O POVO SABE VOTAR. Aécio perdeu feio em casa

A campanha da candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), convocou governadores e senadores eleitos pelo PT e outras siglas aliadas para uma reunião hoje, em Brasília. Candidatos que foram ao segundo turno e senadores bem-votados também foram escalados pela cúpula petista. O objetivo é traçar as estratégias para o segundo turno.

Comandados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estará na reunião, participarão os governadores do PT eleitos em primeiro turno: Fernando Pimentel (Minas Gerais), Rui Costa (Bahia) e Wellington Dias (Piauí), bem como o aliado do PCdoB Flávio Dino (Maranhão). Entre os que estão no segundo turno, os aliados petistas Tarso Genro (Rio Grande do Sul), Delcídio do Amaral (Mato Grosso do Sul) e Tião Viana (Acre), e fluminenses Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB). Somados, os nove nomes incluídos na lista de Dilma obtiveram 19,6 milhões de votos no último domingo.

Fotogaleria do Jornal de Notícias de Portugal

A diversidade do Brasil, mostrou-se nas urnas: índio da tribo Ticuna, no Estado de Manaus, junto a uma mesa de voto foto EPA/DIEGO JANATA
A diversidade do Brasil, mostrou-se nas urnas: índio da tribo Ticuna, no Estado de Manaus, junto a uma mesa de voto
foto EPA/DIEGO JANATA
O pescador António Lopes da Silva, mostra o cartão de eleitor enquanto a mulher, Patrícia Helena Batista, amanha o peixe para o almoço, numa casa flutuante em Iranduba foto RAPHAEL ALVES/AFP
O pescador António Lopes da Silva, mostra o cartão de eleitor enquanto a mulher, Patrícia Helena Batista, amanha o peixe para o almoço, numa casa flutuante em Iranduba
foto RAPHAEL ALVES/AFP
Quando se está perante a imensidão do Amazonas, o maior rio do Mundo, o barco é a melhor opção para ir votar foto PAULO SANTOS/REUTERS
Quando se está perante a imensidão do Amazonas, o maior rio do Mundo, o barco é a melhor opção para ir votar
foto PAULO SANTOS/REUTERS
As urnas e voto chegaram à Ilha Grande, atravessando o Amazonas, desde Belém foto PAULO SANTOS/REUTERS
As urnas e voto chegaram à Ilha Grande, atravessando o Amazonas, desde Belém
foto PAULO SANTOS/REUTERS
Fuzileiros da marinha brasileira patrulham ruas da favela da Maré, repletas de boletins de voto foto RICARDO MORAES/REUTERS
Fuzileiros da marinha brasileira patrulham ruas da favela da Maré, repletas de boletins de voto
foto RICARDO MORAES/REUTERS
Junto à favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, fez-se fila para votar foto VANDERLEI ALMEIDA/AFP
Junto à favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, fez-se fila para votar
foto VANDERLEI ALMEIDA/AFP
Numa escola de Rio Branco, no Estado do Acre, as pessoas fazem fila para votar foto AFP
Numa escola de Rio Branco, no Estado do Acre, as pessoas fazem fila para votar
foto AFP
Noutra zona mais isolado do mesmo Estado, nem parece que há 143 milhões de brasileiros a ir a votos foto SERGIO MORAES/REUTERS
Noutra zona mais isolado do mesmo Estado, nem parece que há 143 milhões de brasileiros a ir a votos
foto SERGIO MORAES/REUTERS
O mapa no interior de escola do rio de Janeiro, domingo feita mesa de voto, mostra imensidão do Brasil, com 200 milhões de habitantes foto PILAR OLIVARES/REUTERS
O mapa no interior de escola do rio de Janeiro, domingo feita mesa de voto, mostra imensidão do Brasil, com 200 milhões de habitantes
foto PILAR OLIVARES/REUTERS
Junto a uma parede cravejada de balas, na favela da Maré, também se vê a diversidade do Brasil foto RICARDO MORAES/REUTERS
Junto a uma parede cravejada de balas, na favela da Maré, também se vê a diversidade do Brasil
foto RICARDO MORAES/REUTERS
Detido no Presidio Central, em Porto Alegre, votou vigiado pela polícia foto AFP PHOTO/LUCAS UEBEL
Detido no Presidio Central, em Porto Alegre, votou vigiado pela polícia
foto AFP PHOTO/LUCAS UEBEL

A principal estrela da companhia é o futuro governador de Minas, Fernando Pimentel, eleito pelos votos de 52,98% dos mineiros e que bateu, no primeiro turno, Pimenta da Veiga (PSDB), candidato de Aécio Neves.

Aécio foi deputado, governador duas govarnador e, hoje, é senador de Minas Gerais. Perdeu feio em casa.

Dilma também já conta com o apoio de outros quatro eleitos: os peemedebistas Jackson Barreto (Sergipe), Marcelo Miranda (Tocantins) e Renan Filho (Alagoas), e o pessebista Raimundo Colombo (Santa Catarina).

Os 5,3 milhões de votos obtidos neste domingo por Fernando Pimentel, cacifaram o ex-ministro do Desenvolvimento de Dilma a ser o responsável pela coordenação política da campanha presidencial do PT em Minas Gerais. Para isso, a primeira decisão é deixar em segundo plano a transição para o governo, que começa em 1º de janeiro do ano que vem. De acordo com o coordenador da campanha de Pimentel, Helvécio Magalhães, “a prioridade agora é o segundo turno” presidencial.

No front. Pimental aponta para a direção de algumas das estratégias que devem ser adotadas para a disputa. Uma delas passa por manter e ampliar a vantagem em Minas, onde Dilma abriu uma frente de 400 mil votos para Aécio na terra onde ele governou por oito anos e elegeu seu sucessor.

O Nordeste, região onde Dilma venceu em todos os Estados – exceto Pernambuco, comandado pelo PSB de Marina Silva –, é outra frente importante. O cálculo da campanha é que a petista pode ampliar a votação e, para isso, contará com os três aliados eleitos.

A região Sul é outra que deve ser destacada. Dilma, que perdeu no Paraná e em Santa Catarina, viu sua vantagem para Aécio cair drasticamente no Rio Grande do Sul.

OS SOROS NÃO GANHAM ELEIÇÃO

Após o Ibovespa disparar e a cotação do dólar norte-americano cair com o resultado do primeiro turno das eleições, a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, disse ontem que “o investidor pode fazer tudo, mas não ganha a eleição”. “Quem ganha e vota no Brasil chama-se povo brasileiro”, disse, respondendo a uma repórter sobre a torcida de investidores por uma vitória do candidato do PSDB, Aécio Neves.

Em coletiva de imprensa concedida em São Paulo, maior colégio eleitoral do país e onde obteve a maior votação neste primeiro turno, Aécio disse que os “brasileiros estão muito preocupados com os monstros do presente: inflação alta, recessão, corrupção”. Questionada sobre as declarações do rival, Dilma respondeu: “Comparem a minha recessão com a dele e comparem os monstros do passado com o que está acontecendo no meu governo. Ele pode usar a retórica, mas a realidade se imporá”, disse.

Pesquisas. Dilma negou que tenha ficado frustrada com o resultado do primeiro turno – pesquisa de boca de urna apontava vantagem maior da petista. “Eu não (fiquei frustrada), eu esperava direitinho, sabe por quê? Nós não achamos e não acreditamos nessa infalibilidade das pesquisas, né?”, destacou.

“Vocês me desculpem, mas eu acho que pesquisa é uma referência, eu sempre digo que não comento (pesquisa), acho que ela é para analista. Nós usamos várias outras informações além das pesquisas”, encerrou.

(Fonte: Jornal O Tempo de Minas Gerais e agências)

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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