Neta de Arraes condena abuso da propaganda fúnebre com o nome de Eduardo Campos

Do álbum de Marília
Do álbum de Marília

A vereadora do Recife Marília Arraes, prima do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, pediu para os candidatos deixarem o ex-presidenciável descansar.”Homenagem não se faz com voto”, disse.

“Querem uma homenagem…? A gente pode levar uma flor; quem for evangélico, católico pode fazer uma oração. Deixem a pessoa descansar e não ficar usando exaustivamente a imagem de uma pessoa que já faleceu”, criticou a vereadora.

Filha da psicóloga Sônia Valença Rocha e do administrador de empresas Marcos Arraes de Alencar, Marília é a primeira neta do governador de Pernambuco Miguel Arraes, e sobrinha da ex-deputada e atual ministra do Tribunal de Contas da União, Ana Arraes, e do cineasta e diretor da Rede Globo de Televisão, Guel Arraes.

Nascida em momento de grande efervescência política, participou, desde os 14 anos de idade, das movimentações políticas de Pernambuco, ao lado de Miguel Arraes.

Em 2002, ingressou na Faculdade de Direito do Recife (UFPE), onde atuou no Movimento Estudantil, defendendo o Movimento Faculdade Interativa.

É filiada ao PSB e trabalhou na Secretaria de Juventude e Emprego do Estado de Pernambuco, em 2007, no programa a geração de emprego e renda para mulheres.

Em 2008, deixou a Secretaria para ser candidata nas eleições municipais daquele ano.

Em 2012, reelegeu-se vereadora.

 

Marília pensamento

Marília pretendia disputar eleição à Câmara Federal, mas por não concordar com os rumos que o PSB está tomando com relação ao pleito, renunciou à candidatura. Marília revelou, na ocasião, que não seria possível fazer campanha e, posteriormente, assumir um possível mandato defendendo o que não acredita.

“Sempre fui uma militante disciplinada, durante minha vida respeitei meu partido e a hierarquia (sim, para um militante partidário isso é fundamental!) que havia nele. Cumpri missões. Entretanto, sinto-me com o dever moral e político de divergir, quando as determinações e orientações possam alterar o rumo de nossa caminhada à justiça social”.

Por sua fidelidade aos ideais socialistas do avô, tudo indica que passou a ser a herdeira política de Miguel Arraes.

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LÍDER DA CAMPANHA DE ARMANDO MONTEIRO GOVERNADOR

Marília justificou o seu apoio ao senador petebista: “Eu conheço Armando há 20 anos e eu tenho 30 anos de idade. Desde 1984 estamos juntos. Por que estaríamos separados agora?”, questionou a vereadora, que rechaçou, novamente, a candidatura de Paulo Câmara ao executivo estadual: “Ele pode até ser uma boa pessoa; mas não é suficiente para ser um grande governador de Pernambuco”.

Com o objetivo de fundamentar os seus argumentos contra a postulação de Câmara, Marília lembrou o avô: “Miguel Arraes era um homem preparado. E não ficava apenas atrás de uma mesa cobrando imposto, enfrentando burocracia de Estado, sem colocar os pés na lama e sem conhecer a realidade do povo”.

A parlamentar vem sendo vítima de retaliação. Funcionários do comitê central da campanha do PSB, no Recife, batizaram de “Marília” o nome de uma cadela encontrada na rua por militantes da legenda. O caso foi criticado por organizações de defesa dos direitos da mulher.

Fontes: Wikipédia/ 247

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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