Inexplicável demora para prender o senador Delcídio, um dos dirigentes de FHC na Petrobras

O senador Delcídio do Amaral Gómez passou a mandar na Petrobras no governo de Fernando Henrique, que promoveu cinco leilões quermesses do Pré-Sal, e transformou a estatal em uma empresa de capital mais do que misturado.

Engenheiro eletricista, Delcídio do Amaral Gómez participou da construção e montagem da Usina de Tucuruí, no Pará, iniciada em 24 de novembro de 1974, no governo Ernesto Geisel, e inaugurada em 22 de novembro de 1984, pelo presidente João Figueiredo.

Depois de viver dois anos na Europa, trabalhando para a Shell, Delcídio Amaral voltou ao Brasil. Foi diretor da Eletrosul em 1991, responsável pelo planejamento energético da região sul, no governo de Fernando Collor.

Em março de 1994, ocupou a secretaria executiva do Ministério das Minas e Energia, onde permaneceu até setembro. No final do governo Itamar Franco foi ministro de Minas e Energia, de setembro de 1994 a janeiro de 1995.

Foi filiado ao PSDB de 1998 a 2001. Fez parte da diretoria de Gás e Energia da Petrobrás durante o Escândalo do apagão, a crise de energia de 2000/2001. No governo de Fernando Henrique Cardoso, que quebrou o regime de monopólio do petróleo, o trabalho de exploração, produção, refino e transporte do petróleo no Brasil.

ENTREGUISMO. A Petrobras passou a competir com outras empresas estrangeiras e nacionais em 1997, quando o presidente Fernando Henrique Cardoso sancionou a Lei N° 9.478, de 6 de agosto de 1997. Tal lei regulamentou a redação dada ao artigo 177, §1º da Constituição da República pela Emenda Constitucional nº9 de 1995, permitindo que a União contratasse empresas privadas para exercê-lo.

A partir daí foram criadas a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustiveis (ANP), responsável pela regulação, fiscalização e contratação das atividades do setor, e o Conselho Nacional de Política Energética, órgão encarregado de formular a política pública de energia.

NEPOTISMO. Fernando Henrique entregou a ANP ao genro, David Zylbersztajn. E a presidência  da Petrobras a outro corrupto, Henri Philippe Reichstul. Que disputa com Shigeaki Ueki, a excrecência de ser o maior ladrão.

Com empobrecidos apadrinhados na ANP e Petrobras, FHC fez cinco leilões quermesses do Pré-Sal. Fatiou a Petrobras em quatro empresas, e o do que restou da Petrobras foi quase tudo entregue, chegando ao absurdo de abrir a empresa para a corrupção total, geral e irrestrita, pela dispensa de licitações no compra e vende, abrindo espaço para os Delcídios e os Eduardos Cunha.

FHC vendeu 39 por cento das ações da Petrobras, na bolsa de Nova Iorque. Não se sabe quantas ações mais foram negociadas, tanto que o presidente Evo Moraes, da Bolívia, denunciou que o Brasil tinha apenas a posse de 22 por cento do patrimônio da empresa.

Ninguém sabe os nomes dos acionistas, apenas que o especulador George Soros trocou ações da Vale do Rio Doce por ações da Petrobras, uma estranha negociata noticiada pela imprensa, como se tal jogada fosse possível. Em sendo verdade, a Petrobras é dona do maior pedaço da Vale.

FICHA SUJA. Enriquecido nos governos de Collor, Itamar e FHC, Delcídio elegeu-se ao Senado em 2002, pelo Mato Grosso do Sul.

Em 2005, ganhou projeção nacional ao presidir a CPMI dos Correios que apurou o mensalão.

No mês de agosto do ano de 2009, o senador votou pelo arquivamento das ações contra o ex-presidente José Sarney, numa reunião do Conselho de Ética.

Em abril de 2015, foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff como líder do governo no Senado, o que explica a perda da blindagem, e prisão.

 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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