Mãe África

O jornaleiro

por Ernesto Moamba

Ó minha virgem África
Minha terra negra madrasta
Tu ja não es a minha mãe África
Repudiaste-me ainda criança
E hoje derramo lágrimas de vingança
Lágrimas acorrentadas de dor
Que escorrem desses olhos sem esperança
Ó minha virgem África
Minha pobre mãe
Que de dia p’ra noite,me negaste o amparo
Eis aqui meu corpo mãe
Que o fizeste da sua estrada para embarcares o sentido dos seus pecados
Deixando-me a só rastejar num mundo desamparado
Ainda lembro-me das suas lágrimas mãe
Caindo sobre o meu corpo,que de dia p’ra noite
Transformou-se num presídio da escuridão
Ó minha virgem África
Peço seu perdão.

(Liberta-te)
Moçambique

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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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