Seletividade da ação policial contra negros, jovens e pobres

pm capitão bruno 2

Milhões de pessoas foram às ruas protestar esse ano. Se em determinado momento não se sabia quais eram as principais bandeiras levantadas pelos manifestantes, podemos dizer que a repressão policial às manifestações foi um dos fatores determinantes para a tomada das ruas pela população.

Manifestações que começaram com pautas específicas, como contra o aumento ou contra os gastos com a copa, rapidamente se ampliaram em junho após desastradas ações da polícia que deixaram dezenas de militantes e jornalistas presos e feridos. A população deixou claro que a rua é do povo, onde quer protestar pelos mais diversos motivos. Mas esse direito, o direito à rua, é um que ninguém pode nos tirar.

Ainda assim, ao longo da copa das confederações vimos um alto investimento dos governos em blindados, tanques e armas para controle das manifestações. Se antes nos prometeram ampliação de investimento em infraestrutura nas nossas cidades como legado da copa, o verdadeiro legado está sendo a ampliação do aparato repressor e a restrição de direitos. No Congresso Nacional está em análise um projeto que pode enquadrar como crime de terrorismo manifestações em volta do estádio. Na Câmara dos Deputados foi apresentado projeto que aumenta a pena por dano ao patrimônio, crime nos quais a polícia tem tentado enquadrar os manifestantes. Na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro foi aprovada uma lei que proíbe manifestantes de usarem máscaras em protestos.

É evidente a seletividade da ação policial contra negros, jovens e pobres, simbolizada, nos últimos tempos, pelo desaparecimento de Amarildo de Souza. Esse caso é representativo do caráter segregatório da polícia no nosso país, que desde sua constituição atua seletivamente e se profissionaliza na prática da tortura durante a Ditadura Militar.

Da forma como está instituída, a polícia se limita a agir na punição das condutas delitivas, depois de ocorrida a situação de violência. Como é a primeira instituição a entrar em contato com o agente a ser punido, funciona como um filtro, reproduzindo as diversas desigualdades já existentes na sociedade.

Mas já hoje as polícias exercem um papel fundamental por estarem mais próximas das comunidades. Em muitos lugares das nossas cidades são a única representação do Estado no local, sendo procurados para resolver todo tipo de problemas e restrições de direitos.

Quando defendemos a desmilitarização da PM defendemos o fim da hierarquia militar na estrutura policial, mas defendemos também o controle público sobre a atividade policial e o fortalecimento do caráter comunitário do policiamento. Devemos considerar um significado para segurança pública que abranja as idéias de efetivação dos direitos fundamentais e o aspecto dual da segurança pública, manifestado tanto na redução dos índices de criminalidade real quanto na diminuição do sentimento de insegurançapresente na sociedade.

2 Bruno

Estamos no meio de uma disputa sobre as nossas cidades, sobre as prioridades do nosso país, sobre nossos direitos. Alguns querem impedir as manifestações para garantir a realização de festas e grandes eventos sem “interferências negativas”. Para isso aumentam o aparato repressivo e restringem direitos. Nós acreditamos no poder das ruas, na capacidade do povo impulsionar mudanças através da livre organização. Acreditamos que as cidades devem ser de todas e de todos; que o Estado deve antes garantir direitos, não se utilizar de violência e restrição de liberdade. Nós lutamos pela segurança de todas e de todos, não de uns contra os outros.

Chamamos negras, pobres, policiais, estudantes, homossexuais, favelados, prostitutas, empresários, maconheiras, trabalhadores, bombeiras, desempregados, todas e todos que queiram se unir para construir esse verdadeiro legado para a sociedade: um legado de reafirmação de direitos para o fortalecimento da esperança de mudanças.


Transcrevi do Blog do Grupo Brasil e Desenvolvimento

 

 

 

Os cachorros doidos do governador Agnelo Queiroz

Os espanhóis, denunciou Las Casas, alimentavam os cachorros com carne humana
Os espanhóis, denunciou Bartolomé de Las Casas, alimentavam os cachorros com carne humana

panamacanal

A polícia cria uma clima de medo. Ueslei Marcelino, antes de ser perseguido pela cachorrada, registrou o espanto e o terror de dois estudantes
A polícia cria uma clima de medo. Ueslei Marcelino, antes de ser perseguido pela cachorrada, registrou o espanto e o terror de dois estudantes

Como faziam os espanhóis e portugueses nos séculos XVI e XVII, nas batalhas de conquista das nações indígenas, as policiais estaduais usam os cachorros e as bestas contra o povo. É um confronto perverso. Medieval e grotesco, para criar uma legenda de medo.

Publica o G1: O fotógrafo Ueslei Marcelino, da Reuters, publicou em sua conta no Instagram que a Polícia Militar do Distrito Federal usou cães “para atacar a imprensa” durante protestos deste sábado (7) na capital federal.

Marcelino registrava a manifestação no entorno do Estádio Nacional de Brasília, antes do amistoso da seleção brasileira contra a Austrália. Ele e o fotógrafo Fábio Braga, da Folha de S.Paulo, acompanhavam confronto entre manifestantes e a Polícia Militar.

Segundo Braga, os fotógrafos faziam fotos de policiais jogando spray no rosto de jornalistas, mas a polícia tentava impedi-los e pedia para se afastarem. Os policiais, então, ameaçaram soltar os cachorros.

splay e cachorro

 Ueslei Marcelino, fotógrafo da Reuters
Ueslei Marcelino, fotógrafo da Reuters

jornalista ajuda

Após o incidente, houve confusão entre repórteres e policiais. Marcelino foi levado em uma viatura do choque para o hospital. Privilégio de quem trabalha para a mídia internacional
Após o incidente, houve confusão entre repórteres e policiais. Marcelino foi levado em uma viatura do choque para o hospital. Privilégio de quem trabalha para a mídia internacional
Depois de afastar os manifestantes próximo ao Estádio Nacional de Brasilia, policiais com cães agrediram dois fotógrafos: O da Folha, Fábio Braga (foto), e o fotógrafo Ueslei Marcelino (Foto André Coelho: Agência O Globo)
Depois de afastar os manifestantes próximo ao Estádio Nacional de Brasilia, policiais com cães agrediram dois fotógrafos: O da Folha, Fábio Braga (foto), e o fotógrafo Ueslei Marcelino (Foto André Coelho: Agência O Globo)

Fábio Braga atacado

Vaia da Copa extensiva a todos os governadores que jogaram o dinheiro do povo nos estádios

Dilma e Blatter vaiados na abertura da Copa das Confederações

por Alexandre Lozetti e Leandro Canônico

A presidente da República, Dilma Rousseff, foi vaiada em rápida aparição no Estádio Nacional Mané Garrincha antes da partida entre Brasil e Japão, neste sábado, na estreia na Copa das Confederações. A presença dela foi anunciada pelo sistema de som logo depois que os jogadores das duas seleções entraram em campo. Ao lado dela, Joseph Blatter, presidente da Fifa, também foi alvo das manifestações da torcida.

O suíço fez um breve discurso, no qual se disse muito feliz e chamou os torcedores de “amigos do futebol”. Quando se referiu a Dilma, o estádio inteiro vaiou, a ponto de Blatter cobrar respeito do público.

– Amigos do futebol brasileiro, onde estão o respeito e o fair-play, por favor? (Globo)

José Truda Jr.:
A oposição festejou as vaias a Dilma como se as eleições estivessem ganhas, mas o fato é que ela foi aplaudida pelo estádio inteiro quando terminou de anunciar a abertura da Copa das Confederações, como a TV Globo fez questão de mostrar.

Luiz Carlos Azenha:
É irônico que Dilma tenha sido vaiada no Mané Garrincha, estádio construído com dinheiro público e onde não existe geral; o ingresso categoria 1 aqui no Rio custa R$ 228. Provavelmente foi vaiada por leitores de Veja, aquela que o governo federal financia… para demonizá-la.


O governador de Brasília bem que se escondeu (T.A.)

Copa seleção 2014

Os governadores da Delta. Paulo Hartung é um deles

Paulo Hartung
Paulo Hartung

O engenheiro José Maria Oliveira Filho, irmão do secretário da Fazenda, levou a Delta para o Espírito Santo, o estado coito dos bicheiros cariocas.

Denuncia Nerter Samora: “A relação de cumplicidade entre o governo Paulo Hartung (PMDB) e a empresa carioca Delta Construções, um dos possíveis alvos da CPI do Cachoeira, que vai apurar o tráfico de influência da empresa junto a políticos, fica evidenciada no exame dos contratos com a Companhia de Saneamento do Espírito Santo (Cesan)”. Conheça a safadeza.

No Espírito Santo, apesar do nome, sempre reinaram os espíritos nefastos:
Embora Presidente Kennedy seja um município de dimensões singelas, os royalties do petróleo fizeram do município um dos mais abastados do Espírito Santo: Kennedy tem 10 mil habitantes e uma burra de R$ 260 milhões sobrando. Daí nasceu uma orgia digna de sheiks árabes. E daí, finalmente, a justiça chegou a Presidente Kennedy, prendendo o prefeito Reginaldo Quinta e todo o conjunto. O episódio da prisão também tem unilateralidade: as compras
das terras super superfaturadas intermediadas por empresas de pequeno capital, mas conduzidas por gente grande, como o ex-secretário de Fazenda de Paulo Hartung, José Teófilo de Oliveira, e os irmãos José Maria e Marco Antônio Vieira de Novaes, numa operação que rendeu uma fortuna para ele num espaço de 90 dias. Tudo isso está na decisão, com indicação de apuração, entre outras suspeições do governo Paulo Hartung, do desembargador Pedro Valls Feu Rosa.

Relata Nertor Samora:
“Único membro da bancada capixaba na CPI do Cachoeira, que tem como um dos alvos os contratos da Delta Construções, o deputado federal Paulo Foletto (PSB) quer incluir os vínculos da empresa carioca com o governo do Estado nas investigações. O socialista cogita a convocação do ex-diretor da Delta Incorporação, um dos braços do grupo, o engenheiro José Maria Oliveira Filho, irmão do ex-secretário da Fazenda e atual sócio do ex-governador Paulo Hartung (OMDB), José Teófilo de Oliveira.

Além dos vínculos para a prestação dos serviços de manutenção em redes de esgoto na Grande Vitória, a Delta tem contrato com o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) para a execução de obras de asfaltamento em rodovias estaduais. Em sete anos no Estado, a empresa arrematou cerca de R$ 210 milhões em contratos com o governo.

O possível pedido de convocação do irmão de José Teófilo joga luzes pela primeira vez, de forma oficial, na relação da empresa carioca com o ex-governador“.

O paraíso dos ladrões de colarinho (de) branco, dos 1% ricos, comprova que os corruptos levam vantagem em tudo: impunidade, casamento com belas mulheres (precisamos escolher a musa da CPI do Cachoeira) e uma vida de luxo e luxúria.

Ninguém vai preso. Ninguém devolve o dinheiro roubado. Todos têm palácios em Brasília, no Estado de origem, casas de campo, de praia, e em diferentes cidades no Primeiro Mundo.

O Brasil viu, com espanto, as fotos do nababesco apartamento do juiz Lalau em Miami. Um desastre de helicóptero, que ceifou vidas de mulheres e crianças inocentes, revelou a orgia paradisíaca do governador Sérgio Cabral em uma ilha na Bahia.

No Brasil desconforme, o favelado brasileiro tem a vida encoberta pela imprensa. Assim como não mostram os cadáveres das chacinas de todos os finais de semana nas grandes cidades.

E escondida vem sendo a vida dos corruptos. Eis a moradia de um deles:

Fique conhecendo o dono dessa habitação