As favelas do Recife na poesia de Gustavo Krause e Sylvio de Oliveira

O jornaleiro

A DESPASAIGEM
por Sylvio de Oliveira

.

(fragmentos)

A água é quente
de muitos verdes
tão cristalina
que os arrecifes
que a contêm
bordam piscinas
que os olhos beijam
e os braços têm
em praias brancas
onde o mar lava
como alimenta
até nos mangues
a vária gente
e cuja fome
tão atrasada
e envelhecida
antes se tece
– não se arrefece –
nos arrecifes
do bom Recife
mas se extravasa
na despaisagem
de nus mocambos
na maré rasa
como a exibir
em seus molambos
os crus despojos
da subgente
sobrevivente

missing_favela_4

COMPR(0)MISSOS COM A FAVELA
por Gustavo Krause

.

(trechos)

TODA CIDADE TEM A FAVELA QUE MERECE.
TODA FAVELA TEM A CIDADE QUE MERECE.

FAVELA NÃO É CIDADE

N
E
C
E
S
S
I
D
A
D
SÓ E SÓ
S

(…)

O HOMEM É DOENTE, A MULHER É DOENTE.
O MENINO É DOENTE.
É PRECISO TER DÓ

D

Ver o post original 129 mais palavras

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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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