Noélia Brito tem morte anunciada pelos inimigos da claridade

noélia ameaçada

 

ALERTA…ALERTA…ALERTA!

NESSE MOMENTO QUERO CONVIDAR A TODOS OS AMIGOS PARA QUE JUNTOS POSSAMOS A ‪#‎LUTAR‬ COM A NOELIA BRITO QUE TEVE A CORAGEM DE FAZER GRANDES DENÚNCIAS ENVOLVENDO O ‪#‎PSB‬ E ‪#‎PSDB‬. A MESMA AGORA SOFRE COM ATAQUES DOS ACUSADOS! PRECISAMOS NOS MOBILIZAR!

Este alerta circula na internet. O Brasil é um dos raros países que tem jornalista como preso político. Acontece em Minas Gerais com Marco Aurélio Carone. A máfia do PSDB mineiro mandou acorrentar e amordaçar Carone, que denunciou o Mensalão Tucano engavetado pela justiça tarda e falha.

Em Pernambuco, o jornalista Ricardo Antunes foi preso político de Eduardo Campos.

As denúncias de Noélia já foram publicadas pelos sítios dos jornalistas verdadeiros de todo o Brasil. Esta propagação irritou os corruptos denunciados.

Os jornalistas brasileiros e correspondentes internacionais, os blogueiros e jornalistas onlines, que amam a liberdade de imprensa, precisam urgentemente evitar essa trama assassina, essa morte anunciada.

Conheça o sítio de Noélia Brito. http://noeliabritoblog.blogspot.com.br

Página de Noélia no Facebook 

 

 

 

Faruk Soyarat
Faruk Soyarat

 

 

GRUPO BANDEIRANTES QUER “TIRAR O SEU DA RETA”. MIDIATIVISTAS USAM CAPACETE, COLETE A PROVA DE BALAS E MÁSCARA DE GÁS MILITAR. FÁBRICA DE MENTIRAS. O ESTADO AINDA DEVE MUITAS RESPOSTAS!

por Daniel Mazola/ Tribuna da Imprensa

chacina jornalista
Temos vivenciado momentos que prenunciam uma grande mudança social, o estado brasileiro foi colocado em xeque. Tenho visto atos extremados de muita coragem e covardia, de ambos os lados, mas a truculência é infinitamente superior por parte das forças policiais, não poderia ser diferente. Todos que participam das manifestações sabem dos riscos, principalmente profissionais da imprensa.
Protestos e passeatas sempre começam calmos, mas acabam se tornando batalhas que podem por em risco a vida de qualquer um que seja pego no fogo cruzado. Sejam mulheres, deficientes, crianças ou idosos. Devemos lamentar a morte do profissional Santiago Andrade, e se solidariza com sua família. No entanto, é FATO que essa tragédia foi causada, principalmente, pela indiferença das empresas do monopólio dos meios de comunicação com a segurança de seus funcionários.
Diferente dos trabalhadores dessas riquíssimas empresas, praticamente todos os midiativistas, fotógrafos e cinematógrafos alternativos trabalham equipados com CAPACETE, colete a prova de balas e máscara de gás militar. É a única forma de ter um pouco de segurança nessa “guerra”.
Ontem a noite, o Jornal da Band fez 1 hora de cobertura, com links ao vivo, e a dissecação do caso de seu cinegrafista, mas não citou em nenhum momento sua responsabilidade quanto ao EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA que ela deveria oferecer! Sua linha é afirmar que há baderna e descontrole social. Não Band. Não vai TIRAR O SEU DA RETA, você também é culpada!
colete bala jornalista
O Estado ainda deve muitas respostas!
O fato é que o profissional Santiago foi gravemente ferido por uma explosão de um artefato que, “segundo as investigações policiais”, foi detonado por civis que cometeram o crime durante o ato de protesto contra o aumento das passagens. Mas como acreditar nessa “polícia” e nessa “mídia”.
Não descarto que o artefato tenha sido jogado por algum manifestante, mas pela quantidade de vezes que vi a covardia de PMs despreparados para cima dos manifestantes, em diversas manifestações que participei e acompanhei, não acreditarei jamais na versão dessa “polícia”. Sou contra esse modelo de polícia, e favorável a desmilitarização.
Agora, vejamos: o mesmo Estado que com afinco investigou o episodio lamentável ocorrido com o cinegrafista da Bandeirantes, também tem o dever ético e moral de investigar com o mesmo afinco os crimes que outras vitimas de violência policial, sofreram. E foram dezenas ou centenas.
Para essas pessoas (que morreram, perderam a visão e apanharam muito), onde está a tal pericia eficaz, igual a utilizada no caso do cinegrafista? Em que pé anda as investigações desses casos? Porque a “grande” mídia corporativa não noticia esses fatos? São perguntas que continuam sem respostas, e que o Estado deve por obrigação moral e ética, mostrar a mesma força e dedicação na investigação desses crimes que supostamente foram cometidos por policiais militares nas manifestações no Rio de Janeiro e no Brasil.
Espero que a triste notícia da morte do profissional Santiago Andrade, não venha a ser levianamente utilizada, contra a frágil democracia brasileira ou contra diretos constitucionais básicos. Mas parece que já está sendo utilizado, e ao extremo, existe um medo muito grande por parte das elites, é ano reeleitoral e de Copa.
Direito de resposta à Elisa Quadros, a Sininho
Na manhã de segunda-feira, a equipe do jornal A Nova Democracia foi à casa da cineasta e ativista Elisa Quadros, a “Sininho” para lhe dar o direito de resposta pelas acusações publicadas anteontem pelo programa “Fantástico” da Rede Globo. Segundo o programa, a ativista teria dito em uma ligação telefônica que o jovem que lançou o rojão que atingiu o cinegrafista da Band, seria ligado ao gabinete do deputado Marcelo Freixo. Coincidentemente, o advogado Jonas Tadeu que fez a acusação, defendeu os milicianos e ex-parlamentares, Natalino e Jerominho Guimarães durante a CPI da milícias em 2008, Comissão presidida por Freixo.

As acusações colocam em perigo a vida da cineasta Sininho, principalmente após a constatação da morte de Santiago Andrade. Ela contou à reportagem de AND como a onda de desinformação promovida pela Rede Globo começou, após sua chegada à 17ª DP na tarde de domingo. Veja a entrevista de 12 minutos na integra: http://www.youtube.com/watch?v=VO5-s7Fzmlo

 

Marcelo Freixo segundo Luiz Eduardo Soares
“Enquanto a história vira pelo avesso, O Globo comete um verdadeiro crime contra o jornalismo, procurando macular um dos homens públicos mais dignos e honrados de nosso país: Marcelo Freixo. Acusa-o, na capa, por interposta pessoa, e encerra o parágrafo com a indefectível sentença: “O deputado nega.” Isso não ocorreu por acaso: O Globo sabe perfeitamente que com a derrota dos grupos nas ruas e seu isolamento, com a desmoralização da linguagem da violência, o maior inimigo das iniquidades e da brutalidade estatal é a política, o espaço participativo em que as ruas e as instituições dialogam. Quem, no Rio, quiçá no Brasil, melhor do que Marcelo Freixo, hoje, representa essa via?”. Escreveu o antropólogo e escritor, Luiz Eduardo Soares.
A mesma Globo que veiculou matéria absurda contra Marcelo Freixo, uma das raras lideranças políticas respeitadas do país, sem uma apuração decente, sem fonte confiável, sem provas, em seu editorial de segunda-feira falou 6 vezes em “Jornalismo Profissional”, “que é essencial buscar sempre a isenção e a correção para informar o cidadão”, falou “que informa cidadão de maneira ampla e plural”, fala que “vai estar lá – sem tomar posição a favor de lado nenhum” e ainda tem gente que acredita! É um desserviço completo a democracia e uma afronta a nossa inteligência. Uma das maiores violências ao povo brasileiro é um monopólio de mídia que distorce, mente e fabrica informações conforme os seus interesses!

A tarifa não baixou, e assim milhares voltaram às ruas

 

Milhares de manifestantes foram às ruas do Rio de Janeiro nessa segunda-feira em protesto contra o aumento da tarifa dos transportes. Porém antes do 4º  Ato de 2014, membros da imprensa corporativa e alternativa se reuniram, na Candelária e por um minuto colocaram seus equipamentos de trabalho no chão. O protesto foi, em homenagem ao cinegrafista Santiago Andrade da Rede Bandeirantes, é contra a violência aos profissionais de imprensa.

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Na Central do Brasil, muitas revistas aconteceram na concentração, a polícia dominou o perímetro e realizou uma espécie de cerco em torno dos manifestantes. Um homem carregava um cartaz lembrando a morte do vendedor ambulante, Tasnan Accioly, atropelado na última manifestação (06/02) ao fugir das bombas lançadas pela Polícia Militar. A mídia corporativa, ignorou a lamentável e fatídica ocorrência.
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As 18h45, tensão entre manifestantes e um repórter da Rede Globo. Um grupo tentou expulsar o jornalista do Ato, mas cerca de 30 policiais fizeram a proteção com um cerco. As 19h32, “OLHA EU AQUI DE NOVO”, era o que se mais cantava. A escadaria da Alerj foi novamente palco das manifestações! Policiais militares também estavam no local. Após ocuparem a frente da Assembleia Legislativa, manifestantes decidiram caminhar rumo a FETRANSPOR.

Em frente a sede da Federação, encenaram uma performance com a queima de uma catraca. Por fim o Ato chegou a Cinelândia, e foi realizada outra homenagem, um minuto de silêncio, na escadaria do Palácio Pedro Ernesto, ao cinegrafista e ao ambulante que morreram em consequência do último Ato contra o aumento das passagens, realizado no dia 06/02.

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Às 20h40 o Choque se aproximou de um grupo de manifestantes e solicitou que um deles removesse a máscara. O manifestante se recusou e foi detido, sem apresentar qualquer resistência. A viatura saiu se recusando a informar para qual DP o rapaz seria encaminhado. Depois outra detenção sem justificativa: um midiativista foi levado por portar uma máscara de proteção contra gás.

Mesmo com a evidente campanha de criminalização do movimento e da luta social, hoje, na média, no geral, os dois Atos, que saíram da Cinelândia e da Central do Brasil, foram marcados pelo caráter pacífico, mas sempre aparecem policiais que gostam de estragar ou tumultuar. Seria incompetência, ou ordens de superiores? O Estado ainda nos deve muito, inclusive resposta!

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Nota da Associação Brasileira de Imprensa sobre o terror contra jornalistas em Minas Gerais

ABI
ABI repudia ação repressiva

a jornalistas em Minas Gerais 

A Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da ABI repudia a ação do Ministério Público Estadual de Minas Gerais que ordenou a prisão do jornalista Marco Aurélio Flores Carone sob a acusação infundada de que ele “integra uma quadrilha”.

Carone é responsável por uma publicação eletrônica intitulada Novo Jornal que tem feito críticas ao governo do Estado e políticos vinculados ao PSDB, entre os quais o Senador Aécio Neves.

A Comissão exige a imediata libertação do jornalista e que se apure com rigor o episódio em que Carone é acusado e seus apoiadores denunciam que a ação contra ele foi desencadeada em represália às denúncias que remontam inclusive o espisódio conhecido como mensalão mineiro.

A ação repressiva atingiu também o jornalista Geraldo Elísio Machado Lopes, vítima de uma ordem de busca e apreensão em sua casa por ser ex-colaborador do Novo Jornal, de onde se afastou há sete meses para editar livros. Ele acusa diretamente o senador Aécio Neves e a irmã Andréa Neves de serem os responsáveis pelos atos de perseguição à publicação.

Para a Comissão da ABI ações como a empreendida contra os dois jornalistas caracterizam-se como

restritivas à liberdade de imprensa e

expressão, tão duramente

conquistada

Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Solidariedade ao jornalista Ricardo Antunes e contra a censura prévia do TJ/PE

 

Por Mário Augusto Jakobskind  ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA

 

Ricardo Antunes

Jornalista Ricardo Antunes, censurado e preso pela Justiça de Pernambuco. (Crédito: Reprodução).

“A Comissão da ABI de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos solidariza-se com o jornalista pernambucano Ricardo Antunes, que está sendo vítima de cerceamento à liberdade de expressão. Ele foi censurado em seu blog, preso e acusado de chantagear quem ele denunciou, ou seja, o empresário e marqueteiro José Antônio Guimarães Lavareda Filho.

A acusação foi bancada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco, que o proibiu de escrever qualquer coisa sobre o empresário e quatro empresas de sua propriedade, inclusive impedindo-o de se defender das acusações. E no caso de que não cumpra a determinação pagará uma multa de cinco mil reais por cada inserção jornalística, seja em seu blog Leitura Crítica ou em outro sítio de informação, ou seja, página de internet, e ainda na mídia escrita.

Esse é mais um caso de “judicialização” contra jornalistas que deve merecer o nosso maior repúdio. Se o jornalista eventualmente cometeu algum ílicito deve sofrer as penalidades previstas no código civil. Cercear o seu direito de expressão de pensamento e livre manifestação só mostra o quanto tornou-se perigoso exercer a profissão de jornalista em nosso páis. E demonstra cabalmente o quanto os “poderosos” temem uma imprensa livre e independente.

É um fato grave que merece toda nossa indignação e um retrocesso institucional que temos certeza será reparado junto aos tribunais de Brasília. Não existe censura prévia no Brasil.

A Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e dos Direitos Humanos exorta a Justiça pernambucana a suspender imediatamente qualquer tipo de restrição ao jornalista que na prática está impedido de exercer a profissão”.

Rio de Janeiro, 30 de Outubro de 2013

Mário Augusto Jakobskind, presidente da Comnissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da ABI

(Transcrito do GGN, “O Jornal de Todos os Brasis”)

 

Azeda corrupção na ABI. Na Federação dos Jornalistas o mando do peleguismo

A coisa tá feia para os jornalistas. Sem associações e sindicatos fortes, a profissão sofre: baixos salários, passaralhos; jornalistas ameaçados, exilados e assassinados; stalking policial, assédio judicial, censura, autocensura; assédio moral, assédio sexual nas redações “gaiolas de ouro”. Um empregado que não pensa no amanhã.

 Azêdo quer ser presidente eterno da ABI

por Carlos Newton

Decisão da juíza Maria da Glória Bandeira de Melo anula a eleição da ABI, e determina a realização de novo pleito. A decisão atendeu os argumentos do advogado Jansen Oliveira, que representa a Chapa “Vladimir Herzog – Uma ABI para todos”, que é encabeçada pelo jornalista Domingos Meirelles.

Na sentença, a magistrada destaca que irregularidades perpetradas pela Comissão Eleitoral “demonstram às escâncaras a inadmissível desigualdade no tratamento entre a chapa da situação, Prudente de Morais, e a concorrente, Vladimir Herzog, integrada pelos autores, com o nítido propósito de afastar esta última da disputa, mantendo-se, a primeira, presidida há nove anos pelo jornalista Oscar Maurício da Lima Azedo, na administração da entidade ré”.

Assinalando que foi “maculada de forma indelével a eleição”, destaca a juíza Maria da Glória Bandeira de Melo: “Verificam-se evidências gritantes de que o processo eleitoral foi dirigido de forma parcial e temerária pela então administração da ré, a fim, repita-se, de inviabilizar o registro da chapa dos autores, garantindo para a chapa da situação uma eleição sem concorrentes e sem impugnações. Assim é que, em consonância com a decisão de fls. 129, ficam ampliados os efeitos da tutela antecipada inicialmente deferida, para tornar sem efeito a eleição ocorrida no dia 26 de abril próximo passado, devendo ser realizada outra com escorreita observância ao Regulamento Eleitoral e dos princípios da isonomia, transparência e publicidade que devem nortear as disputas eleitorais, que é o que se espera, em especial, de instituição do gabarito e respeitabilidade da ré (ABI)”.

(Transcrito da Tribuna da Imprensa)

 

As eleições do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de  Pernambuco foram mais viciadas que a da ABI. Aconteceu de tudo nos pleitos para escolher as diretorias do Sinjope e da Fenaj.

 

Estudantes, aposentados, encontro marcado hoje com os jornalistas do batente

Ontem, tivemos um encontro com os filhos e netos dos jornalistas

pintando o 7

AGENDA DE HOJE, SEGUNDA-FEIRA, 15 DE JULHO

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14h30m – Jornal do Comércio – Rua da Fundição, 257, Santo Amaro

15h30m – Diário de Pernambuco – Rua do Veiga, 600, Santo Amaro

16h30m – Folha de Pernambuco – Avenida Marquês de Olinda, 105, Recife Antigo

Payam Boromand
Payam Boromand

O JORNALISMO SE FAZ NAS RUAS, E NÃO COM AS REDAÇÕES FECHADAS E CERCADAS DE SEGURANÇA. REDAÇÕES ONDE O POBRE NÃO ENTRA.

NÃO SE FAZ JORNALISMO LIVRE E VERDADEIRO COM O SALÁRIO DE FOME E MEDO.

ABAIXO OS PASSARALHOS, O ASSÉDIO JUDICIAL, O ASSÉDIO EXTRAJUDICIAL, O ASSÉDIO MORAL, O ASSÉDIO SEXUAL, O STALKING POLICIAL, O PELEGUISMO, A CENSURA, A AUCENSURA, O PENSAMENTO ÚNICO, A TESOURA, O PRENDE E ARREBENTA DA POLÍCIA E A CHAVE QUE NOS TRANCA.

Elena. ospina
Elena. ospina
Pedro X. Molina
Pedro X. Molina

Diversificar e aperfeiçoar os instrumentos de comunicação do Sinjope. O atual é um arre-medo. Tão vazio quanto a abandonada sede

trabalhador salário direitos trabalhistas indignados

 

Por que ninguém visita o blog do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco? Você sabe porquê.

Os meios de comunicação de massa dos patrões não publicam nenhuma notícia do interesse dos jornalista como profissão. Este é o nosso único meio de comunicação. Clique aqui. Veja que é um blog que defende a Arena da Mata de São Lourenço.

Um blog dos jornalistas tem que publicar tudo. Tem que ser transparente. Verdadeiro. Corajoso. Começa pela política salarial, pelas despesas secretas do sindicato, pelo teatro de greves, e pelo lançamento de uma maquete eleitoreira como desculpa para o abandono da sede do Sinjope, e justificativa para o continuísmo governista de uma chapa que pretendia ser batida.

O Sinjope reflete  a pelegada da Fenaj e a destruição da gloriosa ABI.

 

indignados salários empresas estrangeiras

Leia a entrevista de Pedro Pomar, publicada originalmente pelo jornal Extra Pauta, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná. Parece que ele está falando da Fenaj e do filiado Sinjope, associado do secretário de Imprensa do governador Eduardo Campos e outros secretários jornalistas amigos do patronato. 

Extra Pauta: Quais foram os pontos fortes e os pontos fracos da atual gestão da Fenaj?

Pedro Pomar: Até alguns anos atrás, a direção da Fenaj dedicou-se, quase exclusivamente, à luta pelo diploma e pelo Conselho Federal de Jornalismo (CFJ). Mesmo nessa seara, contudo, colecionou mais derrotas do que vitórias. O clímax desse plano inclinado foi a decisão do STF de derrubar o diploma. A direção da Fenaj “esqueceu-se” de denunciar, para o conjunto da sociedade, que o Sindicato das Emissoras de Rádio e Televisão de São Paulo (Sertesp), liderado pela TV Globo, agiu como parte no processo. Mais recentemente, a Fenaj voltou-se para outras questões: estimulou o projeto de lei que cria um Piso Salarial Unificado para a categoria, passou a preocupar-se com a integridade física dos jornalistas, criou a Comissão da Verdade dos Jornalistas. A pressão das bases fez com que a direção “caísse na real” e entendesse que precisava agir em outras frentes. Mas isso ainda é insuficiente, tal o estado de desmantelamento em que se encontra nossa categoria. É flagrante a inoperância da Fenaj como entidade de coordenação nacional dos sindicatos. Ela precisa subsidiá-los no enfrentamento com os grandes grupos empresariais do setor, especialmente os que agem em escala nacional e regional. Ela precisa liderá-los em grandes campanhas nacionais de filiação de jornalistas, contra o assédio moral, ou mesmo em negociações coletivas. A precarização das relações de trabalho chegou a um ponto crítico, que exige uma atuação institucional da Fenaj, em colaboração com as centrais sindicais combativas, para tentar frear o processo perverso de “pejotização” dos jornalistas. Na presente conjuntura, chamou atenção a omissão da Fenaj no tocante às agressões sofridas pelos jornalistas durante a cobertura das manifestações de protesto. A federação limitou-se a emitir uma nota de protesto contra as violências policiais. Mas não se movimentou, como entidade nacional de representação dos jornalistas, para exigir das autoridades e das empresas medidas de proteção mais efetivas contra a truculência da Polícia Militar e contra manifestantes hostis.

 

EP: Um dos principais problemas da categoria é a dificuldade em se organizar para sair em defesa dos seus direitos. O que a Fenaj pretende fazer para superar este problema?

PP: Nós da Chapa 2 defendemos que é urgente uma reaproximação entre Fenaj, sindicatos e a categoria, que precisa se traduzir em maior sindicalização dos jornalistas. Hoje a maior parte dos colegas está fora dos sindicatos, por variadas razões: ações ilegais dos patrões contra as atividades sindicais nas redações; a alta rotatividade nas redações; a fragmentação e atomização da categoria, na qual prevalece hoje a condição do assessor ou assessora de imprensa; o tipo de formação, acrítica e despolitizante, oferecido por muitos cursos de jornalismo; erros cometidos por algumas direções sindicais etc. Uma campanha nacional de sindicalização liderada pela Fenaj, seriamente planejada e levada a cabo com determinação pelos sindicatos, é uma das primeiras medidas para enfrentar essa situação de distanciamento (e com isso fortalecer os sindicatos e a categoria). Os jornalistas precisam voltar a se filiar aos seus sindicatos! Outra medida: diversificar e aperfeiçoar os instrumentos de comunicação da Fenaj. O site da Fenaj, para exemplificar, é incrivelmente antiquado e pouco atraente. Nós jornalistas temos obrigação de fazer jornalismo sindical (e comunicação sindical) de primeiríssima qualidade. O site da Fenaj é um modelo negativo.

 

EP: Quais são as principais propostas da sua chapa?

PP: O combate às demissões, à precarização e ao assédio moral; a retomada da luta pelo diploma e por uma atualização da regulamentação profissional; e a conquista de medidas capazes de garantir maior proteção à integridade física dos jornalistas estão entre nossas prioridades. São lutas que nenhum dos nossos sindicatos poderá levar isoladamente e que exigem pressão sobre o poder público, particularmente o governo federal e o Congresso Nacional. Será preciso, por exemplo, retomar, com as centrais sindicais combativas, a luta pela estabilidade no emprego (direito que a Ditadura Militar suprimiu em 1966) e pela adesão do Brasil à Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe a chamada demissão imotivada. Enfrentar a precarização, por sua vez, exigirá campanhas sistemáticas de combate às contratações fraudulentas, bem como pressão sobre Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho e tribunais para coibir e punir os desrespeitos à legislação. A “sinergia multimídia”, acúmulo e desvio de funções e o desrespeito à jornada legal e aos direitos autorais serão alvo de nossas iniciativas. A PEC do Diploma foi aprovada pelo Senado, essa foi uma vitória importante, mas está parada na Câmara dos Deputados. Só será aprovada com enorme mobilização da categoria e com amplo diálogo com outros setores da sociedade. Quanto à maior segurança para o trabalho dos jornalistas, nosso programa inclui, além da pressão pela aprovação do projeto de lei que federaliza crimes contra jornalistas, a imediata implantação da resolução do Congresso dos Jornalistas de Rio Branco (2012) de negociar com os grupos de mídia um protocolo com medidas de segurança. Também queremos propor ao governo um programa de proteção a jornalistas ameaçados.

 

EP: De que maneira as entidades sindicais dos jornalistas podem ir além das questões corporativas e se inserir no atual contexto ligado às questões sociais?

PP: Jornalistas são trabalhadores, pertencem à classe trabalhadora, portanto estão interessados em questões que dizem respeito ao conjunto da sociedade. Por exemplo: queremos ensino público e saúde pública de qualidade, portanto apoiamos a destinação de recursos da ordem de 10% do PIB para a educação pública, bem como defendemos maiores verbas para o Sistema Único de Saúde (SUS) — e o fim de favores fiscais para os setores do ensino privado e da medicina privada. A Fenaj e os sindicatos de jornalistas devem apoiar pautas como a desmilitarização da Polícia Militar e o fim da impunidade dos torturadores, pois são coerentes com o combate à herança da Ditadura Militar e com a luta por maior democracia em nosso país. Há, porém, um ponto central da agenda das entidades sindicais dos jornalistas que, a nosso ver, coincide com a agenda geral da sociedade: é a luta pela democratização da mídia. O chamado “oligopólio midiático” constitui-se hoje num obstáculo ao avanço da democracia e da igualdade social e racial no Brasil. Além de elitistas e conservadoras, as grandes empresas que controlam o setor (em flagrante afronta à Constituição Federal) são também as mesmas que atuaram pesadamente contra o diploma de jornalismo. São as mesmas que demitem em massa, que precarizam as relações de trabalho, que impõem jornadas extenuantes, que sobrecarregam os jornalistas com tarefas simultâneas, “multimídia”, em diversas plataformas. Por isso nós da Chapa 2 apoiamos o projeto de lei de iniciativa popular (PLIP) de democratização da mídia, impulsionado pelo FNDC. Estranhamos muito a posição do presidente da Fenaj e candidato situacionista à reeleição, que além de retirar-se do FNDC escreveu artigo manifestando discordar da campanha em favor desse projeto de lei. Não há antagonismo em lutar pelo PLIP e continuar pressionando o governo para que tome medidas concretas de regulação da mídia e de democratização do setor. A posição da direção atual da Fenaj é comodista e leva ao imobilismo.

 

EP: Como a Fenaj poderia articular as pautas regionais de modo que elas tornem-se nacionais?

PP: Muitas das pautas “regionais” na verdade são nacionais. As empresas tendem a agir de modo cada vez mais uniforme e as práticas predatórias rapidamente se disseminam de norte a sul, de leste a oeste. A melhor defesa contra as agendas patronais é a atuação conjunta sindicatos-Fenaj. Que pressupõe diálogo permanente e troca de informações. Obviamente, o modelo de ação vertical e centralizadora vigente hoje na Fenaj impede a necessária circulação de informações e opiniões. A direção da Fenaj não pode ser um “clube de amigos”, ela tem de agir como liderança aberta ao diálogo e capaz de auxiliar os sindicatos com agilidade.


Por Regis Luís Cardoso

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