Auxílio moradia acima de 4 mil é escárnio no Brasil do bolsa-família e salário mínimo do mínimo

jorge braga pobre pobreza brasil

O Brasil caminha para a terceirização ampla, geral e irrestrita para a grande maioria dos trabalhadores que recebem o salário mínimo do mínimo.

Grande maioria não é pleonasmo, e sim uma cruel realidade criada por legisladores dos partidos elitistas PSDB, PMDB, DEM, inclusive o quinta-coluna Solidariedade, coito da Força Sindical.

Aliás, o Solidariedade e a Força Sindical são cousas de um dono só: do pelego e corrupto Paulinho da Força. Este apelido óbvio elege Paulo Pereira da Silva.

O trabalhador brasileiro tem vida de escravo. Trabalha mais de 12 horas por dia, para receber miseráveis e desonrosos 778 reais.

Resultado: Rio de Janeiro tem mais de mil favelas, e São Paulo mais de duas mil. Milhões de brasileiros residem em mocambos, sem água, sem luz, sem saneamento, sem nada. É um país desigual.

É o país dos bacharéis em ciências jurídicas, principescas personagens desde o Brasil Colônia de Portugal. Que sempre levam vantagem em tudo.

Quanto é um auxílio moradia de um deputado federal, de um senador, de um ministro da justiça, de um desembargador.

Um auxílio moradia de um marajá, de uma Maria Candelária soma quantos salário mínimo ou salários base de um professor, de um jornalista, de um médico?

Quem deveria denunciar tal escândalo? Um promotor?

Escreve Márcio Souza Guimarães: “A atuação do Ministério Público tem sido das mais aguerridas e mais comentadas em todo o país. A sociedade o enxerga como seu guardião; muitas vezes como a última esperança em ver a solução para o seu problema – seja a poluição sonora provocada por determinada casa de espetáculos ou o desvio de recursos do erário, principal chaga social que inviabiliza qualquer projeto de educação, saúde, saneamento ou segurança. A corrupção em níveis alarmantes induz a violência, pois o desrespeito pelo direito alheio acabou, infelizmente, no cotidiano, por se configurar a regra.

Com quadro social tão alarmante, a Constituição da República de 1988, insere o Ministério Público no cenário jurídico-social como ombudsman social“.

No Brasil tem branco que embolsa auxílio moradia, auxílio educação, auxílio saúde etc. Tudo gente fina dos altos salários, inclusive milhares de funcionários que recebem além do teto constitucional.

Que o pobre povo pobre reclame ao bispo de alguma Igreja Católica, que tem promotor recebendo a regalia de 4 mil e 300 reais de auxílio moradia. É um abuso, um escárnio no Brasil dos bolsa-família.

BRA_AGAZ promotor auxílio moradia

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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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