Um suspeito de corrupção não pode ser síndico nem presidir o Tribunal de Contas da União e a Câmara dos Deputados

É o caso do deputado Eduardo Cunha. Vide tags. As investigações da Operação Zelotes reforçam as suspeitas de envolvimento do ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, com o esquema fraudulento de anulação de dívidas fiscais.; há indícios no material recolhido de que Nardes foi o destinatário de pagamentos de aproximadamente R$ 1,8 milhão, divididos em três parcelas de cerca de R$ 600 mil cada; os pagamentos são suspeitos por terem na origem uma das principais empresas investigadas, a SGR Consultoria; o repasse da SGR seria uma espécie de comissão paga a Nardes por ele colaborar de algum modo com um caso específico na mira da Operação Zelotes: o sumiço de R$ 150 milhões em dívidas da RBS, retransmissora da TV Globo no Rio Grande do Sul, terra do ministro do TCU

Operação Zelotes suspeita de repasse de R$ 1,8 mi a Augusto Nardes

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Sigilo bancário, telefonemas e e-mails de empresa investigada apontam ministro do TCU beneficiado em anulação fraudulenta de dívida fiscal da RBS

nardes zelotes

247  – As investigações da Operação Zelotes reforçam as suspeitas de envolvimento do ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, com o esquema fraudulento de anulação de dívidas fiscais. A informação é da Carta Capital.

No material já recolhido durante as investigações, há indícios a apontar Nardes como destinatário de pagamentos de aproximadamente R$ 1,8 milhão, divididos em três parcelas de cerca de R$ 600 mil cada. Os pagamentos são suspeitos por terem na origem uma das principais empresas investigadas, a SGR Consultoria.

As desconfianças sobre Nardes amparam-se em informações obtidas a partir da quebra de sigilo bancário da SGR, de anotações encontradas em escritórios da empresa e de interceptações de telefonemas e e-mails de investigados.

Em alguns telefonemas e e-mails, por exemplo, uma funcionária da SGR tida como responsável por distribuir dinheiro ilícito, chamada Gigliane, recebe orientação para efetutar pagamentos ao “tio” e ao “Ju”. Nardes já foi sócio de um sobrinho advogado, Carlos Juliano Ribeiro Nardes, na empresa Planalto Soluções e Negócios. Os investigadores vêem ligações entre a SGR e a Planalto.

O repasse da SGR seria uma espécie de comissão paga a Nardes por ele colaborar de algum modo com um caso específico na mira da Operação Zelotes: o sumiço de R$ 150 milhões em dívidas da RBS, retransmissora da TV Globo no Rio Grande do Sul, terra do ministro do TCU. Nardes teria usado sua influência em Brasília e no seu antigo partido, o PP, para ajudar o grupo de comunicação.

O cancelamento dos débitos da RBS ocorreu no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão do Ministério da Fazenda em que as fraudes apuradas pela Zelotes se materializavam. Em troca da anulação da dívida, a empresa teria pago R$ 15 milhões a uma série de pessoas. Entre estas, um ex-conselheiro do Carf e sócio da SGR, José Ricardo da Silva, o Zé Ricardo.

Há quem veja possível ligação de Nardes com o esquema no Carf também por razões partidárias. Até ser nomeado ministro do TCU, ele era deputado federal pelo PP. A mira da Operação Zelotes já atingiu um conselheiro do Carf, Francisco Maurício Rebelo de Albuquerque e Silva, que é pai de um ex-líder do PP na Câmara dos Deputados, Dudu da Fonte.

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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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