O ARROJO DO ARROJADO DELATOR DO ROJÃO

por Helio Fernandes

Fábio Raposo
Fábio Raposo
Estranho, ou melhor, estranhíssimo. Ninguém sabia que ele existia, que participara, seu nome então onde descobrir? 24 horas depois aparece na delegacia, se declara testemunha espontânea, começa a falar, Depoimento de quase quatro horas, mais ou menos 40 minutos divulgados e vastamente repetidos pelas televisões.
Vi e ouvi várias vezes. Impassível, sem mudar a fisionomia, o tom de voz rigorosamente igual do princípio até o fim. Pode ser tudo, infiltrado, cúmplice, desempenhando papel importante nessa trama toda. Duas coisas indiscutíveis: mentiroso e bom ator.
Solto na delegacia, preso no dia seguinte
Já veio com o discurso da “delação premiada”, que passou a existir no Brasil, depois de popularizada pelas séries policiais da televisão. Isso não é da alçada do delegado, e sim do ministério público e do juiz. Está na penitenciária, mas as coisas se complicam cada vez mais. Nada surpreendente que apareça morto ou seja solto “por falta de provas”.
Milicianos na jogada
Chegou à delegacia com um advogado dos milicianos presos. E ele mesmo acusadíssimo pelo deputado Marcelo Freixo, do Psol. Não se defendeu, a OAB não se manifestou. Ficou intocado esse advogado militante e meliante. Deixou-o intocado na época, é evidente que não vai incomodá-lo agora.
O jornalista Elio Gaspari, escreveu no Globo e Folha, “o presidente da OAB quer ir para o Supremo, protegido por José Sarney”. Isso em plena revolta da Penitenciária das Pedrinhas e da impunidade de Dona Roseana.
A morte cerebral do cinegrafista, aula na TV de Paulo Niemeyer
Filho
De forma lamentável foi constatada a morte cerebral do cinegrafista da Bandeirantes. É triste a perda dessa vida, mas temos que falar no que ninguém falou até agora: por que o cinegrafista estava sem capacete? Se estivesse com a proteção indispensável, certamente não teria sido atingido mortalmente.
Embora em circunstâncias inteiramente diferentes, o campeoníssimo Schumacher foi salvo, (se é que se pode usar essa palavra 40 dias depois do seu desastre) por que estava com um fortíssimo capacete. Os médicos do Hospital especializado de Grenoble, disseram logo: “Sem capacete não teria nem chegado ao hospital”. Por que o jovem cinegrafista estava totalmente desprotegido?
O grande neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, explicou na televisão, longa e minuciosamente, o que acontece com o crânio quando sofre um choque como esse. Com a proteção não teria ido nem para o hospital. Todos os órgãos patronais do jornalismo, “sentiram o drama do jovem profissional”. Nenhum se lembrou de CONDENAR a FALTA de proteção ao profissional, o DESCUIDO com sua vida.
(Transcrevi trechos)

A vida boa de policiais e advogados bandidos. Quem, verdadeiramente, manda nos presídios?

BRA^RJ_EX hotel de luxo para bandidos policiais

BRA_OPOVO advogados
Em um presídio de luxo e/ou especial nunca faltou telefone celular. Inclusive computador de mão. Toda parafernália de comunicação, hoje, pode ser alvo de rastreamento. Tanto que os serviços de informações estratégicas dos governos e as máfias internacionais preferem o contato pessoal.
Apenas no Brasil o celular é considerado a principal arma do PCB – Primeiro Comando do Brasil, para dominar todo o país.
Um filme de 2000, Mensageiro da Rainha, trata do tema:Terroristas internacionais ameaçam a paz mundial e interesses econômicos de vários países, o que coloca em prontidão todo o Serviço Secreto de sua majestade, a rainha Elizabeth.Imediatamente, o capitão Strong (Gary Daniels, de Cidade do Medo), das Forças Especiais, é enviado em uma missão perigosíssima como mensageiro : entregar importantes documentos ao embaixador inglês no Casaquistão.

Mas, os terroristas, liderados pelo chefe do PCC Bem Samm (Christoph Waltz), descobrem os planos e vão tentar impedi-lo usando seu exército de homens treinados para a morte.

Strong terá que enfrentar os terroristas para conseguir completar sua missão e entregar intactos os documentos enviados pela rainha. A qualquer custo!

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Trailer  em inglês

“Un Código Penal claro da más garantías a todos”

Argentina.EL JUEZ DE LA CORTE SUPREMA, RAUL ZAFFARONI, TITULAR DE LA COMISION DE REFORMA DEL CODIGO PENAL, CREADA POR LA PRESIDENTA

 

Justiça, por Rafael
Justiça, por Rafael

–  Es necesario que sea una ley clara, no confusa ni enmarañada, que no permita arbitrariedades de impunidad ni de represión, la jurisprudencia penal debe ser previsible y coherente.

– Creo que nos hace bien a todos saber con cierta certeza qué es lo que está penado y lo que no está y prever lo que decidirán los jueces. Todo país civilizado tiene un Código Penal y las personas se sienten más seguras en la medida en que ven que funciona. Si no tuviésemos un código, cualquier poder de turno podría hacer con cualquier ciudadano lo que le diese la gana y también dejar impunes a todos los criminales que considere “amigos”. Así como necesitamos una Constitución para que nadie hegemonice el poder, necesitamos una ley penal clara para que se la pueda manipular lo menos posible.

– El Código Penal define los delitos, si no lo tuviésemos podría ser delito cualquier cosa. En relación con la violencia criminal, aunque es fundamentalmente una cuestión de prevención, indirectamente puede influir. Se trata de reservar las penas graves para los delitos violentos, con lesión a la vida, a la integridad física, a la libertad sexual; en algunos casos penas considerablemente graves, y procurar penas que no sean deteriorantes, que satisfagan a las víctimas, que sean restaurativas y reparadoras para los otros casos, en forma de evitar efectos paradojales que condicionen carreras criminales. Entre violar a una mujer y librar un cheque sin fondos hay un abismo de diferencia en todos los sentidos, los bienes jurídicos y las lesiones no son comparables, pero aun en las lesiones al mismo bien jurídico hay lesiones incomparables, como entre asaltar un banco con ametralladora y sustraer una billetera en el colectivo. Cada uno requiere una respuesta justa, proporcional, adecuada a la gravedad pero también al caso y a su posible solución con el menor costo social posible.

Transcrevi trechos. Leia mais.

No Brasil violentar uma mulher é coisa besta. Passar cheque sem fundo dá cadeia. A lei protege muito mais os bancos, o dinheiro; que as pessoas, a vida. Não são crimes o stalking, o bullying, o estupro, o assédio moral, o assédio sexual, (e pasmem!) o trabalho escravo.

O dinheiro do banco privado tem toda proteção. O dinheiro de um banco oficial, de um fundo de pensão, qualquer um pode passar a mão… Nunca se sabe a profundidade. Assim o enriquecimento ilícito e rápido não é crime.

A propriedade de um pobre vale tanto quanto a vida dele. Nada.

Sequestrar um pobre é coisa costumeira. Sequestrar um rico é crime hediondo.

A justiça é paga e cara. Advogado de pobre é de porta de cadeia. Do rico, de porta de palácio, nunca discute a origem do dinheiro que recebe.

Dinheiro do crime para pagar advogados

por Ricardo Gama

Em meio à polêmica sobre o projeto que endurece o combate a lavagem de dinheiro, o promotor de Justiça Arthur Lemos Junior sustenta que advogado não pode ser pago com dinheiro obtido criminosamente. “Esse dinheiro não pertence ao acusado, ao indiciado, portanto não pode ser entregue ao advogado, precisa ser devolvido, apreendido, sequestrado e confiscado com a notícia do crime”, ele argumenta.
Para o promotor, todo advogado deve ser obrigado a justificar a fonte dos recursos que recebe. “Advogado não pode receber dinheiro de origem ilícita como pagamento de honorários. Na Alemanha se impõe essa obrigatoriedade de o advogado prestar informações”, destaca o promotor, especialista em investigações sobre corrupção e malversação de recursos públicos.

Lemos Junior atua no Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro, braço do Ministério Público Estadual. Ele vê avanços na redação do projeto 3.443, aprovado pela Câmara, que altera a Lei 9.613/98 e estabelece regras para tornar mais rigoroso o cerco às organizações criminosas que lavam capitais por meio da ocultação e dissimulação de bens amealhados pela via do peculato e malfeitos em geral. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


P.S.: Concordo com Lemos Junior.  Quem protege os bandidos que atiraram em Ricardo Gama?

Dinheiro do tráfico. Do tráfico de moedas para os paraísos fiscais. O dinheiro lavado do crime de colarinho (de) branco. O dinheiro das propinas dos serviços fantasmas. Das obras superfaturadas.  Não é para enriquecer advogado de porta de palácio.
Dinheiro do tráfico. De drogas. De armas. De sexo. De pessoas. De órgãos. Não é para enriquecer advogado de porta de cadeia.
Bandido é bandido. Todo criminoso tem direito à defesa, sim. Tem direito de ter um advogado. Que procure a justiça gratuita. Como faz todo brasileiro honesto que trabalha.

Quem ganha um salário mínimo não pode pagar advogado. Não tem como. 99 por cento dos brasileiros dependem da justiça gratuita.
Quem recebe dinheiro de ladrão  é cúmplice. Seja ele ladrão de casaca, de gravata ou descamisado.
Vale para o advogado. E outras profissões.
No caso de doença: que procure os hospitais públicos. Como faz qualquer brasileiro honesto pendurado no bolsa família, que recebe pensão da previdência social, idem aposentadoria, ou que trabalha pelo salário mínimo do mínimo.
Não esquecer que mais da metade da população brasileiro tem rendimento mensal de até R$ 375. (T.A.)

É ético receber dinheiro do crime?

Do médico o dever de curar um criminoso. De salvar da morte. Mas não pode receber dinheiro manchado de sangue. Nem dinheiro, inclui a grana lavada, do tráfico. Para isso existem os hospitais públicos.

Acontece o mesmo com o advogado. Nenhum criminoso pode ficar sem defesa. Para isso existe a Justiça Gratuita, mantida com altos investimentos do poder executivo. Advogados pagos pelo povo.

Povo que, na maioria das vezes, fica sem assistência médica, jurídica, educacional. Povo que não tem sequer alimento, moradia.

Não é encargo do crime enriquecer nenhum advogado. Oportunidade para um faturamento extra. Que a Justiça indique, para os criminosos de colarinho (de) branco, um defensor público.

Um jornalista não pode esconder nenhuma versão de um acontecimento. Não importa o caso. Apresentar apenas uma fonte, seja um policial, um promotor, um advogado, um criminoso, seja quem for, constitui cumplicidade. Jornalismo não se faz com meia-verdade, com engavetamento de notícia, com balão-de-ensaio, nem release. Um jornalista jamais pode receber jabaculê.

Vale para outras profissões. Dinheiro sujo é dinheiro sujo. Ninguém de mãos limpas consegue tocar sem sujar a alma.