QUANDO OS INIMIGOS DO POVO FALAM EM ESTIMULAR A ECONOMIA, ESTÃO PRESSIONANDO POR UM SALÁRIO MÍNIMO DE FOME, PELO FIM DO BOLSA FAMÍLIA, E PARA O GOVERNO NÃO INVESTIR NO BEM-ESTAR DA POPULAÇÃO

Os bancos, as indústrias e as empresas nacionais e estrangeiras aumentaram seus ganhos neste 2013, tanto que um jornal direitista e conservador festejou:

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Outras manchetes que desmentem os mensageiros de notícias ruins:

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Curitiba
Curitiba

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A ganância não tem limite. No Brasil do tráfico de minérios, de água, de moedas e de imensos latifúndios, o Jornal Estado de São Paulo, neste primeiro de janeiro, trapaceia quando faz a previsão: “O governo terá de lidar com diversas amarras em 2014, o que dará pouco espaço para estimular a economia brasileira. A expectativa é que o padrão econômico do País dos últimos anos se repita com baixo crescimento e inflação elevada”.

O que propõe o monopólio do Estado de São Paulo da família Mesquita, proprietária de diversificados negócios?

Quando perde a credibilidade, a imprensa seleciona algum tecnocrata para vender sua mensagem. O escolhido foi  Armando Castelar, “coordenador da área de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV)”. O destaque para o cargo visa reforçar a “profecia científica”.

“Para Castelar, as consequência de um eventual ajuste seriam redução no reajuste do salário mínimo e alta no desemprego. ‘Acho que o governo não quer tocar demais no bem-estar da população. O custo é tão grande que o governo deve empurrar com a barriga’, diz. Embora afirme que o ajuste terá de ser feito algum dia, o economista acredita que as reservas internacionais podem ajudar a adiar mudanças pouco populares”.

O achismo de Castelar – em defesa de medidas antipopulares, e do gosto das ditaduras, das elites e das agências internacionais de risco, controladas pelos banqueiros – é uma repetida catilinária contra os governos nacionalistas. Que provocou o suicídio de Vargas e a deposição de Jango. Que pregou o vitorioso golpe de 64, defendido pelo jornal Estadão. Uma ditadura militar que cassou a liberdade sindical e a estabilidade no emprego do trabalhador brasileiro.

Com a redemocratização, o jornal dos Mesquita apoiou os ajustes do governo Fernando Henrique, que rasgou a CLT e privatizou mais de 75% das empresas estatais, entregando ao capital estrangeiro todas nossas riquezas, as terras raras, os aquíferos, os latifúndios na devastação da Floresta Amazônica, a telefonia, os bancos estaduais, as empresas de energia, a Vale do Rio Doce, os poços de petróleo e gás, e que fatiou a Petrobras. Foi o maior roubo da história mundial.

Os reajustes de Fernando Henrique, hoje são realizados nos países da Europa que não possuem bomba atômica: Espanha, Portugal, Irlanda, Grécia e outros, pela Troika formada pelo FMI, e conforme avaliações de agências de risco, que são a SERASA, o SPC internacionais, que protegem os interesses dos especuladores e das multinacionais da colonização global.

As agências de risco são serviços de defesa do capitalismo selvagem e colonizador do Terceiro Mundo, e de espionagem econômica e financeira. E guardiães dos paraísos fiscais.

Para as agências de risco e a imprensa conservadora e entreguista, o Brasil não tem futuro, e para o povo brasileiro não existe salvação, condenado a uma vida sem esperança nos empregos temporários, e recebendo o salário da fome e do medo.

Profetiza o Estãdão: ” Se o governo decidir, por exemplo, aumentar os gastos para estimular a economia, a situação fiscal tende a piorar ainda mais, e aumenta o risco de o Brasil ser rebaixado pelas agências de risco num ano de disputa eleitoral – em junho, a agência Standard & Poor’s colocou a perspectiva de rating brasileiro de estável para negativo.

‘O desejo do governo seria o de colocar o pé no acelerador porque 2014 é um ano eleitoral. Mas existe uma restrição dada pelas agências de risco”, afirma Juan Jensen, economista e sócio da Tendências Consultoria. A estimativa para 2014 é que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 2,1% e inflação, medida pelo IPCA, fique em 6%.”

Para o Estadão, a política econômica do Brasil deve ser decidida pela Standard & Poor’s, e por (in)tendências de anônimos tipo Juan Jensen.

Para o Estadão, se Dilma continuar beneficiando a “classe média” de Lula, e investindo em políticas sociais, não há jeito maneira:  “A inflação, em particular, também tende a ser um incômodo neste ano por causa da pressão dos preços administrados. Em 2013, esse grupo foi beneficiado pelo congelamento das tarifas dos transportes e pelo baixo reajuste do combustível [para beneficiar os acionistas estrangeiros, especuladores podres de ricos. Soros é um deles]. Assim, os administrados devem subir apenas 1,5% em 2013, nível considerado baixo e que não deve se repetir em 2014”.

Relembre que foi o preço dos transportes que acordou o povo para as manifestações de rua. Protestos reprimidos com violência e mortes pelos governadores estaduais, notadamente Geraldo Alckmin, em São Paulo; e Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro.

O Estadão que condena o povo nas ruas, justifica o aumento dos preços das passagens de ônibus. Mais do que isso: tudo que for aumento nos preços dos serviços essenciais: “A economia está tão amarrada que desamarrá-la não vai ser fácil. A inflação reprimida está muito alta e, se o governo liberá-la, o BC terá de subir os juros para impedir um patamar mais alto da inflação’, afirma Armando Castelar. Novas altas da taxa básica juros (Selic) podem esfriar ainda mais a economia brasileira. A expectativa do Ibre é que o PIB cresça 1,8% em 2014, e a inflação fique em 6,1%.”

Inacreditavelmente para o Estadão, o que é bom para os Estados Unidos não é bom para o Brasil: “O controle inflacionário também deve ser dificultado pela normatização da política monetária dos Estados Unidos, o que trará mais pressão para o câmbio – com a desvalorização do real – e um possível repasse para os preços. O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) iniciou em dezembro a retirada dos estímulos da economia. Reduziu as compras mensais de ativos de US$ 85 bilhões para US$ 75 bilhões.

‘O fim dos estímulos nos Estados Unidos diminui a liquidez internacional e complica um pouco o mercado brasileiro’, afirma Jensen. Para ele, o BC está se aproximando do fim do ciclo de aumento da taxa básica de juros (Selic). Desde abril, os juros subiram de 7,25% ao ano para 10% ao ano.”

Certamente, o Estadão não recomenda que o Banco Central do Brasil “inicie a retirada dos estímulos da economia”.  Escreveu este editorial (que transcrevi na íntegra) para rogar “mais espaço para estimular a economia”. Confira

Soares defende “resposta muito violenta” contra agências de rating

 Mário Soares
Mário Soares

Questionado também sobre declarações de José Sócrates em Paris, segundo as quais o anterior primeiro-ministro considera que as dívidas soberanas são “eternas” e obrigar os pequenos países a pagá-las é “uma ideia de criança”, Mário Soares disse que “há dívidas e dívidas”.

O ex-chefe de Estado voltou a afirmar que é “contra as agências de rating”, considerando “ridículo” que a Standard & Poors tenha esta semana ameaçado baixar a classificação das dívidas alemãs e francesa. “Devia haver uma resposta muito violenta contra essas agências de rating que só fazem especulação. Mandá-las embora, não deixar que tivessem a importância que têm”, disse Soares.