Os escritores pernambucanos e o golpe

por Fernando Monteiro

ESTOU CANSADO DAS PESSOAS QUE DIZEM QUE ESTÃO “CANSADAS” DOS “ASSUNTOS DE POLÍTICA” NESTE FACEBOOK.

Estou cansado disso, primeiro porque, eu suponho, elas querem se sentir “especiais” etc, com um muxoxo meio esnobe de quem acha vulgar (?) tentar socorrer o país, em hora perigosa como esta.

E cansado também porque a maior parte dessas pessoas quer
fazer crer que consegue se equilibrar sobre uma absoluta serenidade enfastiada, resumindo suas posições pela descrença que alude a “todos, todos serem corrutos, nenhum se salva” etc etc.

Estou cansado e aponto, com a mão, para as coxias deste inferno — cheias de “bem-intencionados” (???) olhando para os seus umbigos, crentes que o absenteísmo pode ser mais forte do que — por exemplo — um canalha como Carlos Heitor Cony (mas tem muitos outros!) saindo da cova da velhice indigna para vomitar impropérios em espaço bem pago da “Falha de São Paulo”.

Estou cansado, e isso não tem importância, eu sei (posso ouvir uns risinhos nas tais coxias), mas vou continuar aqui, discrepando do silêncio — infelizmente — da quase maioria absoluta dos escritores pernambucanos da minha geração perante um golpe de estado, “branco” ou menos branco, que se prepara no ninho de cobras que reúne as piores mentes & biografias da nação.


Fernando Monteiro, escritor, jornalista, poeta, romancista e biógrafo

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

Um comentário em “Os escritores pernambucanos e o golpe”

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