Como evolui a crise no Basil

A crise política brasileira já foi muito comparada à série de ficção “House of Cards”, que narra os segredos e as intrigas nos bastidores da Casa Branca, mas evoca cada vez mais o cenário apocalíptico dos zumbis de “The Walking Dead”. Ao menos, é assim que o jornal britânico Financial Times explicou a trama tupiniquim para seus leitores.

Em meio às manobras políticas, midiáticas e jurídicas surreais a que os brasileiros têm assistido nos últimos meses, o enredo da série protagonizada por Francis Underwood (Kevin Spacy) – um vice-presidente dos EUA que assume a presidência após arquitetar secretamente o impeachment do chefe na nação, valendo-se dos meios mais inconfessáveis para se perpetuar no poder – parece, de fato, “entediante”, como colocou o popular vlogueiro norte-americano Hank Green

Até a produção da série, produzida pela Netflix, brincou com a comparação, publicando um gif no Twitter em que Underwood se diverte “assistindo ao noticiário brasileiro” no dia em que o juiz Sérgio Moro vazou ilegalmente o áudio de conversas particulares entre Dilma e o ex-presidente Lula.

https://mobile.twitter.com/HouseofCards/status/710244596844986368/photo/1

“os políticos mortos-vivos [‘Walking Dead’] de Brasília ameaçam transformar um país que já teve uma das mais vibrantes histórias de crescimento global na economia zumbi do mundo emergente”.

E enquanto analistas advertem para a marcha da insensatez que tomou conta da nação, cresce o temor de que a metáfora apocalíptica seja levada às suas últimas consequências com a explosão de confrontos registrados nas ruas e nos espaços públicos do país. Esperemos os próximos capítulos. Leia mais e veja vídeos

O desespero dos golpistas

por Ribamar Fonseca

Os sinais de mudança na direção do vento do impeachment que, com o desembarque do PMDB do governo soprava a favor do golpe, estão levando ao desespero todos os golpistas, entre eles a Globo, os quais já perderam a confiança no sucesso da empreitada e, preocupados com a perspectiva de fracasso, partiram para o tudo ou nada. Graças às redes sociais, os Marinho, apesar do seu fantástico poder de influência com a sua gigantesca máquina de comunicação, não conseguiram fazer a cabeça de todo mundo quanto à legalidade do impeachment e, irritados, passaram a hostilizar, em editorial no seu jornalão, até os artistas e intelectuais que manifestaram apoio à presidenta Dilma Rousseff, entre eles atores e atrizes da própria Globo. Acusou-os de serem sustentados com dinheiro público, daí o comparecimento ao Palácio do Planalto para incensar a Presidenta. Enlouqueceram?

Ao mesmo tempo, a outra peça da engrenagem montada para afastar Dilma do Planalto e banir Lula da vida pública, o juiz Sérgio Moro, faz uma nova investida para chegar ao ex-presidente operário, desta vez tentando liga-lo à morte do prefeito Celso Daniel. E a nova fase da Operação Lava-Jato, desencadeada no limiar do fim de semana, faz prisões e conduz coercitivamente o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, para depor. Será que Delúbio foi notificado antes e se recusou a depor, para ser conduzido à força, ou simplesmente seria mais um abuso de autoridade do magistrado do Paraná? Aparentemente esta nova ação, que traz Moro de volta ao noticiário, teria o objetivo de encontrar alguma coisa que possa respingar em Lula e, desse modo, com a escandalização pela mídia, contribuir para mudar novamente os ventos em favor do golpe. E todos têm pressa diante dos prazos para o encerramento dos trabalhos da comissão do impeachment.

Contido alguns dias pela firme atuação do ministro Teori Zavascki, cuja decisão, de manter no Supremo o processo que investiga o ex-presidente, foi confirmada pelo plenário daquela Corte, o juiz Sergio Moro voltou para a frente dos holofotes sem aparentar nenhuma mudança de comportamento, embora tramite contra ele 14 ações no Conselho Nacional de Justiça, inclusive pedindo o seu afastamento, que já foi negado pela atual corregedora Nancy Andrighi. Ninguém, na verdade, acredita que alguma dessas ações produzirá o efeito desejado, talvez nem mesmo o próprio magistrado. Por isso, ouve-se com frequência suspiros de saudade da ministra aposentada Eliane Calmon que, certa feita, quando corregedora do CNJ, provocou arrepios no Judiciário ao afirmar que havia “muito bandido de toga”.

O fato é que é visível o esforço da Globo para descaracterizar o golpe, pretendendo com isso atrair o apoio popular e os votos para a aprovação do impeachment. Sua mais recente investida foi colocar no ar, no “Jornal Nacional”, entrevistas do jurista Yves Gandra Martins e do ministro aposentado Carlos Velloso, para, com base na autoridade que lhes confere o saber jurídico, contestarem declarações do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, que afirmou caber recurso à mais Alta Corte de Justiça do país caso o pedido de impeachment passe pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. O argumento dos dois é o de que o rito para o desenvolvimento do processo pela Câmara dos Deputados foi definido pela própria Corte, cujo presidente é quem presidirá a sessão do Senado. Por conta desses dois detalhes, segundo eles, a decisão do Senado será definitiva.

O argumento surpreende até mesmo os leigos, pois, em primeiro lugar, o STF definiu apenas o rito, ou seja, a forma como o processo de impeachment deverá ser conduzido na Câmara, o que não significa que tenha eliminado a exigência de crime de responsabilidade, estabelecida pela Carta Magna, para legalizar o afastamento da Presidenta da República. A sua eventual aprovação também pela Câmara Alta, mesmo presidida pelo presidente da mais Alta Corte de Justiça do país, igualmente não garante a sua legalidade se não for observado o requisito exigido pela Constituição. Por isso cabe, sim, recurso ao Supremo, como defendeu o ministro Marco Aurélio, porque o que a Corte vai julgar não é o cumprimento do rito mas se houve ou não observância do dispositivo constitucional que condiciona a medida extrema.

“O Judiciário – disse o ministro Marco Aurélio – é a última trincheira da cidadania. E pode ter um questionamento para demonstrar que não há fato jurídico, muito embora haja fato político, suficiente ao impedimento”. E acrescentou:

“Acertada a premissa, ela (a presidenta Dilma Roussef) tem toda razão. Se não houver fato jurídico que respalde o processo de impedimento, esse processo não se enquadra em figurino legal e transparece como golpe”. O ministro, que se revela como um dos mais lúcidos do Supremo Tribunal Federal, manifestou ainda sua preocupação com os riscos de violência, afirmando que “não queremos conflitos sociais. Queremos a paz social”. Mais adiante ele sugeriu: “O ideal seria o entendimento entre os dois poderes, como preconizado pela Constituição Federal para combater-se a crise que afeta o trabalhador, a mesa do trabalhador, que é a crise econômico-financeira. Por que não se sentam à mesa para discutir as medidas indispensáveis nesse momento? Por que insistem em inviabilizar a governança pátria?”

Os planejadores e condutores do processo de impeachment estão convidados a responder a estas perguntas do ministro Marco Aurélio Mello, as quais, na verdade, são os mesmos questionamentos do povo brasileiro. O Brasil, afinal, não precisa de um cadáver nas ruas para que, enfim, todos compreendam a necessidade de pacificação para encontrar-se um caminho que conduza às soluções para os problemas nacionais. E esse caminho não passa pela derrubada da presidenta Dilma Roussef, nem pelo banimento de Lula da vida pública.

Delírios em tempos de cólera fascista

A empreitada golpista entrou na fase do tudo ou nada, promovendo uma fissura na sociedade e instilando ódio e intolerância entre os brasileiros

 

por Jeferson Miola

 

Nestes tempos coléricos, de grande exacerbação ideológica, o fanatismo, o ódio e a irracionalidade são propagados com perturbadora naturalidade. A razão é substituída pelo delírio, pela dislexia, por uma visão delirante e deturpada, em que crenças são forjadas para justificar o extermínio do outro – no caso, o extermínio do PT, do Lula, da Dilma.

O processo de cassação de Eduardo Cunha se ampara em provas contundentes, porém está estacionado na Câmara dos Deputados. Quando anda, é em passos de tartaruga, para em seguida ser travado novamente com manobras regimentais apoiadas pelo PSDB, DEM, PPS, PTB, PMDB. Já o processo de impeachment da Presidente Dilma, instalado apesar da absoluta inexistência de fato determinado, tem um rito acelerado por este mesmo psicopata corrupto que preside a Câmara dos Deputados.

Quando se trata do PT, do Lula e da Dilma, os fatos não são o que são; porque os fatos são o que os justiceiros do condomínio juridico-midiatico-policial querem que eles sejam. Quando, entretanto, se trata do PSDB, do Aécio, FHC, Alckmin, Serra, o Brasil é transportado para uma realidade virtual de santidades puras, honestas, decentes …

Disso não poderá resultar coisa boa. Os golpistas sabem que estão conduzindo o país para o caos; para um inferno de dimensões imponderáveis, porque o povo não aceitará nem um minuto de vigência de qualquer solução que não esteja prevista na Constituição Brasileira. Transcrevi trechos 

TRINTA ANOS DE EXÍLIO. Mirian Dutra volta ao Brasil para provar que era sustentada por empresas alcoviteiras de FHC que comprou para o filho deles um apartamento de 200 mil euros

Mírian Dutra volta do exílio para denunciar as alcoviteiras de Fernando Henrique: a proxeneta Brasif e a cafetina TV Globo. A Polícia Federal propaga os depoimentos na Lava Jato, desde que sejam contrários ao PT e partidos aliados. O juiz Sergio Morou vai além do crime de vazamento, para entregar para TV Globo os grampos de conversas da presidente Dilma Rousseff. Clique nos links. Miriam vem apenas provar o que todo mundo já sabe. Foi forçada a ir para o exílio, depois de oito anos de concubinato com Fernando Henrique. Um exílio pago pela TV Globo e pela Brasif. Trinta anos de exílio. Só não está explicado como Fernando Henrique arranjou dinheiro para comprar um aparamento de 200 mil euros para o filho dele com Mirian na Espanha. Comprou um apartamento em Paris. Recentemente comprou um terceiro para a atual esposa, conforme contrato nupcial. Haja dinheiro

 

EXCLUSIVO: MÍRIAN DUTRA MARCA DEPOIMENTO À POLÍCIA FEDERAL EM INQUÉRITO SOBRE FHC

 

por Joaquim de Carvalho

 

Já tem data marcada o depoimento da jornalista Mírian Dutra à Polícia Federal. Será no dia 7 de abril, às 10 horas. Mírian mora em Madri, mas preferiu depor em São Paulo, na presença de seu advogado, José Diogo Bastos.

Na declaração que me deu, depois que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a citou numa entrevista ao Estadão, Mírian disse: “Estou esperando essa solicitação da Polícia Federal para depor e contar o que realmente acontecia. O senhor Fernando Henrique Cardoso não pode esquecer que tenho todos os recibos, e tenho os contratos comigo. Não se iluda.”

Mírian recebeu ontem de manhã o telefonema de um escrivão da Polícia Federal em Brasília, e hoje um adido da PF em Madri ligou novamente, para dizer que ela poderia depor na capital espanhola, se quisesse. Seu advogado retornou o contato da Polícia Federal em Brasília e marcou a data do depoimento, que será em São Paulo.

Mírian vai depor como testemunha, num inquérito que tem como alvo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A investigação foi aberta depois que a Folha de S. Paulo publicou a cópia do contrato que Mírian Dutra assinou com a Brasif quando Fernando Henrique Cardoso ainda era presidente da República e ela trabalhava na TV Globo.

“Eu nunca trabalhei para a Brasif. O que aconteceu na época é que a TV Globo cortou 40 por cento do meu salário, e o Fernando Henrique arrumou esse contrato para complementar minha renda”, disse Mírian Dutra.

Eram 3 mil dólares por mês, depositados na conta da jornalista Mírian Dutra. Em 2009, sem que Mírian soubesse, Fernando Henrique divulgou à imprensa que tinha reconhecido a paternidade de Tomás, então com 18 anos, num cartório da Espanha. Em 2011, também sem que Mírian soubesse, ele disse ter feito exame de DNA e descoberto que o filho não era dele.

Em 2014, o advogado de Mírian notificou duas vezes Fernando Henrique Cardoso para que apresentasse os documentos de reconhecimento de paternidade e o resultado do DNA. O ex-presidente não respondeu às notificações, e alguns meses depois comprou para Tomás um apartamento em Barcelona. Pagou em dinheiro: 200 mil euros.

O caso Brasif chamou a atenção da PF porque a empresa era concessionária do governo federal. Controlava as lojas duty free dos aeroportos brasileiros, e seu proprietário recebeu pelo menos onze concessões de TV durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, em sociedade com Alberico de Souza Cruz, que foi diretor de jornalismo da Rede Globo e chefe de Mírian quando ela decidiu se mudar para a Europa, e acabou contratada por uma TV de Roberto Marinho em Portugal.

Além disso, remessas de dinheiro através de contratos fraudulentos indicam a existência de lavagem de dinheiro. É o que a Polícia Federal, em tese, deve apurar.

 

 

País não pode ir a reboque de vara federal de Curitiba. Os grampos e as prisões políticas de Moro

por Giselle Souza

A liderança do país não pode ficar a cargo da 13ª Vara Federal de Curitiba e do Ministério Público Federal. A crítica é do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro, Felipe Santa Cruz, em discurso na noite de segunda-feira, dia 14/3, ao ser empossado para seu segundo mandato à frente da entidade.

De acordo com Santa Cruz, a despeito da grave crise política, a sociedade precisa cobrar as soluções em foros adequados. “A liderança do país não pode ocorrer em uma vara federal em Curitiba. O juiz tem seu papel, mas não pode ser o líder da nação brasileira, pois não foi legitimamente eleito para isso”, afirmou. Leia mais:

● Coletânea de textos: Doutor Sérgio Moro e sua Operação Lava-Jato
● Vídeo: Ao vivo e em cores, William Bonner chama Dilma de Fernando Henrique Cardoso
● “Grampo é um estupro ao Estado Democrático de Direito”, acusa presidente da OAB/SP
● Escândalo: O grampo foi na sala da presidenta Dilma e não no telefone de Lula
● Moro e Globo conseguiram: Coxinhas alucinados espancam garota na Paulista
● PF diz que gravou Lula após decisão de encerrar escuta e responsabiliza Moro
● Ato impensado de Sérgio Moro coloca país em risco
● Lei de Segurança Nacional: Sérgio Moro divulgou grampos ilegais de autoridades com foro especial
● Absurdo total: Sérgio Moro grampeou Lula, Dilma e monitorou até STF
● Coletânea de textos: O início do fim da era plim-plim
● Coletânea de textos: A mídia como ela é… golpista e manipuladora
● Kennedy Alencar: Para atingir Lula, só novo “domínio do fato”

AS JORNALISTAS MARQUESA DE SANTOS DA POLÍTICA BRASILEIRA

O jornalismo anda de moral baixa. Todo escândalo político tem uma jornalista como amante. Assim como em todo assassinato de jornalista a participação de um policial.

As belas mulheres saem das páginas dos principais jornais e revistas, e das telas da TV Globo as ancoras que levaram Renan Calheiros a renunciar um mandato de senador, Fernando Henrique a comprar um apartamento de 200 mil euros na Espanha para um filho bastardo, e Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, pagar lições de tênis nos Estados Unidos. Umas casam, outras descasam. É no que dá escolher jornalista pela beleza.

Publica o Diário do Centro do Mundo hoje:

O QUE SE FALA EM BRASÍLIA SOBRE OS BASTIDORES DA DELAÇÃO DE DELCÍDIO

O mais novo escândalo sexual de Brasília envolve a diretora da IstoÉ em Brasília, Débora Bergamasco, que abandonou o marido, o jornalista Marcelo Moraes, diretor do Estadão, também em Brasília, para ir viver com José Eduardo Cardozo, então ministro da Justiça.

Débora, antes de ser da IstoÉ, passou uma temporada chefiando a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça, ironicamente indicada pelo marido, que foi obrigado a tirá-la do Estadão por conta de sua ação errática como repórter.

Na IstoÉ, Débora foi autora de uma entrevista com Cardozo, de quem já era namorada, chamada “A resposta de Cardozo”, feita para isentá-lo das responsabilidades em relação à atuação da PF.

Hoje, Débora Bergamasco publica com exclusividade a delação premiada de Delcídio Amaral, que provavelmente ela já tinha em mãos, graças a sua ligação com Cardozo.

É uma matéria que, apesar de não ter uma única prova que não sejam as falas de, levanta denúncias graves contra Lula e Dilma, e a autora é atual mulher do atual Advogado Geral da União.

FHC entregou 100.000 dólares à Brasif para que fosse remetendo valores dessa soma à amante jornalista

Revelações da jornalista Mirian Dutra, de 55 anos, ex-amante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sacudiram a já convulsionada vida política do Brasil. A jornalista, que atualmente vive em Madri, afirmou que uma empresa, a Brasif S.A. Exportação e Importação, que operava na época, entre outras coisas, as lojas de duty free de vários aeroportos, lhe enviava todos os meses, de 2002 a 2006, cerca de 3.000 dólares mensais em virtude de um contrato falso que, na realidade, era um pagamento encoberto de uma pensão que o ex-presidente dava a Dutra para ajudar na manutenção do filho de ambos, Tomás. O menino nasceu em 1991, fruto de uma relação que o político e a jornalista haviam mantido desde 1985. Em uma entrevista concedida ao jornal Folha de S.Paulo, a jornalista disse que Fernando Henrique Cardoso lhe pediu inclusive que abortasse, mas ela preferiu seguir em frente com a gravidez. “Fui para Portugal e a rede Globo me contratou, mas eu não ganhava o suficiente para manter meus filhos (…) anos depois, quando vivia em Barcelona, me senti exilada porque quis voltar ao Brasil e não me deixaram”.

A autora da entrevista lhe perguntou, então, quem não a deixou, e Dutra responde: “[O então senador] Antônio Carlos Magalhães e seu filho Luis Eduardo Magalhães (aliados políticos de Henrique Cardoso na época) estavam envolvidos na reeleição [do ex-presidente]”. Assim, a história do pagamento começou por meio de uma empresa intermediária para complementar o salário da jornalista na rede Globo.

Segundo explica Dutra, Cardoso, que governou o país de 1995 a 2002, entregou 100.000 dólares à Brasif para que fosse remetendo valores dessa soma à jornalista, à base de 3.000 dólares ao mês. O contrato, reproduzido em parte pela Folha de S.Paulo, especifica que Dutra realizava o “serviço de acompanhamento e análise do mercado de vendas a varejo a viajantes”. A ex-jornalista comenta que “jamais pisou em uma loja” em sua vida para trabalhar. A Brasif confirmou em nota que contratou a jornalista Mirian Dutra e que o ex-presidente não teve qualquer interferência nessa contratação, além de não ter feito depósitos em nenhuma empresa do grupo. Transcrevi trechos de artigo de Antonio Jiménez Barca, in El País, Espanha