Líderes do PMDB conspiram para Temer ser presidente

Golpismo partiu de corruptos envolvidos no Lava Jato, que acreditam que Dilma poderia ter impedido investigações da Polícia Federal

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Zop
Zop

Desgostosos líderes do PMDB começaram a trabalhar em várias (?) frentes na última semana para dar ao vice-presidente Michel Temer condições de governar se acontecer o aprofundamento da “crise política”, criada pela imprensa e direitistas, levar ao afastamento da presidente Dilma Rousseff antes da conclusão do seu mandato.

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Os articuladores desse movimento estão em busca de apoio do empresariado, os financiadores de campanhas eleitorais, e começaram a dialogar com líderes da oposição, numa tentativa de construir um atalho que aponte Temer como alternativa mais segura para superar a inventada crise.

Amarildo
Amarildo

Os aliados de Temer admitem que esse movimento ainda não está maduro, isto é, não tem o apoio do povo, nem da classe média, mas acreditam ter colhido uma primeira resposta positiva na quarta-feira (5), quando as federações estaduais das indústrias de São Paulo e Rio expressaram publicamente apoio ao vice, um dia depois de ele fazer um apelo por união para superar a suposta crise.

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Um dos responsáveis pela iniciativa, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, é filiado ao PMDB e comemorou seu aniversário em um almoço com Temer na sexta (7).

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No campo político, tanto petistas que estão no governo como nomes da oposição apontam o senador Romero Jucá (PMDB-RR) como um dos entusiastas e artífices da articulação pró-Temer.

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Na terça (4), Jucá participou de reunião entre líderes de PMDB e PSDB. Como acontece em toda conspiração, os nomes dos outros golpistas foram encobertos.

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Segundo relatos de três participantes, Jucá deixou evidente que não vê mais saída para a “crise” com Dilma no Planalto.

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Ministros próximos à petista temem que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) também embarque no movimento pró-Temer, o que poderia enfraquecer ainda mais a presidente.

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Políticos que estiveram com Renan na última semana disseram que ele ainda adota postura muito cautelosa e se diz disposto a colaborar com o governo, barrando ações da Câmara (de Eduardo Cunha), que ameacem a política social.

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Enquanto líderes do Congresso tratam do assunto com reserva, aliados de Temer fora de Brasília têm assumido atitude mais agressiva. Amigo do vice, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) reproduziu nas redes sociais vídeo que diz que “o impeachment de Dilma Rousseff só depende do PMDB”.

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O locutor do vídeo de propaganda golpista afirma que “o povo” quer que o PMDB escolha entre os “comparsas petistas” ou “o Brasil”. “O PT quebrou o Brasil. O PMDB só tem uma escolha. Impeachment, já.”

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Sempre que aborda o assunto publicamente, Temer desautoriza esse tipo de ação e afirma que trabalha pela governabilidade com Dilma. Temer jamais abriria o jogo, que não é tolo.

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“Ele não conspira e não pode parecer que faz isso”, diz um aliado. “Ele precisa ser naturalmente visto pelos políticos, pela sociedade e pelo empresariado como único agente capaz de reagrupar o país, e a pecha de conspirador não cabe nesse cenário”, acrescentou algum alter ego pmdebista tipo Eduardo Cunha, ou escriba da vice-presidência.

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Nesta semana, Temer fez o movimento mais explícito desde o início da crise, ao falar em união nacional. Confessou que faz corpo mole e jogo duplo, como disfarça todo ambicioso. Leia aqui

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Ao saber que ministros próximos a Dilma avaliaram que seu gesto contribuiu para enfraquecer a presidente, Temer disse que poderia entregar o cargo de articulador político do governo, o que não foi aceito por Dilma. Bem que Temer queria um pretexto, para atuar mais abertamente, e como vítima.

Duke
Duke
Samuca
Samuca

No PT, decidiu-se que ele não será atacado publicamente, mas há uma operação em curso para reduzir o espaço de atuação do vice, estimulando agentes do PT a também dialogar com indecisos deputados do baixo clero, liderados por Eduardo Cunha, Fernando Collor, Sarney.

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No PSDB, a reação ao avanço da operação pró-Temer veio da boca de aliados do senador Aécio Neves (MG). Os líderes da sigla no Congresso convocaram a imprensa, sem consultar os colegas de bancada, para indicar que não aceitarão compor com o vice.

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Outro risco para o movimento pró-Temer é o avanço da Operação Lava Jato. Apontado como o elo entre a corrupção na Petrobras e caciques do PMDB, o lobista Fernando Baiano começou a negociar um acordo de delação.

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Aliados de Temer dizem que ele não tem preocupação pessoal com o assunto, mas acham que o vice pode sair chamuscado se revelações atingirem a cúpula do PMDB. Renan, Jucá e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), são investigados. Transcrito da Folha de S. Paulo/ Jornal Agora MS. Confira        

 

Adnael
Adnael

POIS-É... temer golpe protesto analfabeto político

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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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