Pedido de retorno da ditadura fracassa em Fortaleza

BRA_OPOVO

Publica hoje o jornal O Povo de Fortaleza:

Cem dias que abalaram o Brasil

Repetindo início do segundo governo FHC, Dilma alcança a marca dos cem dias em meio a vários episódios de turbulência na gestão. Para este domingo, novas manifestações contra a presidente estão agendadas

A convocação fracassou

Segundo estimativa da Polícia Militar do Ceará, o ato realizado nessa tarde de domingo reuniu, em Fortaleza, 15 mil pessoas. Informação repassada aos veículos de comunicação pelo Coronel Soares, comandante do policiamento responsável por acompanhar a manifestação.

Acontece que não juntou duas mil pessoas.

Fortaleza banderao 1

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Fotos Tribunal do Ceará
Fotos Tribuna do Ceará
O Povo publica foto na Praça da Bandeira, com destaque para a faixa pedindo o retorno da ditadura
O Povo publica foto na Praça da Bandeira, com destaque para a faixa pedindo o retorno da ditadura

O jornal O Povo saiu cedinho, chamando os cearenses pras ruas:

“Poucos dias depois de assumir o 2º mandato, em 1999, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) se viu mergulhado numa profunda crise política e econômica. Com a moeda em queda, o tucano enfrentou a desvalorização do Real enquanto a sua popularidade despencava. Atingindo a marca dos cem dias do novo governo na última sexta-feira, Dilma Rousseff (PT) assiste à história se repetir. Com protestos nas ruas, a presidente encara o desafio de superar um PMDB rebelado e um mercado insatisfeito.

Ao longo dessas 14 semanas, foram escassas as boas notícias para a petista. E sobraram as más: protestos antigoverno, novas fases da Lava Jato, indicadores econômicos ruins, ameaças de agências de risco de rebaixar índice brasileiro e sucessivas derrotas no Congresso. Para este domingo, novos protestos contra a presidente estão agendados por todo o País.
Os mares revoltos se refletem na popularidade de Dilma. Segundo pesquisa CNI, divulgada no início de abril, a gestora tem aprovação de 12% dos brasileiros. É o menor índice no levantamento desde 1995.

A situação difere em muito de 2011, quando Dilma assumia o mandato com bons índices de avaliação e estabilidade econômica e política.

Entre especialistas, a tormenta dos primeiros dias herda muito do mau momento da economia e do resultado da apertada eleição que reconduziu Dilma ao Planalto. Sinal maior é a disparidade entre discurso da campanha petista e política econômica empregada pelo ministro Joaquim Levy (Fazenda).
Amplia as dificuldades de Dilma um Congresso rebelde, que vem impondo reveses à presidente. A barreira do Legislativo é representada sobretudo por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara eleito a contragosto do governo federal.
Desafios

Se são muitas as dificuldades que terá que transpor, Dilma já iniciou primeiros movimentos no sentido de apaziguar Brasília. Como principais “escudeiros”, foram escalados o ministro Joaquim Levy e o vice-presidente Michel Temer (PMDB), conduzido na última semana à articulação política do governo.

Nomes de fora do PT e sem muita proximidade com Dilma, serão eles que tentarão desatar nós que incomodam a administração em Brasília. Habilidoso articulador de bastidores, Temer ganhou carta branca para negociar com peemedebistas insatisfeitos com a gestão no Congresso.

Já Levy seguirá na adoção de medidas mais liberais e de contenção de gastos – plataforma que já lhe rendeu críticas de segmentos históricos do PT -, na busca reconquistar a confiança do mercado e garantir índices positivos.

AS BOAS NOTÍCIAS PARA DILMA

Feminicídio. Entre pontos positivos dos primeiros cem dias do 2º governo Dilma Rousseff (PT), está a sanção, em 8 de março, da lei que tipifica o crime de feminicídio no Brasil. Com a medida, o assassinato de mulheres decorrente de violência doméstica ou discriminação de gênero passou a ser crime hediondo no Brasil.
MP do Futebol. Outro avanço da nova gestão petista foi a assinatura, em 19 de março, da medida provisória que renegociou dívidas de clubes de futebol com a União, estimadas em R$ 4 bilhões. Além de moralizar o pagamento das despesas, a MP prevê ainda uma série de contrapartidas para os clubes.

Desburocratização. Em 26 de fevereiro, o governo lançou o Bem mais Simples e o Sistema Nacional de Baixa Integrada de Empresas. As ações buscam desburocratizar a abertura e fechamento de empresas.

Processo Civil. Em 16 de março deste ano, Dilma sancionou também a lei do novo Código do Processo Civil (CPC) brasileiro, dando nova celeridade para tramitação de processos na Justiça do País”.

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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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