sentenças que ameaçam, dentre outras garantias constitucionais, a liberdade de informação, o direito de imprensa.

São cada vez mais frequentes as penas que a justiça aplica a jornalistas que se empenham em ser uma boa fonte de informações e de conhecimento sobre o drama amazônico, de interesse mundial.

(…) sete anos depois de restabelecida a normalidade democrática, que já é a mais duradoura da história republicana, fui processado 33 vezes e condenado em quatro processos. Em todos eles demonstrei que o conteúdo das minhas matérias jornalísticas era verdadeiro e tinha relevante interesse público. Mas não escapei das condenações.

Escrevo este artigo porque uma nova decisão da justiça do Pará foi dada contra mim, como se eu não tivesse argumentado exaustivamente através do recurso judicial agora negado e dos dois anteriores, igualmente rejeitados. Como se estivesse em vigor outra lei, que só os poderosos podem usar: eu posso, eu quero, eu faço; os prejudicados que se lixem.

Fui impedido pelo juiz Mairton Carneiro, da 6ª vara cível de Belém, de produzir provas em meu favor (em favor da verdade, aliás) numa ação de indenização por danos morais e materiais que Romulo Maiorana Júnior e Delta Publicidade propuseram contra mim, em 2005. O juiz encerrou a instrução processual sem garantir o contraditório e a ampla defesa no devido processo legal, conforme lhe obriga a lei maior do país, a constituição federal. Leia mais. Para saber quanto nocivo para o país, “quando a justiça reprime a verdade”, favorecendo a censura, promovendo o assédio judicial, proibindo o jornalismo investigativo.

Código florestal ou lei pica-pau?

O Brasil tinha o Ministério da Amazônia Legal. Que hoje é toda ilegal. Para permitir a devastação das mineradoras, o corte e tráfico de madeira nobre, e os avanços dos latifúndios da lavoura de exportação e dos capinzais de engorda de gado solto.

O novo Código Florestal, que se encontra na mesa de Dilma para ser sancionado, tem como base a sacanagem de nossa vocacão agrícola. Que começou com as primeiras plantações de cana de açúcar em 1536. Também é deste ano os primeiros currais de gado.

Só que esquecem que – cito no meu livro “Sertões de Dentro e de Fora” -, em 1549,  Duarte Coelho, em carta ao el-rei, denunciava a extração abusiva de madeira:

“O fazer brasil, Senhor, que com tanta desordem o querem fazer, é tão danoso e tão odioso”.

Em 1618, Ambrósio  Fernandes Brandão, criticando os colonizadores portugueses, in “Diálogos das Grandezas do Brasil”:

“Têm por tempo perdido o que gastam em plantar árvore”.

O príncipe Nassau também multava o corte de árvores, 1630-1654.

O novo Código de Dilma não protege  o verde das nossas matas e florestas. Simbolizado no verde estampado na nossa Bandeira, nem o azul. O azul dos rios e do nosso céu, poluído pelas queimadas.

 Pica-pau (vídeo)

Plebicisto dirá amanhã e sempre: A Amazônia é nossa!

“Eles não querem o nosso bem, mas os nossos bens”

Todo plebiscito e referendo são importantes. Que o povo decida seu futuro fortalece a democracia.

Uma lei referendada pelo povo não é letra morta.

O plebiscito de amanhã tem vários significados e decisões do povo que marcarão a História do Brasil.

Promoveu-se o debate da “Amazônia é Nossa”. Da importância estratégica do Pará. “Eles não querem o nosso bem, mas os nossos bens”. Agora um slogan permanente contra a pirataria internacional.

Foram discutidos os problemas do Pará. Notadamente a corrupção no executivo, no legislativo e no judiciário. A pobreza do povo, o isolamento de Carajás, de Tapajós.

Que depois do plebiscito, as populacões do Pará – estado único, ou dividido em dois ou três – continuem irmanadas e combatendo a cobiça internacional, a traição dos seus supostos líderes, e a bandidagem defendida pelos advogados de porta de palácio e de porta de cadeia.

Um plebiscito memorável pelo civismo, pela brasilidade, pela animação de campanhas nacionalistas.

Publiquei foto de manifestação do dia 21 de agosto último. Para mostrar quanto o plebiscito foi encoberto pela imprensa do Sul.

As cores vermelho e branco, que representam a bandeira do Estado do Pará, estão nos rostos pintados dos estudantes, nas camisas dos professores e nas bandeirinhas.

A INTERNACIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA

General Durval de Andrade Nery

Temos que expulsar todos os piratas
Temos que expulsar todos os piratas

A tese da internacionalização da Amazônia nada tem a ver com as razões ecológicas que agora são levantadas. É uma tese cíclica, que sob pretextos vários (direito exploratório da natureza, necessidade de espaço demográfico, liberdade de navegação nos grandes rios, e, agora, ecologia), após uma fase de esquecimento, volta sob a forma de pressões políticas sobre o governo do Brasil.

A imensidão geográfica da Amazônia não poderia deixar de ser objeto de ambição das nações ricas e poderosas do mundo, instrumentadas com maior capital e tecnologia, cujo sentimento de expansão muitas vezes se esconde sob o véu de missões messiânicas a serviço da humanidade.

Em um rápido retrospecto histórico veremos que a tese da internacionalização da Amazônia foi motivo de pressão sobre os governantes brasileiros em várias ocasiões, desde os primórdios da nossa colonização.

A conquista e a manutenção da integridade territorial da Amazônia brasileira tem sido uma epopéia escrita com sangue, coragem e determinação. E o sangue foi derramado em acirrados combates na selva onde a criatividade e o emprego das técnicas da guerra de guerrilhas sempre estiveram presentes.

No século XVII, lutas violentas foram travadas pelas forças luso-brasileiras para expulsão de ingleses, franceses, holandeses e irlandeses, que em incursões permanentes para exploração e comércio, procuravam também o domínio da terra, com a edificação de fortificações às margens dos rios. E um nome destaca-se dos demais nestas lutas: Pedro Teixeira, O Conquistador da Amazônia.

Em meados do século XIX o governo americano dirigiu movimento a favor da abertura do rio Amazonas à navegação mundial. Em 1902, a Alemanha pressionou para que o Brasil não privasse o mundo das riquezas naturais da Amazônia. Nos anos 30, o Japão pretendia instalar 20 milhões de japoneses na Amazônia.

Em 1948, a Unesco tentou criar o Instituto Internacional da Hiléia Amazônica, uma “autarquia” internacional com jurisdição sobre um território que abrangia quase a metade do Brasil. O Estado Maior das Forças Armadas (Emfa) foi contra e impediu essa ameaça à soberania brasileira.

A tese é sempre a mesma, “internacionalização da Amazônia”, são sempre os mesmos atores, desempenhando o mesmo papel. Só trocam o cenário: ora é patrimônio científico da humanidade; ora a navegação internacional dos grandes rios; ora a necessidade de matérias-primas para o progresso da civilização; ora a conquista da tecnologia; e, por fim, a ecologia.

Não há dúvidas que uma grande ameaça ronda as fronteiras do Brasil. A presença de tropas americanas em bases localizadas ao longo da fronteira amazônica indica a possibilidade de se repetirem, a curto prazo e em maior escala, antigas tentativas das potências imperialistas de nos subjugar. Embora ninguém mais duvide da realidade desse perigo, ainda há quem não pressinta certa iminência.

O presidente americano George Bush, em debate pela TV americana quando ainda estava em campanha, ao referir-se ao Terceiro Mundo e suas dívidas com o FMI, declarou: “Existem países que não têm mais como pagar suas dívidas, por isso podem entregar parte de suas florestas tropicais como pagamento”.

É claro que estava se referindo ao Peru, ao Equador, à Colômbia, à Venezuela, ao Brasil e ao tesouro natural da floresta amazônica, a maior reserva florestal mineral do planeta.

Se atentarmos para as possibilidades energéticas da Amazônia, verificaremos que o uso da biomassa como fonte energética, os rios, a energia das diversas fontes de óleos naturais, o sol equatorial, entre outras fontes de energia, tudo isso eleva a Amazônia a um status energético sem precedentes em todo o mundo. Este potencial, conjugado com a capacidade da Petrobras, seria, com certeza, o maior potentado energético do planeta.

A Amazônia é hoje o maior tesouro da humanidade e, segundo a cobiça internacional, não pode pertencer aos países terceiromundistas. Com o sucateamento e aviltamento das Forças Armadas do Brasil, entendemos que o processo já está armado para encenarem a farsa da Política de Globalização, agora com nova roupagem, a “governança progressista”.

É preciso lembrar que a Amazônia brasileira mede aproximadamente 5 milhões de km2, é região de floresta tropical primária, praticamente virgem, apenas 8% da sua superfície foi exposta à ação antrópica, quer dizer, a vegetação primária foi retirada e substituída por outra natural, esta, por sinal, só avança na razão de 0,2%. Note-se que nos 300 mi km2 alterados pelo homem acham-se incluídos 150 mi km2 de cidades, fazendas, núcleos institucionais etc.

A luta pelo domínio e posse de grandes áreas da região amazônica está mais acesa do que nunca. O problema diz respeito, sim, à segurança nacional.
Ao contrário dos tempos em que o país tomava cuidados especiais com a preservação da Soberania Nacional sobre a Amazônia, nestes últimos anos o governo brasileiro tem aberto a região à cobiça mundial, permitindo o ingresso ali de interesses econômicos espúrios, mas que podem servir de pretexto a uma eventual intervenção naquela região brasileira.

A subdivisão do Brasil já começa a ser defendida em academias americanas, como Harvard. Um de seus intelectuais, Juan Henriquez, defende a tese de desmembramento dos países gigantes e fim da soberania nacional, dizendo que, quanto mais globalizado se tornar o mundo, menos traumático para os nacionalistas será a separação de seus estados. Como a Amazônia brasileira constitui 56,4% do território nacional, ao dividi-la, o Brasil estará totalmente desmembrado.

A presença militar americana em bases situadas em países limítrofes com o Brasil é um fato. No governo Menem, a Argentina ofereceu aos EUA uma área de 10 mil hectares de seu território, próximo à fronteira com o Brasil, com pistas de pouso para aviões e campos de treinamento dentro de uma área de selva.

É oportuno lembrar que, partindo dessa base, é possível atingir, em missão de ataque, os centros do poder brasileiro – São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro – como resposta a qualquer tentativa do Brasil de defesa da sua integridade territorial.

O povo brasileiro precisa saber que essa nova forma de ocupação militar, tanto pode ser propícia a uma invasão armada, a qualquer momento, quanto um obstáculo à ação do Brasil em represália ou de defesa da sua soberania.

Para quem julgava paranóia essa história da internacionalização da região, eis mais uma evidência de que estão não apenas de olho na floresta, mas anunciando quando e como tomá-la. A primeira proposta de troca por dívidas deveu-se a Margaret Thatcher, quando era primeira-ministra da Inglaterra, exortando as nações do Terceiro Mundo a vender suas riquezas.

De lá para cá, foi uma sucessão de pirataria explícita, da qual não escaparam François Miterrand, da França, Felipe Gonzales, da Espanha e até Mickail Gorbachev. Com a participação decisiva, também, de Al Gore e até de Bill Clinton, sem esquecer John Major, também da Inglaterra. Quer dizer, a rapinagem supera as ideologias.

O grave no caso do Sr Bush é que não há saída, pois é presidente da maior potência mundial, aquela que defende seus valores e seus interesses através da utilização de mísseis, tanques, frotas e bombardeiros.

Não se trata de imaginar os boinas verdes americanos em Manaus ou os bombardeiros sobre a Amazônia, mas sim a continuação do domínio por outros métodos tão eficazes como o controle da economia dos países pobres, a cooptação de suas elites e a compra de seus governantes.


(Tribuna da Imprensa: O texto é de 2003)