Os carros de luxo oficial dos prefeitos de pobres cidades pobres

O Brasil das castas. Do constante aumento de salários lá em cima, nas nuvens, e com efeito cascata.

Tem governador que desvia a arrecadação dos impostos destinados à saúde, à educação, para sustentar secretários, desembargadores do tribunal estadual, conselheiros do tribunal que faz de conta que faz as contas, do tribunal da polícia militar, da corregedoria da polícia civil, juízes, procura dores atípicas e nada encontram, coronéis, delegados, promotores, fiscais, executivos de estatais de mentirinha, que as verdadeiras foram vendidas, camarotes de prefeitos e a corte palaciana.

Haja dinheiro.

Em Londres até o prefeito está proibido de ter carro pago com dinheiro público

 

O prefeito de Londres de magrela
O prefeito de Londres de magrela

Do greenest post & DCM – Nada de carro oficial! Na capital da Inglaterra, todos os vereadores e até o prefeito são proibidos de ter automóveis pagos com dinheiro público. Motoristas então? Nem pensar! Bem diferente das cidades brasileiras, não?

Ao tomar posse de seus cargos, os políticos recebem vale-transporte válido para ônibus, trem e metrô e são avisados das regras oficiais da Assembleia de Londres, a ‘Câmara dos Vereadores’ da cidade britânica: “O prefeito e os membros da London Assembly têm o compromisso de usar o transporte público“.

Táxis também não são liberados. Para serem reembolsados quando optam por este tipo de serviço, os políticos precisam provar que não tinham outra opção de deslocamento para ir ao lugar que precisavam.

O prefeito Boris Johnson, no comando do governo de Londres desde 2008, é um dos que menos utiliza o serviço. Em uma bela jogada de marketing, ele aproveitou a norma que o proibia de ter um carro oficial e atrelou sua imagem à causa do cicloativismo.

Johnson é constantemente visto pelas ruas da cidade pedalando de capacete – ao vivo e também nas propagandas do programa de aluguel de bikes que eles mesmo criou para desincentivar o uso do carro para deslocamentos diários.

Ah, se as cidades do Brasil seguissem o exemplo… Íamos economizar muito dinheiro público para investir em outros setores – bem mais importantes, diga-se de passagem!

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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