Por que insistem no boato de Eduardo Campos assassinado?

Como nada acontece de graça, a mídia eletrônica continua insistindo que a morte de Eduardo Campos foi um atentado político, visando impedir a vitória de Dilma Rousseff,

Para a trama assassina tanto fazia a eleição de Marina Silva, Aécio Neves ou Eduardo Campos. Estavam previstas estas três candidaturas na disputa presidencial. Um terceiro que derrotaria Dilma no segundo turno.

Aconteceu de Marina Silva não sair candidata, porque o seu partido Rede não conseguiu registro no Superior Tribunal Eleitoral (STE) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

O certo é que Marina como vice nada acrescentava à candidatura de Campos, que amargaria um terceiro lugar, e Aécio não tinha biografia nem habilidade política para derrotar Dilma no segundo turno.

Dos conspiradores a decisão de  Marina voltar a ser candidata a presidente, agora tendo a seu favor a comoção popular com a morte de Campos.

Para afastar suspeitas e garantir o sucesso do complô, a estratégia de culpabilizar o PT pelo crime, e espalhar o ódio (1)

pastor eduardo morte dilma

Conforme o planejado, no enterro do ex-governador de Pernambuco, pediram ao povo “justiça, justiça”.

Em uma campanha emocional de curto prazo, pouco importa a verdade. Até agora os adversários de Marina não conseguiram cortar o nó górdio desse linchamento. Ou não acreditam que ele exista (2).

propaganda fúnebre

Bíblia da conspiração: jornalista de renome nos EUA diz que CIA derrubou avião de Eduardo Campos

por Claudio Tognolli/ Yahoo!

 

Vela a pena ler a lista de presidentes que, segundo a teoria da conspiração planetária de plantão 24 horas por dia, foram assassinados pela CIA, a toda-poderosa agência de inteligência dos EUA.

A bíblia desse pessoal costuma ser a obra Confissões de um Assassino Econômico, do ex-agente da CIA John Perkins.

Perkins diz que Omar Torrijos, presidente do Panamá, foi assassinado num acidente aéreo forjado em 1981. Perkins estabelece que a CIA usou o “acidente aéreo” para matar também o ex-presidente do Equador, Jaime Roldós Aguilera, também em 1981.
Até nosso João Goulart, morto em dezembro de 1976, entrou na lista dos mortos da CIA.

A mais recente papagaiada vem de Wayne Madsen, jornalista norte-americano, que se vende como repórter investigativo, mas gosta mesmo é de emitir opiniões.

Wayne Madsen publicou esta semana em sua coluna no jornal online Strategic Culture Foundation, o texto em que denuncia que a morte do candidato a presidente Eduardo Campos (PSB), em acidente de avião no dia 13 de agosto, teria resultado de uma trama da CIA.

O artigo é intitulado “All Factors Point to CIA Aerially Assassinating Brazilian Presidential Candidate” (“Todos os Fatores indicam que a CIA assassinou por via aérea candidato brasileiro à Presidência”).

Madsen estabelece que uma derrota de Dilma Rousseff representaria uma vitória para os planos de Barack Obama de eliminar “presidentes progressistas” da América Latina. (3)

Madsen sustenta que “é preciso considerar que o acidente de Eduardo Campos foi o primeiro com vítimas fatais em cerca de 20 anos da existência do avião Cessna 560XLS, modelo considerado “perfeitamente seguro”.

Madsen lança sombras até sobre equipe norte-americana que veio ao Brasil investigar a queda do avião. Diz que a National Transportation Safety Board é famosa na “excelência em acobertar ações criminosas”.

Madsen é taxativo: Marina seria ligada a uma corrente chamada Terceira Via, da qual fazem parte Bill Clinton, Tony Blair e Fernando Henrique Cardoso, todos financiados por George Soros para assumir partidos ligados aos trabalhadores.

Eduardo Campos também pertenceria ao grupo, mas não venceria a eleição.

 

1 – Hiago Augusto Jatoba de Camargo assassinado em Curitiba por causa do discurso de ódio contra o PT e contra a política. Participava da campanha da candidata ao governo do Paraná, Gleisi Hoffmann (PT), e da campanha de reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Era cantor, e seu nome artístico Hiago 100 Caos.

 

 Hiago Augusto Jatoba de Camargo

Hiago Augusto Jatoba de Camargo

2 – Efeito Pernambuco. O PT corre o risco de não eleger os candidatos a governador, senador e nenhum deputado federal.

3 – Uma vitória de Marina Silva seria a falência do BRICS nas Américas do Sul e Central.  Facilitaria golpes militares na Bolívia, presidida por Evo Morales, e na  Venezuela, presidida por Nicolás Maduro. E impediria a continuação da política nacionalista dos governos de Cristina Kirchner, na Argentina, Rafael Correa, no Equador, e  Pepe Mujica, no Uruguai.  

 

 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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