Pegar nos peitinhos das garotas do Ceará. O inquérito vai sumir na polícia, na justiça. Quem procurar, procura dor

procurador Jurista-Reno-Ximenes

 

“Hoje vou lhe comer”, disse o procurador do estado Reno Ximenes Ponte. E foi logo apalpando os peitinhos da garota. Leia a história obscena das ameaças da autoridade embriagada de poder e álcool, da correria dos advogados … aqui 

 

Relações perigosas no judiciário

Lézio Júnior
Lézio Júnior

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, criticou ontem duramente as ligações de juízes com advogados e afirmou que ainda há muitos juízes “para colocar para fora” da magistratura. Para ele, as alianças veladas entre magistrados e advogados seriam a origem de casos de corrupção e se constituem num dos aspectos mais nocivos da Justiça brasileira. Barbosa fez a declaração durante o julgamento do juiz João Borges de Souza Filho no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e acabou protagonizando um longo embate com o desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

– Há muitos (juízes) para colocar para fora. Esse conluio entre juízes e advogados é o que há de mais pernicioso. Nós sabemos que há decisões graciosas, condescendentes, fora das regras – afirmou Barbosa ao endossar parte da denúncia contra Souza Filho.

O juiz de Picos, no Piauí, foi acusado de favorecer advogados em alguns processos. Os conselheiros presentes à sessão votaram pela aposentadoria compulsória do juiz. Tourinho Neto foi o único a votar contra a punição. O desembargador não vê problema em um juiz receber advogados de processos em que estão atuando. Para ele, a proximidade entre alguns juízes e advogados não implica necessariamente em casos de corrupção. O desembargador citou a si mesmo como exemplo. Ele disse que já bebeu cerveja e uísque com advogados e nem por isso comprometeu duas decisões como juiz.

– Eu atendo o advogado de A e depois o de B – disse Tourinho.

– Isso está errado – respondeu Barbosa.

Não satisfeito, Tourinho criticou o suposto excesso de zelo de juízes que, para evitar denúncias de favorecimento, instalam câmeras nos gabinetes e atendem advogados das duas partes de um determinado processo ao mesmo tempo. Em meio ao debate, o desembargador insinuou que, em alguns casos, juízes influentes não são punidos por erros que cometem.

– Tem juiz que viaja para o exterior com festa paga por advogado e, aí, não acontece nada – insinuou o desembargador.

– Conselheiro Tourinho, sua verve na despedida está impagável – respondeu Barbosa.

O presidente do STF e o desembargador divergiram várias vezes, mas em tom amistoso. Nos momentos finais do embate, Barbosa voltou a criticar a proximidade de juízes com advogados e reafirmou que isso, muitas vezes, resulta em tratamento privilegiado e desequilibra o jogo em favor de uma das partes. Ainda em tom de brincadeira, Tourinho disse que Barbosa era “duro como o Diabo” e que pode até se presidente da República.

– Vossa excelência foi endeusado. Quem sabe não será o próximo presidente da República? – provocou Tourinho.

No ano passado, o desembargador já havia provocado polêmica quando tentou anular as investigações da operação da Polícia Federal sobre a atuação do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Na ocasião, Tourinho criticou a conduta do juiz de primeira instância. E sustentou que as escutas telefônicas poderiam ser invalidadas por conta de supostas falhas jurídicas na condução do inquérito na Justiça Federal de Goiás.

No intervalo da sessão do CNJ, Joaquim Barbosa assinou um convênio com a ministra do Superior Tribunal de Justiça, Eliana Calmon, para facilitar a atuação de juízes em ações de improbidade administrativa. Eliana é diretora da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam). Durante a audiência, o ministro conclamou os juízes a julgar as ações por improbidade. Este tipo de ação é direcionada principalmente contra políticos acusados de corrupção.

– O tempo de escamotear a improbidade sob o argumento de legislação frágil e desconexa já passou. Façamos nosso trabalho, encontremos solução para essa demanda. Absolvendo quem deve ser e condenando quem condenou princípios e regras da nossa administração. Essa é nossa prioridade. Para isso contamos com a colaboração dos senhores – disse Barbosa.

Hoje existem no país 17 mil ações por improbidade pendentes. Segundo Eliana, a parceria entre o CNJ e o Enfam poderá acelerar o julgamento de boa parte destas ações. Pela proposta, juízes serão treinados por colegas para lidar com casos desta natureza.

– O Brasil era um país de faz de conta. Estamos fazendo com que a Justiça funcione. O Brasil mudou – disse a ministra.

Fonte: O Globo/ Fenapef

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A vida boa de policiais e advogados bandidos. Quem, verdadeiramente, manda nos presídios?

BRA^RJ_EX hotel de luxo para bandidos policiais

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Em um presídio de luxo e/ou especial nunca faltou telefone celular. Inclusive computador de mão. Toda parafernália de comunicação, hoje, pode ser alvo de rastreamento. Tanto que os serviços de informações estratégicas dos governos e as máfias internacionais preferem o contato pessoal.
Apenas no Brasil o celular é considerado a principal arma do PCB – Primeiro Comando do Brasil, para dominar todo o país.
Um filme de 2000, Mensageiro da Rainha, trata do tema:Terroristas internacionais ameaçam a paz mundial e interesses econômicos de vários países, o que coloca em prontidão todo o Serviço Secreto de sua majestade, a rainha Elizabeth.Imediatamente, o capitão Strong (Gary Daniels, de Cidade do Medo), das Forças Especiais, é enviado em uma missão perigosíssima como mensageiro : entregar importantes documentos ao embaixador inglês no Casaquistão.

Mas, os terroristas, liderados pelo chefe do PCC Bem Samm (Christoph Waltz), descobrem os planos e vão tentar impedi-lo usando seu exército de homens treinados para a morte.

Strong terá que enfrentar os terroristas para conseguir completar sua missão e entregar intactos os documentos enviados pela rainha. A qualquer custo!

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Trailer  em inglês

Advogado, termos antigos e novos. O caso Celso Daniel

Prefeito Celso Daniel
Prefeito Celso Daniel

Estão registrados nos dicionários: advogado de porta de xadrez e advogado da corda.

Criei o termo advogado de porta de palácio. Que ganha milhões para defender corruptos, e nunca pergunta a origem do dinheiro. Quem defende bandido é bandido. Certamente ninguém deve ficar sem defesa. Que o juiz indique um advogado de ofício. Assim como ninguém deve ficar sem socorro médico. Que o doente seja atendido em um hospital público. Como acontece com 99% da população brasileira.

No julgamento dos sequestradores e assassinos do prefeito Celso Daniel, afirmou Lago Júnior: “Não sou advogado cadeieiro, não sou advogado vagabundo que passa nome de testemunha para bandido ir lá matar”.

A morte encomendada de Celso Daniel,  o crime político que mais causou assassinatos de testemunhas na história recente do Brasil.

Celso morreu em 2002. Após o início do processo,

15 testemunhas assassinadas.

1 –  Três meses depois da morte do prefeito, o detento Dionísio Severo foi morto na cadeia, apenas dois dias depois de ter dito que teria informações sobre o caso. Era apontado como o contato entre o empresário Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”, acusado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo de ser o mandante do crime, e os autores do assassinato.

Dionísio Severo saiu da cadeia, de helicóptero, dois dias antes da morte de Celso Daniel, sendo depois recapturado.

2 – O homem que abrigou o foragido Dionísio Severo, neste meio tempo, Sérgio “Orelha”, também foi morto.

3 – Otávio Mercier, investigador de polícia que ligou para Severo na véspera do sequestro de Celso Daniel, levou dois tiros dentro de sua casa.

4 – Antonio Palácio de Oliveira, garçom que na noite do sequestro do prefeito serviu a mesa de uma churrascaria em São Paulo em que estavam Celso Daniel e Sérgio Sombra, foi morto em fevereiro de 2003. Portava documentos falsos e tinha recebido um depósito de R$ 60 mil em sua conta corrente.

5 – Vinte dias depois foi a vez de Paulo Henrique Brito, única testemunha da morte do garçom Antonio Palácio de Oliveira.

6 – Em dezembro de 2003, o agente funerário Ivan Moraes Rédua levou dois tiros pelas costas. Ele havia sido o primeiro a reconhecer o corpo de Celso Daniel, ainda jogado na estrada, e a chamar a polícia.

7 – O médico-legista Carlos Delmonte Printes, que examinou o cadáver de Celso Daniel,  foi encontrado morto em seu escritório na Zona Sul de São Paulo, no dia 12 de outubro de 2005. O laudo oficial sobre a morte do legista concluiu que ele cometeu suicídio. Carlos Delmonte dizia que o prefeito de Santo André foi brutalmente torturado antes de ser assassinado.

Pesquise na internet os oito nomes restantes desta lista macabra.

O “Sombra”

Sérgio Gomes da Silva era segurança, daí o apelido “Sombra”.  Segurança de Lula,  que indicou “Sombra” para Celso Daniel.

Fazer campanha eleitoral com seguranças é necessário, e eles são indicações sempre de pessoas amigas.

O estranho na relação Celso e Sérgio é que o “Sombra” passou de segurança a motorista particular; e de motorista a amigo íntimo, íntimo demais. Tanto que os dois passavam fins de semana juntos em São Paulo, para jantares solitários.

Sérgio virou empresário rico, uma riqueza que Celso desconhecia quanto.

Também é pouco comentado pela imprensa: Depois do sequestro, Sérgio ficou hospedado na residência da esposa de Celso Daniel. Os dois estavam separados, mas ela continou secretária da Prefeitura de Santo André.

Atualmente “Sombra” anda escondido, ameaçado de morte.

Julgamento do crime  

O Tribunal do Júri do Fórum de Itapecerica da Serra (Grande São Paulo) condenou nesta quinta-feira três réus pela morte de Celso Daniel. Seguindo a tese do Ministério Público (MP), os jurados consideraram que o assassinato do ex-prefeito de Santo André (SP) foi feito sob encomenda, mediante pagamento de recompensa, e não um crime comum. O julgamento durou mais de 12 horas.

Ivan Rodrigues da Silva, conhecido como “Monstro”, foi condenado a 24 anos de prisão; José Edison da Silva, a 20 anos; e Rodolfo Rodrigo dos Santos Oliveira, o “Bozinho”, a 18 anos. Antes deles, Marcos Bispo dos Santos já havia sido condenado pelo crime. Em novembro de 2010,  ele foi sentenciado a 18 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado.

A pena de Ivan foi maior porque ele teve como agravantes o fato de ser reincidente e de ter coordenado a quadrilha no crime contra Celso Daniel. Já a pena de Rodrigo foi reduzida em dois anos por conta do princípio da menoridade relativa – ele tinha menos de 21 anos na época do crime.

ENTENDA O CASO

Celso Daniel foi encontrado morto em 20 de janeiro de 2002, em uma estrada de terra de Juquitiba, após receber 11 tiros. A morte ocorreu dois dias depois de ter sido sequestrado.