Dilma seria a primeira vítima de um impeachment votado pelo Congresso

O GOLPE NÃO PASSARÁ

 

Pela mostragem do jornal golpista O Estado de São Paulo, os bandos comandados por Michel Temer, Eduardo Cunha, José Serra, Aécio Neves, Bolsonaro e Caiado ainda  não conseguiram os votos para cassar Dilma Rousseff.

Antes de Dilma existiram dois processos de impeachment: contra Getúlio Vargas acusado de querer implantar uma república sindicalista. A mesma acusação valeu para os militares decretarem a ditadura de 64. A petição contra Getúlio foi rejeitada pela Câmara em 1953.

O impeachment de Fernando Collor, acusado de corrupção pelas suas ligações com PC Farias, não chegou a ser votado. Ele renunciou  em meio ao processo, em 1992.

Caso a conspiração de Cunha prevaleça, Dilma seria vítima do primeiro impeachment na História da República do Brasil.

O Estado de São Paulo, jornal separatista da tentativa de guerra civil em 1932, golpista em 1954, que resultou no suicídio de Getúlio Vargas, golpista em 64, com a derrubada de Jango, publicou ontem a seguinte manchete enganosa:

 

“Oposição tem 261 votos por
impeachment e governo, 117″

Comenta Anthony Garotinho:

O Estadão ouviu 442 dos 513 deputados. O placar ficou em 261 pró-impeachment e 117 contra. É claro que é apenas um levantamento que retrata o sentimento hoje.

Nas próximas duas semanas quando Eduardo Cunha pretende votar o parecer que for aprovado na Comissão Especial do Impeachment muita água vai rolar para os dois lados.

Mas se tomarmos a amostragem do Estadão, o impeachment não passaria. Se fossem 442 deputados seriam necessários 294 votos para o processo de impeachment ser aberto, mas só 261 se dizem favoráveis hoje.

A verdade é que tanto o governo quanto a oposição calculam que existam hoje em torno de 50 deputados indecisos. E o governo está em campo jogando todas as cartas, um por um dos parlamentares.

O sentimento da maioria hoje em Brasília é o que na Câmara o impeachment já esteve mais forte, e que o governo já conseguiu atrair alguns votos. Mas como diz o jargão do futebol “o jogo só acaba quando termina”.

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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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