Água para todos, defende o Papa

«A água é o elemento mais essencial para a vida, e da nossa capacidade de a preservar e partilhar depende o futuro da humanidade», afirmou o Papa Francisco no Angelus de domingo 22 de Março, dia mundial da água, promovido pelas Nações Unidas. O Pontífice encorajou «a comunidade internacional a vigiar a fim de que as águas do planeta sejam adequadamente protegidas e ninguém seja excluído ou discriminado no uso deste bem, que é um bem comum por excelência». E citou a propósito as palavras que são Francisco de Assis dedicou à água no Cântico do irmão Sol. Sucessivamente, Francisco anunciou a distribuição aos fiéis presentes na praça de São Pedro de cinquenta mil cópias de uma edição de bolso do Evangelho, renovando a iniciativa promovida também por ocasião da quaresma do ano passado.

 

“Queremos ver Jesus”

 

Neste V Domingo da Quaresma, o Santo Padre referiu o Evangelho de S. João que nos propõe o pedido de alguns gregos ao Apóstolo Filipe que queriam ver Jesus.

Presente na cidade santa de Jerusalém para as festividades da Páscoa, Jesus foi acolhido festivamente pelos simples e humildes. Estão também presentes na cidade os sumo sacerdotes e os chefes do povo que querem eliminar Jesus porque consideram-no perigoso e herético – afirmou o Santo Padre. Aqueles gregos tinham curiosidade de ver Jesus.

“Queremos ver Jesus; estas palavras, como tantas outras nos Evangelhos, vão para além do episódio particular e exprimem qualquer coisa de universal; revelam um desejo que atravessa as épocas e as culturas, um desejo presente no coração de tantas pessoas que sentiram falar de Cristo, mas não o encontraram.”

O Papa Francisco apontou a resposta profética de Jesus ao pedido de encontro que lhe é feito: “Chegou a hora de o Filho do Homem ser glorificado”.

É a hora da Cruz – frisou o Papa que recordou ainda a seguinte frase da profecia de Jesus que nos fala do “grão de trigo” que caído na terra morre e dá muito fruto.

A morte de Jesus, efetivamente, é uma fonte inesgotável de vida nova – afirmou o Santo Padre que exortou os cristãos a oferecerem três coisas àqueles que querem ver Jesus nos dias de hoje: o evangelho, o crucifixo e o testemunho da fé:

“O Evangelho, o crucifixo e o testemunho da nossa fé, pobre mas sincera. O Evangelho: ali podemos encontrar Jesus, escutá-Lo, conhecê-Lo.           O crucifixo: sinal do amor de Jesus que se deu a si próprio por nós.             E depois uma fé que se traduz em gestos simples de caridade fraterna. Mas principalmente na coerência da vida.”

Depois da recitação do Angelus, o Papa Francisco referiu a comemoração neste domingo do Dia Mundial da Água, e encorajou a comunidade internacional a estar vigilante na preservação deste bem comum, tendo recordado, em particular, o Cântico do Irmão Sol de S. Francisco de Assis.

 

Irmão Sol, Irmã Lua (Fratello sole, sorella luna), do diretor Franco Zeffirelli. O filme de 1972 conta a trajetória
Irmão Sol, Irmã Lua (Fratello sole, sorella luna), filme do diretor Franco Zeffirelli, 1972, cena em que São Francisco recebe Santa Clara como itmã
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. São Francisco de Assis e Santa Clara Autor Josefa de Óbidos Data1647 Técnicaóleo sobre cobre Dimensões	25,5 cm × 34,5 cm Localização	Colecção Particular São Francisco de Assis e Santa Clara' é um óleo sobre cobre da autoria de pintora Josefa de Óbidos. Pintado em 1647 e mede 25,5 cm de altura e 34,5 cm de largura.1
São Francisco de Assis e Santa Clara é um óleo sobre cobre da autoria de pintora Josefa de Óbidos. Pintado em 1647, e mede 25,5 cm de altura e 34,5 cm de largura.

 

Cântico do Irmão Sol

 

Altíssimo, onipotente, bom Senhor
Teus são o louvor, a glória, a honra
E toda a benção.
Só a ti, Altíssimo, são devidos;
E homem algum é digno
De te mencionar
Louvado sejas, meu Senhor
Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o senhor irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.
E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo, é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste as claras
E preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo,
Pelo qual às tuas criaturas dás sustento.
Louvado sejas, meu Senhor
Pela irmã Água,
Que é muito útil e humilde
E preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite,
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe Terra,
Que nos sustenta e governa
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.
Bem-aventurados os que as sustentam em paz,
Que por Ti, Altíssimo, serão coroados.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar.
Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar
Conformes à tua santíssima vontade,
Porque a morte segunda não lhes fará mal!
Louvai e bendizei ao meu Senhor,
E dai-lhe graças,
E servi-o com grande humildade.

 

 

 

 

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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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