Acusado mais um governador ladrão do partido de Sarney, Michel Temer, Eduardo Cunha e Renan Calheiros

OPERAÇÃO SODOMA

diario_cuiaba. Silval

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Governador Silval do Mato Grosso e mais cinco viram réus em ação

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Todos são acusados pelo MPE de extorsão, lavagem de dinheiro e organização criminosa, podendo pegar mais de 40 anos de prisão

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por RAFAEL COSTA

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) agora é réu em ação penal oriunda da Operação Sodoma da Polícia Civil que o aponta como líder de um esquema de “venda” de incentivos fiscais mediante recebimento de propina. Isso porque a juíza da 7ª Vara Criminal Selma Rosane Arruda acatou denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) que lhe atribui os crimes de concussão (praticado por funcionário público onde se consegue vantagem indevida), extorsão, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Também são réus os ex-secretários de Estado Pedro Nadaf e Marcel de Cursi, o procurador aposentado do Estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa, Silvio Cézar Correa de Araújo, e a funcionária da Fecomércio (Federação do Comércio), Karla Cecília de Oliveira Cintra. A soma dos crimes pode resultar em pena individual superior a 40 anos de reclusão. Todos tem o prazo de 10 dias para apresentar defesa à acusação.

A denúncia criminal afirma que o ex-governador Silval Barbosa é o chefe de um esquema de cobrança de propinas para inserir empresas no Prodeic (Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial) e assim usufruir de menor pagamento de impostos como o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviço).

“Um assombroso esquema de desvio de verbas públicas, seria liderado pelo denunciado Silval da Cunha Barbosa, então Governador do Estado de Mato Grosso, mediante fraude na concessão de benefícios fiscais do PRODEIC junto às empresas Tractor Parts Distribuidora de Autopeças LTDA, Casa da Engrenagem Distribuidora de Peças LTDA, e DCP Máquinas e Veículos LTDA (…) A denúncia narra que o acusado Silval da Cunha Barbosa e seus comparsas arquitetaram ardiloso plano, visando forçar e vincular as empresas sobreditas ao pagamento de parcelas mensais, a título de propina, dos quais foram os beneficiários”, diz um dos trechos.

O ex-secretário Pedro Nadaf teria a missão de levantar o dinheiro junto às empresas enquanto Marcel de Cursi seria o mentor intelectual ao oferecer seu conhecimento jurídico e tributário para garantir a prática das fraudes. O procurador aposentado Francisco Lima, conhecido como Chico Lima, e ex-chefe de gabinete Silvio Cézar Correa de Araújo, tinha a missão de “lavar” o dinheiro recebido com propina em factorings e empresas de recuperação de créditos.

A funcionária Karla Cecília Oliveira Cintra apontada como responsável pela operacionalização da lavagem do dinheiro.

Todo o esquema veio à tona com a Operação Sodoma da Polícia Civil. Em depoimento na Delegacia Fazendária, o empresário João Batista Rosa, um dos sócios do grupo Tractor Parts, confessou ter pago R$ 2,5 milhões de propina ao ex-secretário Pedro Nadaf.

O esquema de cobrança de propinas se arrastou até mesmo após a conclusão do mandato de Silval Barbosa. No período de maio a julho, o grupo político recebeu R$ 45 mil mediante extorsão de Pedro Nadaf ao empresário João Batista Rosa.

Além de favorecer o enriquecimento ilícito dos envolvidos, a cobrança de propina para empresas beneficiadas com incentivos fiscais serviu também para pagar dívidas de campanha do grupo político do ex-governador Silval Barbosa.

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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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