GOLPE A JATO Previsibilidade das prisões de Moro e chacina de camponeses

Governo Dilma Rousseff (PT) já espera nova ofensiva do juiz Sérgio Moro nesta semana da votação do parecer do impeachment. As operações autorizadas pelo juiz sempre foram, coincidentemente, concatenadas com vazamentos pela imprensa e com a pauta do golpe parlamentar, montada por Eduardo Cunha e Michel Temer, ambos do PMDB.

As ações da Lava Jato contra o PT já se tornaram previsíveis, devido a coincidência entre as ações e a pauta política do golpe.

Além disso, uma série de gafes foram cometidas por Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato.

De acordo com reportagem do Estadão, deste dia 09 de abri, entre os ocupantes do Palácio do Planalto há a certeza de que o juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações sobre o escândalo da Petrobrás na primeira instância, prepara uma ofensiva para atingir o governo na semana em que o impeachment deve ser votado no plenário da Câmara.

“Além de vazamentos relacionados a delações premiadas, há o temor de que Moro deflagre uma nova fase da operação e decrete a prisão de dois nomes que já tiveram bastante proximidade com a presidente: os ex­ministros da Casa Civil Antonio Palocci e Erenice Guerra. Segundo a delação premiada dos executivos da empreiteira Andrade Gutierrez que veio à tona esta semana, Palocci e Erenice teriam ajudado a estruturar o esquema de propina na obra da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará”, diz a reportagem do jornal direitista.

Se Moro vai prender, debaixo de vara, Palocci e Erenice, por que não hoje ou amanhã?

Por que esperar pela véspera ou dia da votação do impeachment?

O prende e solta, o solta e prende e arrebenta de Moro indica que não se faz ditadura sem lista de presos políticos, sem tortura e morte. A tortura psicológica já existe. E lá na república do Galeão do Paraná começaram as chacinas de camponeses. Para fazer os serviços sangrentos existe a polícia do governador Richa. Em São Paulo temos a polícia que mata negros e prende e bate nos estudantes de Alckmin.

 

MST exige punição imediata dos responsáveis pelo crime cometido contra Sem Terra no Paraná

Na tarde desta quinta-feira (07 de abril), famílias do MST, organizadas no Acampamento Dom Tomas Balduíno, no município de Quedas do Iguaçu, região central do Paraná, foram vitimas de uma emboscada realizada pela Policia Militar do Estado e por seguranças contratados pela empresa Araupel.
 
No ataque covarde promovido pela PM e por seguranças da Araupel, foram assassinados os trabalhadores rurais, Vilmar Bordim, de 44 anos, casado, pai de três filhos e Leomar Bhorbak, de 25 anos, que deixa a esposa grávida de nove meses. Também foram feridos mais sete trabalhadores e dois detidos para depor e já foram liberados.
 
O acampamento, cuja ocupação teve início em maio de 2015, possui aproximadamente 1,5 mil famílias e está localizado no imóvel rural Rio das Cobras, que foi grilado pela empresa Araupel. A Justiça Federal declarou, em função da grilagem, que as terras são públicas e pertence à União, portanto, devem ser destinadas para a reforma agrária.
 
Segundo o relato das vítimas do ataque, não houve confronto algum. A emboscada ocorreu enquanto aproximadamente 25 trabalhadores Sem Terra circulavam de caminhonete e motocicleta, há 6 km do acampamento, dentro do perímetro da área decretada pública pela justiça, quando foram surpreendidos pelos policiais e seguranças entrincheirados.
 
Estes alvejaram o veiculo onde se encontravam os Sem Terra, que para se proteger, correram mato adentro em direção ao acampamento, na tentativa de fugir dos disparos que não cessaram. Em relato a PM admite que os dois corpos fossem recolhidos de dentro da mata. Todas as vítimas foram baleadas pelas costas, o que deixa claro que estavam fugindo e não em confronto com a PM e seguranças.
 
O local onde ocorreu a emboscada ficou isolado pela PM por mais de duas horas, impedindo o socorro dos feridos. Além de bloquear qualquer outra pessoa que se aproximasse para socorrer e documentar a cena do crime a polícia removeu as vítimas sem a presença do IML, bem como, os objetos da cena do crime.
 
A Polícia Militar criou um clima de terror na cidade de Quedas do Iguaçu, tomou as ruas, cercou a delegacia e os hospitais de Quedas do Iguaçu e Cascavel para onde foram levados os feridos, e impediu qualquer contato das vitimas com os familiares, advogados e imprensa.
 
O ataque da PM aos Sem Terra aconteceu após o Deputado Rossoni assumir a Chefia da Casa Civil do Governo do Paraná e, que, coincidentemente, esteve em visita ao Município de Quedas do Iguaçu, no dia 01 de abril de 2016, acompanhado do Secretário de Segurança Publica do Paraná, Wagner Mesquita, além de representantes das cúpulas da policia do Paraná, que determinaram o envio de um contingente de mais de 60 PMs para Quedas do Iguaçu.
 
O MST está na região há quase 20 anos, e sempre atuou de forma organizada e pacífica para que houvesse o avanço da reforma agrária, reivindicando que a terra cumpra a sua função social. Só no grande latifundiário da Araupel foram assentadas mais de 3 mil famílias.
 
 
O MST exige justiça e:
 
 
– Imediata investigação, prisão dos policias e seguranças, e punição de todos os responsáveis – executores e mandantes- pelo crime cometido contra os trabalhadores rurais Sem Terra.
 
– O afastamento imediato da policia militar e a retirada da segurança privada contratada pela Araupel.
 
– Garantia de segurança e proteção das vidas de todos os trabalhadores acampados do Movimento na região
 
– Que todas as áreas griladas pela empresa Araupel sejam destinadas para Reforma Agrária, assentando as famílias acampadas.
 
Veja vídeo: o governador Richa não manda os bombeiro apagar suposto incêndio, envia armadas forças policiais

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

Um comentário em “GOLPE A JATO Previsibilidade das prisões de Moro e chacina de camponeses”

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