TRAIÇÃO E GOLPE Temer ora defende ora acusa Dilma

Sinfronio
Sinfronio

Michel Miguel Elias Temer Lulia, nasceu em Tietê, no dia 23 de setembro de 1940, e foi longe demais, desde que, sem voto para vencer um eleição majoritária em São Paulo, foi indicado e eleito vice-presidente por Dilma Rousseff, cujo mandato termina em 2018. Até lá, Temer estará com 78 anos. Mesmo que fosse um nome conhecido dos sem terra, dos sem teto, sabe que, dificilmente, o brasileiro aposta em um candidato ancião. Seria preciso ser um líder carismático, popular, e com relevantes serviços prestados ao povo em geral. Que não é o caso de Temer.

Presidente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Temer joga sua cartada final. E conta com o apoio da banda podre do partido, que tem José Saney como presidente de honra; e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, o segundo vice-presidente, que passaria a primeiro vice; e Renan Calheiros, presidente do Senado Federal. O PMDB nunca esteve tão forte.

Dividido em grupos e sub-grupos, o PMDB se tornou um partido camaleão, e poderoso, tanto que, apesar dos processos que responde, elegeu Eduardo Cunha, adversário de Dilma, para presidir a Câmara.

Diante desse quadro adverso, Dilma decidiu nomear Temer, seu escolhido e preferido companheiro de chapa, como articulador político. Acontece que todas as votações coordenadas por Temer, na Câmara dos Deputados, o governo perdeu feio para Eduardo Cunha, que vem desengavetando e aprovando projetos de lei antipopulares, orquestrando crises e tramando um golpe.

BOMBA ESPERADA

Brum
Brum

Em 24 de agosto último, o conservador El País, de Espanha, publicava: “Bomba esperada.
Mesmo que fosse um movimento já esperado, houve quem considerasse a saída de Temer da rotina de articulador uma bomba política. A relação entre o peemedebista e a presidenta estremeceu duas semanas atrás. Na ocasião, Temer deu uma declaração dúbia ao fazer um apelo aos deputados federais. Disse que, diante da atual crise política, alguém precisaria assumir a responsabilidade de “reunificar o Brasil”.

TEMER JURA LEALDADE À DILMA

Thiagolucas
Thiagolucas

No dia 25 de agosto, o El País, publica reportagem de Afonso Benites: “Dentro do PMDB há alguns que querem que eu deixe e outros que continue. Entendi que, tento responsabilidade com o país, não posso deixá-la de uma vez’, afirmou [Michel Temer]

Assédio e impeachment. Mesmo assediado pela oposição, o vice reafirmou nesta terça que não vê nenhuma possibilidade de impeachment da petista. ‘Sempre tenho dito e repetido ao longo do tempo que qualquer possibilidade de impeachment será impensável’, declarou.

A declaração visa dissuadir, ao menos publicamente, os acenos dos oposicionistas que começaram quando Temer deu uma declaração à imprensa afirmando que alguém precisaria reunificar o país. Na ocasião, ele fazia um apelo aos deputados federais para não votarem a favor das pautas-bombas levadas ao plenário da Câmara pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Entre os que defendiam o afastamento da gestão petista está Cunha, inimigo declarado do Planalto. Já a ala que defende a manutenção é liderada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Em novembro, o PMDB deverá se reunir em sua convenção nacional para discutir, entre outros assuntos, se continua ou não dando suporte ao Governo Rousseff. Nas eleições do ano passado, 41% dos delegados do partido foram contra a coligação com o PT. Esse grupo é um dos responsáveis pelas diversas derrotas que Rousseff teve no Congresso”.

TEMER VOLTA A CRITICAR O GOVERNO

Nani
Nani

No dia 31 de agosto, El País publica reportagem de Carla Giménez: “O vice-presidente Michel Temer deixou de lado sua habitual ponderação para se queixar em público de algumas medidas tomadas pelo Governo. Nesta segunda-feira, Temer fez críticas ao projeto de recriação da CPMF, defendida pelo Governo na semana passada. ‘A sociedade não aplaude a volta repentina de um imposto’, disse Temer, durante um encontro de empresários e executivos em São Paulo, no Fórum da revista Exame.

Desde que a crise política se instalou no Palácio do Planalto, cada gesto de Temer é interpretado como um passo para distanciar-se do PT. Na semana passada, o vice anunciou que deixaria de ser a interface no Congresso, uma tarefa que assumiu em abril a pedido da presidenta, cansada das derrotas dos projetos apresentados na Casa. Disse, no entanto, que seguiria leal a Rousseff. Seja como for, ele se sentiu mais confortável para dar seus recados à mandatária em público”.

Mais do que um imposto um CPMF é a melhor armadilha para pegar ladrão do dinheiro público. Como aconteceu com o fim do cheque ao portador
Mais do que um imposto um CPMF é a melhor armadilha para pegar ladrão do dinheiro público. Como aconteceu com o fim do cheque ao portador
Anúncios

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

Um comentário em “TRAIÇÃO E GOLPE Temer ora defende ora acusa Dilma”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s