O pai de Marina tem vida de favelado em um alagado do Rio Branco no Acre. Irmã da evangélica presidenciável: “Ela não está fazendo pelo pai. Vai fazer por alguém?”

Art.230 da Constituição Federal – “A Família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida”.

Quarto Mandamento
Quarto Mandamento
A vida sofrida do pai de Marina Silva, que vive em um miserável casebre, em um alagado do Rio Branco, no Acre.

Marina que tem o apoio dos banqueiros, dos empresários, dos industriais, de empresas internacionais, e que

ganhou R$ 1,6 mi com palestras em três anos,

foi ministra do PT, senadora, dispõe de grana para alugar aviões e jatinhos em duas campanhas presidenciais, que fica hospedada em hotéis de luxo ou palacetes dos amigos bilionários, tem décadas que não dorme na casa do pai. Não existe registro de nenhuma visita.

Pedro, pai de Marina, na rede, estendida na varanda de sua casa de taipa, em um alagado do Rio Branco, no Acre. Clique na foto para ampliar
Pedro, pai de Marina, na rede, estendida na varanda de sua casa de taipa, em um alagado do Rio Branco, no Acre. Clique na foto para ampliar

Diz a irmã de Marina, Maria Elizete da Silva, de 52 anos: “Se a Marina ganhar para presidente, não vai deixar papai mais aqui neste bairro. Vai achar que também é demais, né?
O que é que o povo não vai dizer: ‘ela ganhou, o pai dela continua ali, no alagado, e ela não está fazendo pelo pai. Vai fazer por alguém”, questiona Maria.

Maria Elizete da Silva, irmã de Marina Silva, quer que a candidata à Presidência pelo PSB tire seu pai de bairro pobre em Rio Branco (AC).
Maria Elizete da Silva, irmã de Marina Silva, quer que a candidata à Presidência pelo PSB tire seu pai de bairro pobre em Rio Branco (AC).

A reportagem é de Fábio Fabrini, e publicado no insuspeito jornal o Estado de S. Paulo. Observe que a pobre vida do pobre pai de Marina foi bem suavizada. Confira. Leia aqui. E imagine a vida do ancião, que tem o nome de Pedro, o apóstolo, e primeiro papa para os católicos.

Pedro Augusto da Silva tem 87 anos. Há 34 anos reside no mesmo alagado. Para sobreviver vendia tabaco na antiga rodoviária do Rio Branco. Uma profissão que a filha evangélica condena.

Problemas de saúde fez ele desistir de ser camelô.  Tem um salário mínimo de aposentadoria por idade. Que acha muito pouco. E é. Um salário mínimo do mínimo que a equipe econômica de Marina considera alto.

Não sei a irmã Maria recebe o bolsa-família, que Marina pretende extinguir.

IDOSO (1)

Art.4º – Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei.

Art.10º – É obrigação do Estado e da sociedade, assegurar à pessoa idosa a liberdade, o respeito e a dignidade, como pessoa humana e sujeito de direitos civis, político, individuais e sociais, dos espaços e dos objetos pessoais.
§2º – O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, de valores, ideias e crenças, dos espaços e dos objetos pessoais.

§3º – É dever de todos zelar pela dignidade do idoso, colocando-o a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.

Art.15º – É assegurada a atenção integral à saúde do idoso, por intermédio dos Sistema Único de Saúde – SUS, garantindo-lhe o acesso universal e igualitário, em conjunto articulado e contínuo das ações e serviços, para a prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde, incluindo a atenção especial às doenças que afetam preferencialmente os idosos.
§2º – Incumbe ao Poder Público fornecer aos idosos, gratuitamente, medicamentos, especialmente os de uso continuado, assim como próteses, órteses e outros recursos relativos ao tratamento, habilitação ou reabilitação.

Art.19º – Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra idoso serão obrigatoriamente comunicados pelos profissionais de saúde a quaisquer dos seguintes órgãos:
I – Autoridade Policial;
II – Ministério Público;
III – Conselho Municipal do Idoso;
IV – Conselho Estadual do Idoso;
V – Conselho Nacional do Idoso;

Art.74º – Compete ao Ministério Público:
I – instaurar o inquérito civil e a ação civil pública para a proteção dos direitos e interesses difusos, individuais indisponíveis e individuais homogêneos do idoso (…)

Campanha da Fetape e do MPPE
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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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