Vândalos usaram uma frota de caminhões de carga para uma guerra campal em Brasília

PM APREENDE ARSENAL QUE SERIA USADO EM PROTESTO

 

a guerra à brasileira

Contêineres com pedras, barras de ferro, pneus e garrafas foram escondidos ao longo da Esplanada horas antes do desfile; “Apuramos que o grupo de manifestantes pretendia queimar uma barreira de pneus na frente do Palácio do Buriti, mas conseguimos frustrar os planos dos vândalos”, ressaltou o secretário de segurança, Sandro Avelar.

Ôxe! quantos caminhões foram precisos para levar toda esta carga da barra pesada? A contagem é fácil: os mesmos que foram precisos para retirar os contêineres com pedras, barras de ferro, areia etc. A danação é que a polícia não prendeu nenhum proprietário dos caminhões e quem alugou a frota. Quando os locais estratégicos estão repletos de câmaras de segurança e policiais e soldados estaduais e federais. Além de funcionários de empresas de vigilância.

Agência Brasília – Um verdadeiro arsenal de pedras, barras de ferro, pneus e outros objetos escondidos na Esplanada dos Ministérios antes das comemorações de 7 de Setembro foi aprendido a tempo de evitar o conflito entre manifestantes e forças de segurança, conforme balanço divulgado hoje pela Secretaria de Segurança.

“Desde sexta-feira, a polícia mapeia a ação de pessoas ligadas a grupos de manifestantes que esconderam contêineres ao longo da Esplanada, inclusive nos fundos de ministérios, contendo material inflamável, pedras e barras de ferro”, destacou o secretário de segurança Sandro Avelar.

Os detalhes das apreensões foram divulgados apenas nesta segunda-feira 9 para evitar interferências no trabalho da equipe de inteligência da PM, que monitorava ações de vândalos para agir preventivamente.

Durante as madrugadas de quinta e sexta-feira passadas, sacos de areia foram posicionados cuidadosamente em pontos ao longo da Esplanada, para serem jogados, segundo as investigações, nos olhos dos policiais durante as manifestações.

Cerca de 150 pneus também foram apreendidos em um terreno próximo a Escola de Governo do GDF, em um ponto estratégico próximo ao Palácio do Buriti.

“Apuramos que o grupo de manifestantes pretendia queimar uma barreira de pneus na frente do Palácio do Buriti, mas conseguimos frustrar os planos dos vândalos”, ressaltou o secretário.

Dezenas de garrafas de vidro, objeto que costuma ser usado para a fabricação de coquetéis molotov, também foram apreendidas ao longo do sábado e nas primeiras horas de domingo.

[A informação mostra quanto vulneráveis são os prédios sedes do Governo da União e do Governo do DF. Pela sua gravidade – a destruição de ministérios e possíveis mortes – , as Forças Armadas, a Polícia Federal, os serviços de informações estratégicas e de inteligência devem investigar tanto descaso. Pela denúncia qualquer baderneiro ou terrorista ou espião de nação estrangeira pode explodir o centro de decisões da Capital do Brasil]

“Desde sexta-feira, a polícia mapeia a ação de pessoas ligadas a grupos de manifestantes que esconderam contêineres ao longo da Esplanada, inclusive nos fundos de ministérios, contendo material inflamável, pedras e barras de ferro”, destacou o secretário de segurança Sandro Avelar.

pneus

 

[Mapeou, mapeou, e ficou nisso… É muita incompetência. Uma vergonhosa verdade ou uma orquestração que visa justificar o terrorismo policial contra indefesos e pacíficos estudantes, com ou sem máscaras, e jornalistas. Que prendessem, pelo menos, os motoristas dos caminhões invisíveis… Era um bom começo para chegar aos proprietários do “arsenal”]

 

Contra anulação de provas da Operação Satiagraha e impunidade de Daniel Dantas

Provas dos serviços de inteligência – principalmente CIA e FBI – decidem a política externa do Governo dos Estados Unidos, idem a política interna, e decisões da justiça. No Brasil, país dominado pela espionagem estrangeira, por todos os tipos de pirataria de nossas riquezas, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não vale merda nenhuma.

Como o Brasil pode se defender dos quintas-colunas, dos traidores, das invasões dos corsários e piratas, dos atos de sabotagem, do capital especulativo, da bandidagem de colarinho (de) branco sem informações estratégicas?

Se a Abin não presta, que a justiça peça sua extinção. E já!

A Procuradoria Geral da República interpôs recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a anulação de provas da Operação Satiagraha, declarada pelo Superior Tribunal de Justiça em 2011. O recurso extraordinário foi admitido pelo STJ e publicado nesta quinta-feira, 8 de março, no Diário da Justiça. Agora, caberá ao STF decidir se as provas produzidas pela operação da Polícia Federal são lícitas ou não e se ação penal contra os acusados – o banqueiro Daniel Dantas e outras 13 pessoas – continua ou será anulada.

Na ação, a subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araujo alega que o STJ, “ao declarar a ilicitude das provas produzidas ao longo da Operação Satiagraha, sem sequer especificá-las e dimensionar o que seria, de fato, tal operação, anulando, também desde o início, a ação penal em que o banqueiro Daniel Dantas foi condenado por corrupção ativa, violou fortemente a ordem jurídica, social e econômica do país, chegando ao cúmulo de anular os procedimentos investigatórios que apuraram a prática de gravíssimos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e a Administração Pública”.

Em junho de 2011, a 5ª Turma do STJ considerou ilícitas provas de monitoramento telefônico produzidas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na operação da Polícia Federal denominada Satiagraha, que investigou o desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros crimes. Na decisão, os ministros consideraram que os princípios constitucionais da impessoalidade, da legalidade e do devido processo legal foram violados no caso.

No recurso extraordinário, a subprocuradora alega que todas as medidas cautelares deferidas judicialmente não foram solicitadas pela Abin, mas pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público. “Não há que se falar em ilicitude de provas, o que, supostamente, pode ter havido foi colaboração e auxílio, dentro de uma operação que nunca saiu do controle da Polícia Federal”, argumenta a subprocuradora.

Prazo em dia – Na admissão de recurso extraordinário, o ministro do STJ Felix Fischer ressaltou que a Procuradoria Geral da República não perdeu o prazo recursal, pois este só passa a ser contado a partir do recebimento dos autos no departamento administrativo incumbido de recebê-los. No caso, a PGR só recebeu os documentos em 17 de novembro de 2011. Dessa forma, o prazo para interposição de recurso extraordinário iniciou no dia 18 de novembro de 2011, com término no dia 2 de dezembro de 2011, dia em que o recurso foi protocolizado.

Apelação em São Paulo – No dia 9 de fevereiro, o Ministério Público Federal em São Paulo apresentou as razões de apelação ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) contra decisão da 6ª Vara Federal Criminal Especializada em Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro que, em novembro passado, determinou o arquivamento da Operação Satiagraha, baseado na anulação das provas pelo STJ.

Para o MPF em São Paulo, a decisão do STJ só anulou dois procedimentos de escutas telefônica e a ação controlada que resultou na prisão de Daniel Dantas por corrupção, feitos supostamente contaminados, no entender do tribunal, pela participação de agentes da Abin. Outras seis das sete imputações penais que o MPF em São Paulo apresentou são derivadas de outras provas.

Fonte: MPF