Glória Maria e Singapura, campo de concentração da Petrobras

Glória Maria, na entrevista que fez com Venina Velosa da Fonseca, insinua que a ex-gerente da Petrobras foi parar nos quinto do inferno, exilada em um lugar perdido no cu do mundo.

Venina foi para Singapura no posto de gerente e para um dos lugares mais cobiçados pelo alto escalão da Petrobras.

Não foi exílio nem castigo, nem assédio moral, nem perseguição, Singapura vale como um prêmio, como reconhece Venina.

 

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Sobre a entrevista lembra Glória Maria que não houve nenhum tipo de restrição de pergunta por parte de Venina Fonseca: “Ela não sabia o que seria perguntado, porque eu não seria uma jornalista séria se dissesse as perguntas antes ou se aceitasse qualquer tipo de restrição. Não houve combinação, as perguntas foram feitas na hora e ela respondeu a todas sem hesitar”. Não foi assim. Venina não respondeu todas as perguntas.

Glória Maria denunciou que Venina foi ameaçada de morte com um revólver encostado na cabeça. Venina nem negou, nem confirmou. Simplesmente ficou calada. Falta Glória contar essa estória do revólver, e revelar os nomes do agressor ou agressores.

Glória Maria – E eu queria saber uma coisa: a senhora diz que vem recebendo várias ameaças, inclusive com arma apontada para sua cabeça e que as suas filhas vêm sendo ameaçadas. O que está acontecendo realmente?

Venina Velosa – Depois que eu apurei essa questão da área de comunicação, durante esse processo todo da área de comunicação, a gente recebeu várias ameaças por telefone. As minhas filhas, na época, deveriam ter 5 e 7 anos. Eram bem novas. Teve outros momentos mais difíceis, além desse. A opção que eles fizeram em 2009 foi realimente me mandar para o lugar mais longe possível, isso está entre aspas, onde eu tivesse o menor contato possível com a empresa. Aparentemente eu estaria ganhando um prêmio indo para Singapura, mas na verdade o que aconteceu foi que realmente quando eu cheguei em Singapura me apresentei no escritório, me foi dito que eu não poderia trabalhar, que não era para eu ter contato com o negócio e que era para eu realmente buscar um curso e me dedicar ao curso.

Venina Velosa ficou sem trabalhar, isto é, a Petrobras ficou sem gerente em Singapura. E Venina se trancou em um quarto miserável e se pôs a chorar. Um inferno Singapura. Não tem água na torneira, parece São Paulo. Não tem segurança para se andar nas ruas, parece o Rio de Janeiro. Um lugar pobre de marré deci. Foi o que insinuou Venina. Foi o que deixou transparecer Glória Maria. Que os telespectadores da Globo jamais ouviram falar de Singapura, nem onde fica, nem que diabo é: talvez um país na África, na América Central, uma ilha presídio, uma cidade do Haiti. Os jornais inclusive escrevem Singapura com “C”.

Glória Maria – Você tem uma família. Ou tinha. Foi para Singapura com filhos, marido. Depois disso tudo que aconteceu, como está a sua vida agora?

Venina Velosa – Eu tinha uma família, sim. Eu tinha um apartamento, eu tinha um marido, duas filhas, a minha mãe, a minha família, e simplesmente o que eles fizeram foi me afastar do meu país, da empresa que eu tanto gostava, dos meus colegas de trabalho. Eu fui para Singapura, eu não vi minha mãe adoecendo. Minha mãe ficou cega, minha mãe fez transplante de coração, eu não pude acompanhar minha mãe. O meu marido não pôde mais trabalhar, ele teve que retornar. Eu fui o tempo todo pressionada para fazer coisas que não eram dentro do código de ética da empresa. A única coisa que me sobrou foi meu nome. E quando eu vi que eles colocaram meu nome associado a coisas que eu não fazia, eu chamei minhas duas filhas e falei: ‘Olha, meninas, ou eu reajo e tento fazer, limpar o meu nome, ou eu vou deixar isso acontecer, a gente vai ter uma certa tranquilidade agora e o trator vai passar por cima depois. O que nós vamos fazer?’. As minhas filhas falaram: ’Vamos reagir!’.

Glória Maria esqueceu de lidar com as datas, que poderiam esclarecer a verdade.

Venina foi para Singapura em 2009.

A principal revelação foi o fato de Venina ter admitido que contratou o então namorado, com quem depois se casou, para a realização de serviços de consultoria por R$ 7,8 milhões. Sem licitação.

Foram dois contratos. Um em 2004 e outro em 2006. “Mas nós só nos casamos em 2007″, disse Venina Velosa.

Em 20o9, Venina foi para Singapura.

Insisto nas datas porque esclarecem muitas coisas: Diz Venina que viajou para Singapura com o marido, e ele “teve que retornar”. Com as filhas?

Se Venina casou em 2007, quando viajou a filha mais velha teria dois anos, e a mais nova não tinha nascido.

 

Recapitulando: Quando assinou os contratos era solterinha da Silva. Foi para Singapura, e perdeu tudo.  “Eu tinha uma família, sim. Eu tinha um apartamento, eu tinha um marido, duas filhas”. Que davam conselhos.

 

Singapura, o lugar de castigo da Petrobras

 

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Singapura, oficialmente República de Singapura, é uma cidade-Estado localizada na ponta sul da Península Malaia, no Sudeste Asiático, a 137 quilômetros ao norte do equador. Um país insular constituído por 63 ilhas, é separado da Malásia pelo Estreito de Johor, ao norte, e das Ilhas Riau (Indonésia) pelo Estreito de Singapura, ao sul.

Singapura é o país com melhor IDH dos países Asiáticos, e 9° melhor do mundo em 2014. O seu território é altamente urbanizado, mas quase metade dele é coberto por vegetação. No entanto, mais terras estão sendo criadas para o desenvolvimento por meio de aterramento marítimo.

O país é um líder mundial em diversas áreas: é o quarto principal centro financeiro do mundo, o segundo maior mercado de jogos de casino e o terceiro maior centro de refinação de petróleo do mundo. O porto da cidade é um dos cinco portos mais movimentados do mundo.

O país é o lar do maior número de famílias milionárias em dólares per capita do planeta. O Banco Mundial considera a cidade como o melhor lugar no mundo para se fazer negócios. O país tem o terceiro maior PIB per capita por paridade do poder de compra do mundo, tornando Singapura um dos países mais ricos do planeta. E um dos principais centros de turismo do mundo, e Venina se negou a fazer turismo com o marido e filhas – se deitou numa cama de um quarto miserável e se pôs a chorar.

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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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