O mais legal: maconha ou tabaco?

Fumo uma média de oitenta cigarros por dia. Considero o tabaco uma droga que vicia e mata lentamente.

Não tenho nenhum prazer. Sou apenas um dependente químico. Quando paro, sofro crises de abstinência que são fisicamente terríveis.

Nas décadas de 60, 70 e 80 fumei, como estudante, maconha, principalmente nos Estados Unidos, Equador, Espanha. E abandonava o cigarro. Usava a maconha, esporadicamente, nas festas com estudantes universitários. E viagens, que ganhei uma bolsa de estudo para conhecer as principais faculdades e meios de comunicação de massa na França, Suíça, Bélgica e Alemanha. E escapadas por Marrocos, Inglaterra, Itália e outros países. Que peguei o início do movimento hippie nos Estados Unidos e Europa.

Quando retornava ao Brasil, depois de um ou dois anos voltava a fumar. E toda volta resultava no consumo em dobro da cota de antes.

Antes de ir estudar nos Estados Unidos, uns 20 cigarros. Passei para 30/40. Depois do Equador, 40/60. Depois da Espanha, 60/80.

Comecei  lá pelos 23 anos. E ninguém suga mais de 8o cigarros por dia. Não existe uma quantidade limite. Portanto, fico entre 70/80, que é uma boa dose para quem vai completar, em janeiro próximo, 77 anos.

Preferiria maconha. Que me dá sono. Acredito que o patronato, nos tempos que comecei no jornalismo, permitia fumar nas redações porque o tabaco é um estimulante, tira o apetite e o sono, e assim varei madrugadas, que os diários fechavam às 24 horas, hora que começava o trabalho de muitos vespertinos, como aconteceu comigo no jornal O Globo, tendo Mauro Sales como chefe de reportagem. Fui estagiar n’ O Globo pelo ganho do Prêmio Esso em Jornalismo.

Por duas vezes trabalhei no vespertino Diário da Noite do Recife. Também redigido noturnamente. Indicado por dois grandes jornalistas. A primeira vez por Abdias Moura, mestre, como editor policial. A segunda, convidado pelo companheiro de farra Ronildo Maia Leite, como copy e repórter especial.

Não havia cinzeiros, o cigarro aceso queimava as beiradas do birô, meus dedos, meus lábios, que certa vez operei uma queimadura.

Quanto rende para o governo e multinacionais vender enfisema, câncer, angina e outras doenças malignas?

Não fumo maconha porque não quero contato com nenhum traficante.

Certamente fumei maconha no Brasil, quando professor da Católica. O cigarro babado de alguma estudante.

uy_republica. maconha

El Senado uruguayo votará hoy un mundialmente inédito proyecto de ley que regulará la producción y venta de marihuana y que el gobierno considera como “un experimento” para combatir el narcotráfico.

El texto -aprobado en julio por la Cámara de Diputados- tiene su sanción asegurada por el apoyo del Frente Amplio, que tiene la mayoría en ambas cámaras.

La iniciativa fue presentada hace un año y medio por el gobierno del presidente José Mujica junto a una serie de medidas para frenar el incremento de la inseguridad pública y desactivar la violencia asociada al narcotráfico.

“Este es un experimento”, admitió Mujica. “Podemos hacer un verdadero aporte a la humanidad. Ser un banco de prueba en desatar un conjunto de disciplinas que sirvan para enfrentar el problema y sumen herramientas a la lucha contra la drogadicción”, reiteró en varias ocaciones.

El proyecto otorga al gobierno el control y reglamentación de la importación, cultivo, cosecha, distribución y comercialización del cannabis y sus derivados.

Tras registrarse, los residentes mayores de 18 años podrán cultivar hasta seis plantas, acceder a la droga en clubes de usuarios o comprar hasta 40 gramos por mes en las farmacias.

“No hay mucha criminalidad alrededor del tema en Uruguay, entonces el cambio no es profundo. Es básicamente un experimento, pero no es un experimento que se puede replicar con facilidad” en países de mayor tamaño, dijo a la Steven Dudley, codirector del sitio web Insightcrime, especializado en narcotráfico en América Latina.

Uruguay enmarca la iniciativa en la postura de la Comisión Global de Política de Drogas -integrada por los ex presidentes de Colombia César Gaviria y de México Ernesto Zedillo, entre otros- que sostiene que la guerra contra las drogas ha fracasado.

El presidente Mujica, calcula que el país gasta unos 80 millones de dólares anuales en combatir el narcotráfico y en mantener a los presos por delitos vinculados a la droga.

Actualmente consumir drogas no está penado pero sí comercializarlas. El consumo de marihuana es el más extendido entre las drogas ilegales y se ha duplicado en los últimos 10 años.

Según las autoridades hay unos 128.000 fumadores de cannabis, aunque las asociaciones de consumidores calculan que rondan los 200.000.

Mejor precio y calidad

El gobierno planea atraer a los consumidores con un cannabis más barato y de mejor calidad que el que se consigue hoy en el mercado ilegal.

“Vamos a ir teniendo en cuenta los precios en el mercado negro, hasta que comencemos a desestructurar el funcionamiento de ese mercado”, dijo Julio Calzada, secretario general de la Junta Nacional de Drogas.

Clave

Uruguay será el primer país para aprobar una ley de esta naturaleza, uniéndose a los estados norteamericanos de Colorado y Washington, que en el noviembre de 2012 aprobaron iniciativas para legalizar y regular el cannabis.

“La creación de un mercado legal y regulado para el cannabis marcará un momento clave para la reforma de las políticas de cannabis al nivel hemisférico y global”, dijo John Walsh de WOLA, un experto en las políticas de drogas. “Cuando se escribe la historia de la desintegración de la prohibición del cannabis, el papel valioso y pionero de Uruguay se figurará prominentemente”.

Kike Estrada
Kike Estrada

O grande jornalista Fábio José de Melo me pergunta “legal, em que sentido?”

Repondi: A maconha? Em todos.

Quando garoto não fumava. Mas conhecia um bar no Parque 13 de Maio, Recife, frequentado por Gilberto Freyre, e pelos meus amigos poetas e boêmios J. Gonçalves de Oliveira, então comunista, e Carlos Pena Filho. E o poeta Francisco Bandeira de Mello que nem fumava nem bebia. Eu, bebia.

Gilberto era maconheiro. Na época, final dos anos 50, a maconha era considerada vício de negro, coisa sacrílega de terreiro de macumba. Portanto, a discriminação da maconha era racista e religiosa. Aconteceu com o samba, antes de Nair de Tefé, primeira caricaturista mulher do mundo, que estudou na França, casar com o presidente Hermes da Fonseca.

O samba era visto como dança vulgar e lasciva. Nair levou o samba para o palácio do Cadete, junto com o poeta Catulo da Paixão Cearense e Chiquinha Gonzaga. Foi o maior escândalo, para puritanos tipo Rui Barbosa, que queimou os arquivos da escravidão, para esconder suas origens.

O preconceito contra a maconha está nas suas origens africanas. O engraçado é que os traficantes de escravos compravam negros com tabaco, planta originária das Américas.

 

Os caciques do Jornal do Comércio do Recife

Estagiário na redação do Jornal do Comércio. Ou o sonho de uma imprensa livre. Ilustração de Giacomo Cardelli
Estagiário na redação do Jornal do Comércio. Ou o sonho de uma imprensa livre. Ilustração de Giacomo Cardelli

Você pega o Jornal do Comércio e, em todas as páginas, a “democrática” designação dos cargos da máxima confiança do patrão.

Na página de opinião

Diretor de redação

Diretor adjunto de redação

Editora executiva

Na página internacional

Três editores

Na página de política 

Três editores e um interino. Que diabo é diretor interino?  Existem 9 sinônimos da palavra interino: Incerto: 1. contingente2. contingenteefêmeropassageiroprecárioprovisóriotemporário, transitivo, transitório. Qualquer Salomé pede a cabeça desse interino. Aconteceu com o colunista político Inaldo Sampaio

No Caderno C 

Três editores

Na página de Esportes

Três editores

No Caderno Cidades

Três editores

Fotografia, Artes e Infografia

Seis editores

Página Brasil

Três editores

Página de Economia

Três editores

 Já denunciei que o Jornal do Comércio tem muitos caciques e poucos índios. A cabeça de um índio era a logomarca da empresa. O índio seria Felipe Camarão, herói pernambucano. Outros diziam que era o caboclo, entidade presente na Ubanda.
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 O índio sumiu e apagaram o nome do senador F. Pessoa de Queiroz (efe de Francisco) que fundou, em Pernambuco, um império com dois jornais diários, televisão e rádios. Todo o monopólio passou a ser chamado Grupo JCPM, iniciais de João Carlos Paes Mendonça.
 
Nesta campanha não vi mais nenhuma placa com o índio, nem com o nome do senador, que odiava ser chamado de Francisco ou de Chico. É tudo (Vaidade das vaidades. Eclesiastes, 1,2) de João Carlos Paes Mendonça. Mas o prédio da TV está lá do jeito que F. Pessoa de Queiroz construiu. 
 
A babada de ovo chega ao absurdo do Jornal, da TV e das rádios do Jornal do Comércio partirem para a mentira e a farsa. Negam a história, e escondem o nome do fundador.
 
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TALIS ANDRADE DIRETOR RESPONSÁVEL E
DIRETOR DE REDAÇÃO DO JORNAL DO COMÉRCIO
 
Tive cinco passagens no Jornal do Comércio:
 
A primeira, convidado pelo secretário de redação Abdias Moura, para ser repórter especial e repórter setorista de zona (que eu chamava da zona). Compreendia todos os prédios localizados no Recife Antigo (Porto, Receita Federal, diversos órgãos dos usineiros, Marinha, Delegacia de Polícia, Câmara de Vereadores). O repórter do Diário de Pernambuco que cobria a mesma área era Selênio Siqueira. Era uma longa caminhada. Não dava tempo. Fiz um trato com Selênio para dividir notícias. Para cada jornal a gente reservava um furo jornalístico.
 
A segunda, convidado por Eugênio Coimbra, para editar o caderno de polícia do Diário da Noite, um jornal três esses: Sangue, Sport e Sexo.
 
A terceira vez , para ser repórter especial e copidesque no secretariado de Ronildo Maia Leite no Diário da Noite.
 
A quarta vez, para dividir o secretariado com Fernando Calheiros.
 
E a quinta vez, para acumular os cargos máximos de diretor responsável e chefe de redação do Jornal do Comércio. Fui com carta branca dos donos. Que nunca gostei de ser pau mandado. Esta última passagem depois conto.
 
Fui comandado por grandes jornalistas, que eram meus amigos pessoais. Que me respeitavam. Deles fui companheiro de boemia (o único que não bebia era Abdias Moura). Posso dizer, trabalhei com os melhores e principais jornalistas de Pernambuco, do final dos anos 50 aos anos 90.
 
F. Pessoa de Queiroz fundador do Jornal do Comércio
F. Pessoa de Queiroz fundador do Jornal do Comércio
 
 
Eu não entendo por que tanto editores, hojemente, no Jornal do Comércio, que fecharam o Diário da Noite. E nesta brecha, o Diário de Pernambuco lançou o jornal Agora. Mas o Diário da Noite dava de chinelo, escrito por grandes jornalistas, poetas e  escritores.
 
O Jornal do Comércio ostenta vários editores por vários motivos (que o patrão não é besta): para não pagar hora extra, pela condição de exercer um cargo da máxima confiança ou máxima fidelidade, de ser um sargento de fitas de melão, um praça pronto para furar uma greve de teatro.
 
Não é que aconteceu: na antevéspera das eleições sindicais, fui barrado na portaria do Jornal do Comércio (na mesma tarde fui recebido, fraternalmente, nas redações do Diário de Pernambuco e Folha da Manhã).
 
Quanta burrice! Não esperavam os feitores, os seguranças, os ditadores de m., que eu voltaria depois, por força da lei, para tentar fiscalizar, tentar o impossível, para evitar que fosse engravidada a urna volante que aterrizou no prédio construído por F. Pessoa de Queiroz.
 
(Continua)
 
 
Editor ruminando uma ficiticia pauta sobre grilagem de terras no Recife
Editor ruminando uma ficticia pauta sobre grilagem de terras no Recife. Ilustração de Kianoush Ramezani
 
 
 
Veja nos links os temas proibidos pela autocensura do monopólio JCPM: despejo policial, despejo judicial, sem teto, grilagem de terra, manguezal, direitos dos favelados.