Tomar ou não tomar banho eis a questão do eleitor de Alckmin

ONG francesa dará aulas em São Paulo sobre como viver sem banho

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Tem que ser uma ONG européia. Ô povinho sujo!

Toda maldade deste vasto mundo possui seu lado bom. Com a seca planejada pela Sabesp, o povo ficou conhecendo as almas sujas dos governadores tucanos de São Paulo. Quase quatro décadas de mando. Desde o governo de Montoro, eleito em 1982.

O que fizeram pelo abastecimento d’água para o povo? Nadinha. Neca de pitibiriba. Principalmente Serra e Alckmin.

Alckmin
Alckmin

Aproveitaram para roubar mais, lá na Sabesp. Deram meio milhão para a fundação de Fernando Henrique. Que é uma imensa parede para pendurar os diplomas emoldurados de doutor honoris causa de FHC. Que a profissão de ladrão do povo tem reconhecimento internacional, por beneficiar os piratas estrangeiros.

A única obra importante foi vender a Sabesp. Ou melhor dito, entregar a preço de banana para a felicidade geral da bolsa de Nova Iorque. O povo paga água, que custa o olho da cara, e a dinheirama vai parar em estranhas mãos.

Um país que privatiza a água, não ama o povo. A água vale mais que o ouro. É uma bênção de Deus, afirmam os sertanejos no (de)sertão do Nordeste brasileiro. “Se liga aí, paulistano”, aconselha Marcos Simões.

Certo que essa história da ONG é uma piada: “A solidariedade entre os povos chegou a um nível comovente. Sensibilizados pelo drama dos paulistanos, franceses estão em nosso país exclusivamente para ensinar como viver sem tomar banho”.

O paulista não toma banho porque falta água. Daí o aparecimento na imprensa de notícias para rir da crise. E outras verdadeiras:

Durante o verão, as altas temperaturas nos faz ter que tomar uma série de banhos para conseguirmos nos sentir confortáveis. Apesar da crise hídrica, não resta muita opção quando não se tem um ar-condicionado sempre por perto. Quem é rico se vira, tem ar frio em casa, a temperatura ideal, e pode tomar banho de água mineral.

O brasileiro branco, de origem européia, costume indígena, adquiriu o hábito de tomar ao menos um banho por dia, coisa que nem sempre é feita em alguns países, mesmo os mais desenvolvidos.

Mas você já se perguntou se realmente é necessário tomar banho todos os dias? Segundo o artigo de Rachel Wilkerson Miller, do BuzzFeed, alguns especialistas afirmam que não precisamos tomar banhos com tanta frequência como somos acostumados.

A autora falou com dois dermatologistas sobre o assunto, e eles explicaram um pouco mais sobre o assunto.

Eles contaram que os norte-americanos – que tomam banho na mesma frequência que os brasileiros – usam o chuveiro muito mais do que o necessário. Segundo Dr. Joshua Zeichner, professor assistente de dermatologia do Hospital Mount Sinai, em Nova York, a frequência que tomamos banho e o que notamos como odor corporal é “muito mais um fenômeno cultural”.

A dermatologista Dr. Ranella Hirsch, de Boston, concorda com seu colega. Ela disse: “Nós tomamos muitos banhos neste país, e isso é perceptível. Uma boa parte da razão por que fazemos isso é devido a normas sociais”.

Tais normas são resultados, principalmente, de uma boa publicidade. Até o final da década de 50, os homens não usavam perfume nem sabonete com cheiro.

As mulheres entraram no mercado de trabalho, e mais homens começaram a trabalhar em fábricas, ocasionando em outro foco cultural de limpeza, gerando o ato de necessidade de banho.

Outro problema é que nossa pele, ao ser exposta a banhos com muitas frequências – especialmente em águas quentes – pode ressecar e irritar, atém de retirar bactérias boas que existem na epiderme e servem para nos proteger. Isso pode causar fissuras de ressecamento que podem levar a infecções. [Cuidado com certas informações, que a sujeira pode causar as mais graves doenças]

Os dois médicos dizem que os pais não devem dar banhos em bebês e crianças diariamente. Isso porque a exposição à sujeira pode fazer com que a pele se torne menos sensível e consiga evitar alergias e doenças como eczema.

Para os especialistas um banho a cada 2 ou 3 dias é o ideal. Eles indicam que limpar apenas os pontos mais críticos é a medida que devemos tomar, principalmente no inverno, quando sentimos menos necessidade de banhos.

No verão o indicado é usar produtos mais suaves nos banhos, evitando assim irritar a pele. Esses produtos mais suaves custam uns dois salários mínimos.

É isso aí.  Nem precisa lavar o corpo, nem trocar de roupa.

Não é lenda. Pura verdade. As índias tinham nojo dos brancos. As índias brasileiras eram amantes de banhos de rio. E andavam nuas, cheirosas. Cheiro gostoso de corpo molhado, refrescado. Os europeus fediam. As índias eram forçadas a fazer sexo, na escravidão e nos estupros das guerras de conquista.

ÍNDIOS TOMANDO BANHO NO RIO XINGU/PA. Clau Barbosa
ÍNDIOS TOMANDO BANHO NO RIO XINGU/PA. Clau Barbosa

 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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