A JUSTIÇA BRASILEIRA E O CARNAVAL DA SELETIVIDADE

FALSOS MORALISTAS E PALADINOS DA ÉTICA VÃO PULAR O CARNAVAL LONGE DOS HOLOFOTES DA MÍDIA E DAS GARRAS DA JUSTIÇA. NO BRASIL É SEMPRE ASSIM. OS INTERESSES ESCUSOS SUFOCAM OS INTERESSES COLETIVOS

por Mailson Ramos

Num país onde Cunha perambula livremente nos corredores da Câmara dos Deputados e com honrarias de Chefe de Estado, a justiça já se decompôs há muito tempo. Desintegrou-se a capacidade que as instituições do judiciário tinham de demonstrar a sua força.

Na Suíça já o teriam afastado há meses. Isso se não fosse encarcerado e mantido longe da presidência do parlamento.

Mas como aqui é o Brasil, não somente o Cunha usufrui das liberdades concedidas por uma esta justiça seletiva.

Exemplos se podem citar aos borbotões.

Nos últimos dias a mídia sentiu sua boca adoçar com boatarias que se sobrepõe ao ofício jornalístico. Um barco de latão, um sítio e um tríplex no Guarujá construíram a mais burlesca das crônicas neste início de 2016.

A novela tem como personagens principais o ex-presidente Lula e sua esposa, D. Marisa Leticia. Deflagrou-se uma operação narrativa, de cunho midiático, para oferecer aos detratores do Lula dezenas de factoides a mais.

A ojeriza coletiva antilulista se abastece dia após dia, sem interrupções nos meios de comunicação tradicionais. E não vai aqui nenhum caráter de vitimismo porque o ex-presidente tem apresentado provas cabais de sua inocência, embora todas elas rechaçadas antes da verificação. Assim agem os extremistas.

Tal intransigência não se vê em São Paulo com os desvios da Máfia da Merenda. Passa ilesa a informação de que um corruptor enviou orientações desde o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Não se fala na quantidade de dinheiro desviado, não se sabe quem são os envolvidos e quais são os desdobramentos da operação policial (Alba Branca) que deflagrou o esquema de corrupção. Tudo na “moita”.

Da mesma maneira não se repercute sobre os R$ 300 mil do Aécio, afinal de contas, o ilibadíssimo juiz Sérgio Moro concedeu liberdade ao Carlos Alexandre de Souza Rocha, o Ceará.

A delação sobre a chatice de Aécio Neves ao esperar a propina não deveria sequer ter vindo a público. E que não se deixe de considerar o tempo de determinados vazamentos.

E começam a aparecer delações de outubro passado. Quando convém a Lava Jato não vaza a jato. É o que se pode confirmar hoje, em O Globo, sobre a delação de Luciano Araújo de Oliveira, tesoureiro do Solidariedade, partido do Paulinho da Força.

Ele esmiuçou o esquema de recebimento de propinas junto a UTC. Revelou também como o Thiago Cedraz, seu primo e filho de Aroldo Cedraz, presidente do TCU, vendia informações sigilosas do tribunal ao Ricardo pessoa (UTC).

Lamaçal para ninguém botar defeito. E onde está a justiça?

A justiça corrobora a expressão de Paulinho da Força quando disse que iria até o fim com Cunha para derrubar a Dilma. Aliás, foi ele quem puxou as vaias à presidenta na volta do recesso, no plenário da Câmara.

Também foi ele quem mandou soltar ratos na CPI da Petrobras. O achincalhe é geral e só acabará com o grito das ruas. O verdadeiro grito das ruas. Nada se resolve enquanto a justiça, olhando por baixo da venda, se disser cega.

Família Neves descende de deuses gregos. De Tântalo e Niobe

O nióbio é mais precioso do que o ouro. Qualquer novo invento do Terceiro Milênio precisa ter nióbio. Só para lembrar, não haveria conquista espacial sem nióbio. E mais, o Brasil possui 98 (noventa e oito) por cento das jazidas de nióbio. Os restantes 2 (dois) por cento estão no Canadá, e sem a qualidade e pureza do nióbio brasileiro. A safadeza é tanta que o Brasil nunca foi o maior exportador de nióbio do mundo. O trilionário tráfico de nióbio corre solto, e ninguém investiga.

Alice Ruiz exorta: “Começando a investigar já”. O juiz Carlos Alberto Saraiva denuncia:

Nióbio entregue

O Nióbio, riqueza que poderia significar a redenção da economia mineira e nacional, foi entregue, através de operação bilionária e ilegal, a empresa estatal japonesa, Japan Oil, Gas and Metals National Corporation, em parceria com um fundo de investimento coreano que representa os interesses da China. Este é o final de um ruidoso conflito instalado no centro do Poder de Minas Gerais”.

Para facilitar o tráfico, o nióbio também é chamado de tântalo.

Escreve Saraiva:

Aécio e a Codemig

Desde 2002 o então governador e atual senador Aécio Neves entregou a condução das principais decisões e atividades econômicas do Estado de Minas a Oswaldo Borges da Costa, que assumiu a função estratégica de presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (CODEMIG). Criou um governo paralelo, onde as principais decisões sobre obras e investimentos das estatais CEMIG, COPASA, DER/MG, DEOP e das autarquias de MG ficaram a cargo de “Oswaldinho”.

Palácio da Liberdade e os milionários

Para sede da CODEMIG, caminharam nos últimos 10 anos INVESTIDORES internacionais que tinham interesse no Estado. O Palácio da Liberdade transformou-se apenas em cartão postal e símbolo de marketing publicitário de milionárias campanhas veiculadas na mídia. Por trás deste cenário artificial operou um esquema de corrupção, que contou com a cumplicidade até mesmo da Procuradoria Geral de Justiça, que impedia a atuação do Ministério Público Estadual.

Disputa entre família Neves fortuna duvidosa

Foi necessária esta longa introdução, uma vez que à imprensa mineira jamais foi permitido tocar neste assunto para que se entenda o que agora, uma década depois, está ocorrendo.

Após a morte do banqueiro Gilberto Faria, casado em segunda núpcias com Inês Maria, mãe de Aécio, iniciou uma disputa entre a família Faria e a mãe de Aécio, sob a divisão do patrimônio deixado. Oswaldo Borges da Costa, casado com uma das herdeiras de Gilberto Faria, passou a comandar inclusive judicialmente esta disputa.

Diante deste quadro beligerante, as relações entre Aécio Neves e Oswaldo Borges da Costa acabaram, o que seria natural, pois Aécio fatalmente ficaria solidário com sua mãe. Mais entre Aécio Neves e Oswaldo Borges da Costa é público que existia muito mais, desta forma deu-se início a divisão do que avaliam ser uma fortuna incalculável.

Origem da fortuna…

No meio desta divisão estaria “a renda” conseguida e a conseguir através da diferença entre a venda subfaturada e o valor real no exterior do Nióbio. Peça chave neste esquema, a CBMM pertencente ao Grupo Moreira Salles, que sem qualquer licitação ou custo renovou o contrato de arrendamento para exploração da mina de Nióbio de Araxá pertencente ao Governo de Minas Gerais por mais 30 anos.

INVESTIDORES não identificáveis?

Leia mais e conheça a pirataria

Tântalo (do grego “Tântalo”, pai de “Níobe” na mitologia grega)

Tântalo era filho de Zeus, e por ser ladrão – tinha que ser ladrão – foi castigado. Certa vez, ousando testar a omnisciência dos deuses, roubou os manjares divinos e serviu-lhes a carne do próprio filho Pélope num festim. Como castigo foi lançado ao Tártaro, onde, num vale abundante em vegetação e água, foi sentenciado a não poder saciar sua fome e sede, visto que, ao aproximar-se da água esta escoava e ao erguer-se para colher os frutos das árvores, os ramos moviam-se para longe de seu alcance sob a força do vento. A expressão suplício de Tântalo refere-se ao sofrimento daquele que deseja algo aparentemente próximo, porém, inalcançável, a exemplo do ditado popular “Tão perto e, ainda assim, tão longe”.

Aécio tem tudo. Mas, nem pelo voto, nem pelo golpe será presidente do Brasil.

 

Documentos mostram ligação de corrupção entre o governo de Aécio Neves e a mineradora Samarco

Por Joaquim de Carvalho, no DCM

O lobista Nílton Monteiro pronúncia “craro” quando quer dizer “claro” e sua imagem é a de uma pessoa de quem não se compraria um carro. O delegado de polícia Márcio Nabak, por sua vez, tem a imagem de um burocrata bem sucedido e em fotos da internet aparece sempre alinhado.
O caminho dos dois se cruzou no escândalo da Lista de Furnas e aí as imagens se invertem. Com seu jeito desalinhado e vocabulário simples, Nílton prova o que diz. Já o homem da lei Nabak diz – e até prende com base no que diz -, mas não conseguiu provar suas acusações.

Em 2005, a Samarco Mineradora S.A., uma das empresas que aparecem como doadoras de recursos ilícitos para campanhas de políticos do PSDB e de seus aliados, acusou Nílton Monteiro de falsificar documentos que a incriminavam. Eram casos de corrupção, todos no Espírito Santo, mas a empresa formalizou a acusação em Belo Horizonte, onde fica sua sede da Samarco.

Em resumo, Nílton teria inventado contratos para cobrar indevidamente comissão pela venda de créditos de ICMS da Samarco para a empresa de energia do Espírito Santo (Escelsa). Segundo a acusação, teria também forjado recibos para comprovar que seu antigo advogado, Joaquim Engler Filho, havia se vendido para a Samarco.

O inquérito até hoje não terminou. Mas em 2010, cinco anos depois da acusação da Samarco, o delegado João Octacílio Silva Neto, que assumiu o inquérito no curso da investigação, descobriu, com base em perícias, que as provas de Nílton não eram falsas.

O delegado chamou Joaquim Engler para depor e este, que já respondia a uma acusação no Tribunal de Ética da OAB, confessou que recebeu R$ 1,1 milhão da Samarco para prejudicar o cliente e repassar propina para diretores da Samarco, um juiz de direito da comarca de Anchieta, no Espírito Santo, um ministro do STJ e um desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, todos que haviam decidido favoravelmente à empresa.

Joaquim Engler confirma que gravou conversas com autoridades de Minas Gerais, na época do governo Aécio Neves, e cita algumas das descobertas, como uma conta do senador Zezé Perrella no exterior, com um secretário de Aécio Neves.

Esse depoimento daria um novo rumo às investigações, mas, no dia seguinte, quando o advogado pediu numa cópia da íntegra de seu interrogatório, a Polícia Civil transferiu o delegado João Octacílio para um município do interior do Estado, e nomeou para seu posto, na chefia de um departamento policial, Márcio Nabak.

Depois disso, o inquérito desapareceu e o cerco a Nílton Monteiro se fechou. Ele acabou preso e hoje acusa a equipe de Márcio Nabak de tê-lo torturado. O advogado Joaquim Engler cedeu partes do inquérito que tinha com ele, para remontagem do processo, mas nesse conjunto não estão as páginas de seu depoimento.

Márcio Nabak indiciou Nílton por falsificação, mas Nílton não foi condenado, por falta de provas. A acusação foi parar na imprensa e Nílton, apresentado como falsário que negociava até títulos falsos da dívida pública. Também não houve comprovação.

Não escaparam do cerco policial o advogado de Nílton, Dino Miraglia, que teve a casa invadida, o dono do site que divulgava as denúncias de Nílton foi preso e o jornalista que editava as reportagem, Geraldo Elísio, teve o mesmo destino do advogado: a polícia revirou sua casa.

O depoimento bombástico do advogado Joaquim Engler reapareceu de forma oficial há cerca de um mês, quando, por decisão judicial, o delegado João Octacílio prestou depoimento e confirmou que ouviu o advogado formalmente, como parte do inquérito.

Procurei o advogado Joaquim Engler. Ele diz que o depoimento atribuído a ele é falso. Teria sido forjado pelo escrivão Nélson Silva. Mas, se era falso, por que o inquérito parou depois que desapareceu? Se esse depoimento é falso, cadê o verdadeiro?

Ao ser ouvido por carta precatória há cerca de um mês, o delegado João Octacílio afirmou também que, além de ouvir Joaquim Engler, tinha lembrança de que, embora Nílton Monteiro fosse acusado de falsificação, ele “sempre colaborava com as investigações apresentando documentos e provas das alegações”. A íntegra do depoimento do delegado também acompanha esta reportagem.

Tanto o depoimento de João Octacílio como o antigo depoimento do advogado foram juntados num processo judicial em que o advogado Dino Miraglia se defende da acusação de ter sido cúmplice de Nílton Monteiro no crime de falsificação de documentos. Pelo que se está demonstrando, nem houve falsificação. Se não houve, haveria cumplicidade?

Lendo o inquérito que agora ressurge na íntegra, tem-se a imagem do desastre de Mariana. Num primeiro momento, a lama fica contida, mas, depois, por uma falha da segurança, a barreira se rompe e a lama escorre além das divisas de Minas Gerais.

O inquérito começa como uma tentativa de isolar o lobista Nílton (segurar a lama), que havia provocado um estrago enorme na política do Espírito Santo, com as denúncias de corrupção na venda dos créditos a Escelsa.

Mas, por razões ainda não muito claras, o advogado que o acusava de falsificação mudou de lado (outra vez), assumiu crimes e fez outras acusações. A lama se espalhou, mas evitou-se o desastre (político) com a troca do delegado que poderia seguir o rastro da sujeira e a prisão do lobista, do empresário, do jornalista e do advogado.

Numa das muitas manifestações judiciais que fez contra o abuso de poder da polícia civil no governo de Aécio Neves/Antônio Anastasia, o advogado Dino Miraglia usou uma frase de Martin Luther King, líder do movimento negro pelos direitos civis nos Estados Unidos, na década de 60: “Devemos construir diques da coragem para conter a correnteza do medo.”

Em Minas Gerais, alguma coisa mudou. Márcio Nabak deixou postos de comando na Polícia Civil, e o inquérito em que a Samarco passou de acusadora a acusada pode, enfim, ser retomado, com a recuperação do depoimento do advogado Joaquim Engler Filho. Quem acredita? No caso no caso da Lista de Furnas e do mensalão mineiro, as provas gritam, mas as autoridades silenciam.

Fernando Henrique, corrupto, golpista e quinta-coluna

Já escrevi aqui que Fernando Henrique Cardoso (PSDB), recrutado pela CIA, foi golpista em 1964, e continua o mesmo entegrista das privatizações, que marcaram os seus oito anos de governo corrupto que doou as estatais brasileiras como a Vale, a Petrobras, e fez cinco leilões do Pré-Sal.

 

Disse o tucano à BBC Brasil: ” Existe uma lógica em fazer o pedido de impeachment. (…) É um instrumento constitucional, e não há o que se discutir sobre isso. O impeachment não deve ser nunca um objeto de desejo. Mas é um instrumento constitucional, é algo que acontece”.

FHC falou com a imprensa em Lisboa (proprietário de um apartamento em Paris, passa mais tempo na Europa que no Brasil): “Impeachment é sempre um processo delicado, é preciso analisar se há fundamentos para ele, mas os advogados que o pediram são competentes. Depois, há a questão política, se a maioria estará disposta a votar a favor e, votando a favor, se há ou não razão para o impeachment”, concluiu.

Um dos autores principal do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff acolhido nesta quarta-feira, 2, pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o jurista direitista Miguel Reale Junior, ex-ministro da Justiça no governo Fernando Henrique, avaliou que o peemedebista “escreveu certo por linhas tortas”.

“Não foi coincidência que Cunha tenha decidido acolher o impeachment no momento em que deputados do PT decidiram votar favoravelmente à sua cassação no Conselho de Ética. Foi uma chantagem explícita, mas Cunha escreveu certo por linhas tortas”, afirmou o jurista.

A cassação de Dilma nasceu de vícios capitais. Um ato de vingança de Eduardo Cunha e de Paulinho da Força que respondem a processos por corrupção, de inveja de Aécio Neves que perdeu as eleições nas urnas democráticas das diretas já, da vaidade de FHC (que dos oito anos dos seus dois governos, passou um ano e um mês viajando mundo a fora) de não ostentar e merecer o prestígio internacional do ex-presidente Lula da Silva.

DÍZIMO Pro pastor vira-lata comprar Porsche, BMW

Eduardo CUnha põe até Jesus na putaria

religiosos

.

por Gilmar Crestani


Silas Malafaia, Marco Feliciano, Eduardo CUnha envolvem Jesus em putaria. Não é só lavagem de dinheiro, é cusparada na cara do crente. O sujeito passa a semana dando duro no batente para no fim de semana dar. Deve-se a estas credenciais o apoio dado pelos golpistas Aécio Neves, FHC, Geraldo Alckmin, Antônio Imbassahy, Carlos Sampaio, Agripino Maia, Beto Richa, Fernando Francischini & Paulinho da Força Sindical.

Não entendo como Jesus, sendo Deus, não manda uma porrada na cara de quem usa seu santo nome em vão?! E não me venha com livre arbítrio ou o inferno para ladrão. Isso é coisa de picareta. Que deus é este que permite os piores facínoras usarem seu nome em prejuízo da boa fé de tanta gente?! Este tipo de deus não me não faz falta. Mesmo que Eduardo CUnha vá pra o quinto dos infernos, de que isto serve para a vida de milhares de pessoas que ele transformou num inferno na terra?

Eu li a Bíblia. De cabo a rabo. E descobri que muita gente boa da bíblia deu o rabo para comer. Está lá no livro de Ruth. Ela ia para os campos de centeio buscar semen-te… Até Jesus ia passear com Madalena nos jardins de Bethânia…

E aí estes pastores querem falar em família?! Só se for famílias do tipo Provenzano, Marcheze, Corleone, Bonanno, Colombo, Genovese, Gambiono, Lucchese…

O Jesus.com de Cunha roda num Porsche Cayenne
Mariano
Mariano

Carro de luxo do presidente da Câmara, que é evangélico, foi registrado em uma de suas empresas, chamada Jesus.com, que faz propagandas e programas de rádio; o Porsche Cayenne S, de 2013, avaliado em R$ 429 mil, é apenas um dos carros da frota de luxo do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tem ainda um Ford Edge V6, um Ford Fusion, também registrados na Jesus.com, além de uma BMW e outros carros vinculados a outra empresa e ao nome de sua esposa, a jornalista Cláudia Cruz; somente contabilizando o valor dos carros, o patrimônio de Cunha soma R$ 940 mil; PGR estima em R$ 61 milhões o patrimônio não declarado do presidente da Câmara

Luscar
Luscar

247 – Além de esconder patrimônio na Suíça e também nos Estados Unidos, como aponta a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem uma frota de carros de luxo cujo valor total soma R$ 940 mil.

Um de seus carros, um Porsche Cayenne S, de 2013, avaliado em R$ 429 mil, foi registrado em uma de suas empresas, chamada Jesus.com. O deputado é evangélico e a empresa tem como função fazer propagandas e programas de rádio

Compõem o resto da frota ainda um Ford Edge V6, um Ford Fusion, também registrados na Jesus.com, além de uma BMW e outros carros vinculados a outra empresa e ao nome de sua esposa, a jornalista Cláudia Cruz.

A Procuradoria Geral da República estima que Cunha tem um patrimônio não declarado de R$ 60,8 milhões.

Mariano
Mariano

DILMA DIZ ‘LAMENTAR’ QUE CUNHA SEJA UM BRASILEIRO

 

dilma lamenta cunha ser brasileiro

 

247 – Durante entrevista neste domingo, 18, na Suécia, onde cumpre viagem oficial, a presidente Dilma Rousseff comentou as denúncias de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem contas secretas na Suíça. “Eu lamento que seja um brasileiro”, afirmou a presidente, por três vezes.

Dilma descartou as insinuações de que teria firmado um acordo com Cunha para garantir “estabilidade! ao País. “Eu acho fantástico essa conversa de que o governo está fazendo acordo com quem quer que seja”, disse . “O acordo de Eduardo Cunha não é com o governo, era com a oposição. Era público e notório. Até na nota aparece”, disse Dilma, referindo-se a um comunicado emitido em 8 de outubro pelas direções do PSDB, DEM, PPS e PSB, no qual a oposição pediu o “afastamento do cargo” do presidente da Câmara para que ele pudesse “exercer seu direito constitucional à ampla defesa”.

Para Dilma, os interesses do País devem estar acima de questões partidárias. “Nós ainda temos de alcançar uma estabilidade política baseada em um acordo no sentido de que os interesses partidários, pessoais, de cada corrente, têm de ser colocados abaixo dos interesses do país”, completou.

 

aécio apóia cunha

Aécio título de nobreza do principado de Liechtenstein

Bandeira_Liechtenstein

Brasão de Armas de Liechtenstein
Brasão de Armas de Liechtenstein

Liechtenstein é um principado localizado no centro da Europa, encravado nos Alpes entre a Áustria, a leste, e a Suíça a oeste. Pouco mais de 34 mil habitantes moram nos seus 160 km².

Desde o século XV goza praticamente do mesmo território comandado pela mesma família, a Casa de Liechtenstein. Tornou-se independente do Sacro Império Romano Germânico (976-1806) quando este foi desmembrado, em 1806. Desde tempos imemoriais, a língua falada no país é o alemão.

Liechtenstein se diferencia de Alemanha e Áustria por ser um microestado, sendo tido como um dos mais ricos do mundo e constantemente citado como uma das nações onde a prática de lavagem de dinheiro (ou branqueamento de capitais) ocorre frequentemente.

Localização de Liechtenstein (em verde) No continente europeu (em cinza-escuro)
Localização de Liechtenstein (em verde)
No continente europeu (em cinza-escuro)

Não deixa de ser um consolo, para quem ambicionava ser presidente do Brasil, possuir o nobre título de barão ou duque em um país de neves.

Altíssimos merecimentos somou Aécio, que a mãe, Inês Maria, uma das sócias da holding Fundação Bogart & Taylor, fez altos investimentos no principado.

Há quem acredita que o nome da fundação seja uma romântica homenagem cinematográfica.

Taylor, Robert
Taylor, Robert
Bogart, Humphrey
Bogart, Humphrey

brasao-da-familia-neves