Papa Francisco e Portinari: Justiça social antídoto contra a guerra

O Sete de Setembro uma ocasião oportunista para os inimigos da Paz e da Liberdade realizar alucinados protestos de apologia da ditadura e bravatas de morte e golpe contra Dilma, e insanas propostas das castas que secularmente negam os direitos sociais e trabalhistas do povo em geral.

«Uma ocasião propícia» para «renovar a responsabilidade na busca de meios para prevenir todas as ameaças de conflito armado, através da promoção de maior justiça social, liberdade e solidariedade». São estes os votos do Papa Francisco na mensagem assinada pelo substituto da Secretaria de Estado, arcebispo Angelo Becciu, por ocasião da inauguração do restauro da obra «Guerra e Paz» no Palácio das Nações Unidas em Nova Iorque.

O fanatismo político esquece que o retorno da ditadura, com suas ameaças de prisões políticas e tortura, pode provocar uma guerra civil, e transformar o Brasil em uma Ucrânia, conflito financiado por George Soros, acionista da Petrobras, da Vale do Rio Doce; em uma Síria, uma Líbia ou um Sudão do Sul.

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In L’Osservatore Romano: Com efeito, os dois grandes afrescos, pintados pelo artista contemporâneo brasileiro Cândido Portinari (1903-1962), foram restituídos ao antigo esplendor depois de um restauro atento que durou cinco anos.

E a partir de hoje 8 de Setembro é possível admirá-los de novo na sede da assembleia geral da Onu, onde teve lugar a cerimónia inaugural. As obras, de 14 metros de altura por 10 de largura — que ilustram, por um lado, a ruína e a desolação da humanidade e, por outro, a representação de um mundo sadio e harmonioso — foram expostas também no Brasil e na França, graças ao «Projeto Portinari», dirigido pelo filho do artista, José Cândido Portinari e ligado à Universidade católica do Rio de Janeiro.

As palavras do Pontífice — prossegue a mensagem dirigida ao cardeal Orani João Tempesta, arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro — são hoje transmitidas a todas as pessoas desde mundo que, como denuncia a Evangelii gaudium, «está dilacerado pelas guerras e violências, ou ferido por um individualismo generalizado que divide os seres humanos e os põe uns contra os outros, visando o próprio bem-estar» (n. 99). Daqui, a conclusão: «Em fidelidade ao compromisso subscrito neste edifício das Nações Unidas aqui em Nova Iorque, esperamos ansiosamente o tempo em que as nações, “de suas espadas forjarão relhas de arados, e das suas lanças, foices. Uma nação não levantará a espada contra a outra, e não se arrastarão mais para a guerra” (Is 2, 4)».

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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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