Escreve Laerte Braga

Mercadores do Templo

A invasão de um tal “hora de mudar”, com declarações que não são comunistas, não são capitalistas, não são socialistas, são contra a corrupção é que agora é “hora de mudar”, é mais ou menos fora tudo nada dentro, mas não rejeitam nem nota de cinquenta e muito menos de cem. São para as “obras de Jesus”, padrão fazenda em Mato Grosso. E tudo com cara de Aécio. Ou seja, cara de bêbado e de pau. A inspiração veio de um pastor que fala direto com o “chefe”.

Contrato de casamento

A notícia não saiu em nenhum veículo de comunicação da mídia de mercado, lógico, podre. Após uma forte e agressiva discussão com o “marido”, a mulher de Aécio Neves foi levada a um hospital com fortes dores e contrações. O motivo? A ex deputada venezuelana e golpista Maria Corina Machado, que, segundo Aécio, seria a mulher ideal para a sua campanha. Mais que estampa. O advogado da mulher de Aécio, há um contrato pré-nupcial, já advertiu o senador e candidato, que no contrato não está previsto que sua cliente tem que fazer papel de boba. O contrato, diga-se de passagem, depois de pronto, passou pelo crivo de Andréa Neves. Na discussão Aécio estava drogado e bêbado.

Justiça camarada 

O presidente da Assembléia Legislativa do Mato Grosso, José Geraldo Riva, que responde a 107 processos por peculato, improbidade administrativa e lavagem de dinheiro, preso numa operação da Polícia Federal, foi solto por ordem do ministro Luis Carlos Dias Tófoli, do tal de STF, a tal de suprema corte. Riva jogava com o dinheiro da Assembléia no banco clandestino que financia parlamentares. É do PSD. Continua, mesmo licenciado, a ocupar seu gabinete na Assembléia, com todas as prerrogativas de presidente da Casa. Robson Marinho, conselheiro do tribunal de contas de São Paulo teve seu afastamento pedido pelo Ministério Público por ter assinado, depois de receber propina, um contrato da ALSTON, sem licitação. Robson Marinho, por sua função, não tem. agora, filiação partidária, mas é tucano. É o Brasil, dissolvendo sem bater. Saída? Uma nova constituinte e com ampla participação popular, que seja o reflexo da vontade popular, embora eu não duvide nada que Riva seja reeleito. Gildevan Fernandes, pastor e estuprador contumaz continua deputado no Espírito Santo, protegido por seus pares, pelo Ministério Público e pelo Judiciário. E ainda ameaça suas vítimas.

Deputado pastor Gildevan Fernandes
Deputado pastor Gildevan Fernandes

Golpe da gravidez

Luciana Gimenez, que tem um programa com mais ou menos seis ou sete telespectadores e deu o golpe da gravidez em Mick Jagger, recebe uma polpuda pensão por mês, ironizou os que esperavam ônibus que não vinham em função da greve, ao ir para o “trabalho” de helicóptero. A moça adora Aécio e se tiver jeito dá outro golpe.

Na lista do doleiro

É intrigante, embora todo mundo saiba que seja mutreta da mídia, que o nome do senador Álvaro Dias, o que é mais não é, não apareça entre os beneficiários do doleiro Yússef, que financiou uma das suas campanhas.

Dupla nacionalidade

A torcedora – jornalista é outra coisa – Eliane Catanhede teve orgasmos múltiplos em sua coluna de 20 de maio, com a eventual escolha do norte-americano Henry Meireles para vice presidente na chapa de Aébrio. Sem se conter, ao final da coluna, chama Lula de “Lulinha paz e amor” e ironiza que o ex-presidente vai ter que se rebolar para manter os aliados Kassab e Meireles. É lixo puro que a GLOBO recicla num dos seus jornais.

 

 

Alstom: Promotoria da Suíça encontra conta “Neves”, e agora?

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Começa a fazer sentido o que para a classe política foi surpresa: a irritação e o tom utilizado pelo Senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao esbravejar contra o Ministro da Justiça por ele ter enviado para Polícia Federal, a denúncia que recebera sobre as investigações da promotoria da Suíça, em relação ao esquema de corrupção montado pela multinacional Alstom com os tucanos.

Como já noticiado pelo Novo Jornal, as investigações ocorridas na Suíça não se restringiam apenas a área de transporte, estendendo-se também à área de energia, como agora está comprovado.

Documentos auditados na Suíça pela empresa KPMG Fides Peat mostram que ultrapassa  US$ 31 milhões o montante destinado pela Alstom à contas offshore, localizadas em paraísos fiscais e que foram usadas para pagar suborno aos políticos em quatro países, dos quais a maior parte foi destinada ao governo de São Paulo, na gestão do Geraldo Alckmin, para obtenção de contratos com estatais. A multinacional também enviou parte desses dólares para Cingapura, Indonésia e Venezuela.
Um memorando da Cegelec – empresa comprada pela Alstom – datado de 21 de outubro de 1997, menciona um certo “Claudio Mendes” como sendo “um intermediário do G. (governo) de São Paulo”, relacionando-o a um pagamento de R$ 8,25 milhões em propina para a obtenção de um contrato no valor de R$ 110 milhões com a Eletropaulo. O Ministério Público ouviu o sociólogo Claudio Luiz Petrechen Mendes, atuante na área de energia, como o possível suspeito de ser o “Claudio Mendes”, intermediário que aparece nas investigações.
preço corrupção propina

Terceiro nome revelado

Um terceiro personagem teria intermediado as negociações entre a Alstom e o governo do PSDB de São Paulo no final da década de 1990. Identificado apenas como “Neves”, seu nome consta em comunicado apreendido pela promotoria da Suíça, escrito em 23 de setembro de 1997. O manuscrito trata da extensão dos 12 meses de contrato com a Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica (EPTE) – e refere-se ao aditivo 10 presente no contrato Gisel – para fornecimento de equipamentos às subestações Aclimação e Miguel Reale, no Cambuci.

Neste manuscrito, ao lado do nome Neves aparecem “8,5%”, que os investigadores acreditam ser o percentual que essa pessoa teria recebido para fazer a intermediação. Ao lado do número também consta a palavra “fait” ( traduzido para o português: feito). Logo abaixo está o nome Splendor, com 1% e a rubrica “fait”e na sequência, a sigla C.M. com 7%, sem a rubrica de “fait”. No primeiro comunicado entre os diretores da Cegelec discute-se o percentual que C.M. teria que receber. A sigla é revelada mais adiante como Cláudio Mendes, que deveria receber 7% de “remuneração”. No corpo do texto é explicada a função do mesmo como um intermediário com o governo de São Paulo.

A soma dos percentuais pagos a “Neves”, Splendor e Cláudio Mendes chega a 16,5% do valor total do aditivo em questão, algo em torno de R$ 100 milhões. E, em um segundo bilhete, datado de 21 de outubro de 1997, entre André Botto e Bernard Metz, outro executivo da Cegelec, discute-se a remuneração que seria destinada às finanças do PSDB, partido no poder na época ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e à Secretaria de Estado de Energia do Estado de São Paulo.

Os investigadores acreditam ter identificado três dos códigos: “RM” seria Robson Marinho, ex-secretário da Casa Civil do governo Covas e atual conselheiro do TCE. “CM” seria o sociólogo e empresário Claudio Luiz Petrechen Mendes, que atuou como lobista desde 1980 até 2004, e “Splendor” é uma das seis offshores (empresas de fachada instaladas em paraísos fiscais no exterior) usadas para os pagamentos de propina pela Alstom.

A corrupção estaria relacionada a um contrato de R$ 101 milhões da Eletropaulo, a antiga estatal de energia, privatizada em 1998. Os investigadores acreditam que “Neves” era uma pessoa que transformava o suborno da Alstom em “caixa de campanha do PSDB em outro Estado”. Os investigadores acreditam que elucidarão o código “Neves” quando destrincharem o envolvimento do vereador paulistano Tião Farias (PSDB) com o episódio. Farias foi um dos assessores mais próximos de Mário Covas, e foi secretário-adjunto de Robson Marinho na Casa Civil.

Um ex-funcionário do setor de finanças da Alstom no Brasil disse ao jornal “O Estado de S. Paulo” que a “remuneração” (suborno) a “consultores” e “intermediários” nos contratos com o Governo do Estado de São Paulo podia chegar a 30% do valor total de uma obra. Essa pessoa – que não quis se identificar publicamente – disse que o suborno era repassado pelas empresas subcontratadas. (Transcrito do Novo Jornal, leia mais)

 Eray Özbek
Eray Özbek