Para os bispos do Brasil o comando da Câmara dos Deputados não tem autoridade moral para pedir impeachment de Dilma

Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), organismo da CNBB, divulgou nota sobre a decisão de acolhida de pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

A Comissão considera a ameaça de impeachment que paira sobre o mandato da Presidente Dilma Rousseff, uma decisão de Eduardo Cunha, “estritamente embasada no exercício da política voltada para interesses contrários ao bem comum”.

E indaga: “O comando do legislativo apropria-se da prerrogativa legal de modo inadequado. Que autoridade moral fundamenta uma decisão capaz de agravar a situação nacional com consequências imprevisíveis para a vida do povo? Além do mais, o impedimento de um Presidente da República ameaça ditames democráticos, conquistados a duras penas.

Confira, abaixo, a íntegra do texto:

 

Para onde caminha o Brasil?

 

A Comissão Brasileira Justiça e Paz, organismo da CNBB, no ensejo da ameaça de impeachment que paira sobre o mandato da Presidente Dilma Rousseff, manifesta imensa apreensão ante a atitude do Presidente da Câmara dos Deputados.

A ação carece de subsídios que regulem a matéria, conduzindo a sociedade ao entendimento de que há no contexto motivação de ordem estritamente embasada no exercício da política voltada para interesses contrários ao bem comum.

O País vive momentos difíceis na economia, na política e na ética, cabendo a cada um dos poderes da República o cumprimento dos preceitos republicanos.

A ordem constitucional democrática brasileira construiu solidez suficiente para não se deixar abalar por aventuras políticas que dividem ainda mais o País.

No caso presente, o comando do legislativo apropria-se da prerrogativa legal de modo inadequado. Indaga-se: que autoridade moral fundamenta uma decisão capaz de agravar a situação nacional com consequências imprevisíveis para a vida do povo? Além do mais, o impedimento de um Presidente da República ameaça ditames democráticos, conquistados a duras penas.

Auguramos que a prudência e o bem do País ultrapassem interesses espúrios.

Reiteramos o desejo de que este delicado momento não prejudique o futuro do Brasil.

É preciso caminhar no sentido da união nacional, sem quaisquer partidarismos, a fim de que possamos construir um desenvolvimento justo e sustentável.

O espírito do Natal conclama entendimento e paz.

Carlos Alves Moura

Secretário Executivo

Comissão Brasileira Justiça e Paz

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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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