Um dia de derrota dos golpistas Temer, Cunha e Gilmar Mendes

A conspiração para derrubar Dilma Rousseff virou um movimento racista. Um encontro de skatistas, que coincidiu com a manifestação a favor do impeachment no Rio de Janeiro, acabou causando confusão no domingo.

Algumas das pessoas que pediam a saída de Dilma acharam que eles eram “infiltrados” de partidos políticos ‘de esquerda’ e de movimentos sociais. Os jovens skatistas foram reprimidos pela Polícia Militar. Uma vídeo-reportagem da página Analfabeto Político registrou o incidente (veja aqui).

“Olha, veio uma galera de skate […] muita gente. A polícia se assustou porque eles eram ‘de cor’. Realmente assusta a imagem”, disse um manifestante que pedia o impeachment de Dilma Rousseff em Copacabana.

Ainda no Rio, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) perdeu o apoio do seu partido. O deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), aliado do Palácio do Planalto, foi reconduzido à liderança do PMDB na Casa. A confirmação se deu cerca de duas horas após o parlamentar protocolar lista de assinaturas com apoio ao nome dele para o cargo.

Na semana passada, Picciani havia sido substituído pelo deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG) após a formação de outra lista de apoio em um movimento patrocinado pelo presidente do partido e vice-presidente da República, Michel Temer.

“Eu fui obrigado a fazer uma lista porque era a única forma de retonar ao mandato para o qual eu fui eleito e manter o calendário da bancada que prevê a eleição direta, sem listas, para fevereiro”, justificou Picciani.

Renan Calheiros (PMDB-Al) classificou como um “horror” e “retrocesso democrático” a resolução da Executiva Nacional do PMDB de derrubar Picciani. Ele criticou abertamente Temer, a quem culpou por aumentar a divisão na bancada do partido.

“O PMDB é um grande partido, porque não tem dono, é democrático. É um partido muito forte por isso”, afirmou. “Como é que pode a Executiva querer dizer agora quem é que vai poder entrar e quem não vai poder entrar? Ou seja, o PMDB a partir dessa decisão passará a ter dono? Isso é um horror”, disse Renan.

Temer reagiu e, em nota, afirmou que o PMDB não tem dono, mas também não tem “coronéis”. “É correta a afirmação de que o PMDB não tem donos. Nem coronéis”, sublinha a nota, que demonstra que o vice-presidente Temer está liderando a conspiração golpista, no lugar de Aécio Neves, simplório coadjuvante.

NO STF, Gilmar Mendes assume cada vez mais sua posição golpista. É um ministro parcial, partidário, cujo voto pode ser cantado de véspera, porque sempre favorável aos tucanos, que não aceitam a derrota nas urnas livres das diretas que elegeram Dilma presidente. O voto da maioria dos brasileiros vem sendo confirmado pelo apoio do povo nas ruas contra o impeachment, pela Democracia e contra qualquer tipo de ditadura.

Notadamente contra o semiparlamentarismo de Temer, que tem Eduardo Cunha como primeiro-ministro.

Valesse a vontade de Gilmar Mendes, o rito da votação do impeachment seria conforme o jeitinho de Cunha.

Após dois dias de julgamento sobre as regras de tramitação do processo de impeachment, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira de forma contrária à eleição da chapa apoiada pela oposição para a comissão especial da Câmara que vai analisar a denúncia de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). A Corte também determinou que o voto deve ser aberto, não secreto, na comissão.

A maioria dos ministros também votou favoravelmente a que o Senado tenha o poder de arquivar uma eventual abertura do processo de impeachment pela Câmara.

 

 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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