Deolindo Tavares

 

DEOLINDO TAVARES

 

Via – Lactea

Abre tua janela que por ela entrará a Via – Láctea.
E se não tiveres uma janela para te debruçares,
Adormece que verás como ela se transformará
Em flores e em pássaros no teu sonho.
Para mim ela é um número incontável de olhos
Que me despem.
Para mim ela é como punhal envenenado
Ou espada de fogo que me trespassa.
Eu não vê-la-ei jamais,
Pois meus olhos já estão cegos para a visão,
Porque meus olhos são duas tristes paisagens
Na moldura ridícula de meu rosto.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

Um comentário em “Deolindo Tavares”

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