UM BOM EXEMPLO

É e não é um movimento paredista.

Que as forças armadas não podem entrar em greve.

É e não é um movimento de descontentamento.

Que as forças armadas quando protestam, sinal que há mais que aviões de carreira no ar.

Acontece que “licença de fome” é uma boa! Para o trabalhador que ganha o congelado salário mínimo do mínimo

SOS ESTRADAS

Ocorrem pelo menos 723 acidentes por dia nas rodovias pavimentadas brasileiras. Média de trinta por hora ou um a cada dois minutos.

Eis a estatística cruel:

+ 42 mil pessoas morrem por ano vítimas de acidente de trânsito

+ 24 mil morrem em razão de acidentes nas estradas

+ 13 mil morrem no local do acidente

+ 11 mil são feridos graves que morrem posteriormente

A melhoria das condições das rodovias não significa que teremos uma redução dos acidentes, pois 90% são provocados por falha humana.

O coordenador do SOS Estradas, Rodolfo Alberto Rizzotto, denuncia a existência de “uma fábrica de motoristas infratores, cuja produção está aumentando, estimulada pela impunidade. Milhares de pessoas morrem sem nenhuma justificativa. Não podemos esperar que os infratores contumazes sejam conscientizados, pois estamos vivendo uma epidemia”.

Para o deputado deferal José Chaves, Pernambuco, “aqueles que causarem acidentes graves, estando alcoolizados, não podem ser liberados após pagamento de fiança”.

Projeto de sua autoria tornar inafiançável o crime de trânsito praticado nessa condição.

Falta ser aprovado.

O PAÍS DO SEGREDO

Tudo no Brasil é secreto.

Começa pelo óbvio: as contas secretas nos paraísos fiscais. Contas do tráfico de moedas e outros contrabandos. De armas, de drogas, de madeira, de minérios, de petróleo e de botijas de ouro e prata. De pedras no meio do caminho. Preciosas pedras.

Tem sigilo bancário para o enriquecimento ilícito.

Políticos já foram filmados e fotografados escondendo dinheiro nas cuecas, nas meias e outros recantos. Apesar dos advogados blindados, existem leiloeiros de estatais que construíram paredes falsas, em diferentes moradias, para guardar milionárias propinas.

Nos jogos da Caixa Econômica, os prêmios para os amigos ocultos lavaram mais branco a grana das famosas comissões de obras invisíveis e serviços fantasmas.

Tem segredo de justiça nos inquéritos policiais.  

Tem a justiça secreta do foro especial, criado no último mês do oitavo ano terminal do governo de Fernando Henrique.  

E no país do samba “segredo é para quatro paredes”, no governo Lula da Silva, foi criado o sigilo eterno.

O jornaleiro

O Brasil já votou este referendo. Para que repeti-lo?

O Brasil apenas faz plebiscito tipo besterol.

O presidente Jango Goulart realizou um, Tancredo Neves era o primeiro-ministro, para perguntar se o brasileiro queria  a continuação do parlamentatrismo ou a volta do presidencialismo.

Jango terminou golpeado.

Com a redemocratização, na primeira eleição direta para presidente, voltaram a perguntar se o povo queria o parlamentarismo ou o presidencialismo ou uma monarquia. Ora, ora, era uma eleição presidencialista. A que Fernando Collor foi eleito. 

Existem coisas mais sérias para perguntar para o povo. Neste mês de maio, o Equador realiza um plebiscito para valer.  Um referendo que o Brasil não ousa.

o jornaleiro

Pretendo realizar um estudo das capas dos jornais.

Mostrar que as meias-verdades principiam com a manchete principal.

Comecei no jornalismo menino ainda.

Sempre no batente.

Fui professor de Jornalismo, da Universidade Católica de Pernambuco, durante nove anos.

E diretor responsável de várias revistas e jornais das Províncias do Rio Grande do Norte e Pernambuco: A República, em Natal; Jornal do Comércio, Diário da Noite, Jornal da Semana, Correio da Manhã/ Sucursal, no Recife, cidade que moro.

Também me orgulha ter sido repórter especial, colunista político e editor do Diário de Pernambuco.

Tenho 74 anos. Nasci no dia 12 de janeiro, em Limoeiro, Pernambuco.

Sou aposentado pelo INSS, a previdência dos pobres, com uma pensão mensal de um salário mínimo.

Este o preço da honestidade no Brasil.

Pedi aposentadoria aos 70 anos.

Talis Andrade

talis.andrade@bol.com.br