“Onde está Jesus os irmãos amam-se, as pessoas comprometem-se para salvaguardar a sua vida e a sua saúde, respeitando também o meio ambiente e a natureza”

 Alfredo Sábat
Alfredo Sábat

FRASES DO PAPA FRANCISCO

 

* Quando se vive preso ao dinheiro, ao orgulho ou ao poder, é impossível ser feliz.

* O grande risco do mundo actual é a tristeza individualista, que brota do coração mesquinho.

* Deus ama quem dá com alegria. Aprendamos a dar com generosidade, desapegados dos bens materiais.

* A Igreja é, por sua natureza, missionária: existe para que todo o homem e toda a mulher possa encontrar Jesus.

* Queridos jovens, não vos deixeis cair na mediocridade; a vida cristã está feita para grandes ideais.

 

abc.750 Francisco meio ambiente

Acolher Jesus dentro de nós significa ter a coragem de dizer não a qualquer forma de corrupção, ilegalidade, mal e violência. Eis quanto disse o Papa Francisco aos fiéis de Caserta durante a missa celebrada na tarde de sábado, 26 de Julho, na praça Carlos III.

«Quem se torna amigo de Deus, ama os irmãos, compromete-se para salvaguardar a sua vida e a sua saúde, respeitando o meio ambiente e a natureza – disse o Pontífice. Sei que vós sofreis por causa disto. Hoje, quando cheguei, um de vós aproximou-se e disse-me: Padre, dê-nos a esperança. Mas eu não posso dar-vos a esperança, eu posso dizer-vos que onde está Jesus ali está a esperança; onde está Jesus os irmãos amam-se, as pessoas comprometem-se para salvaguardar a sua vida e a sua saúde, respeitando também o meio ambiente e a natureza. Esta é a esperança que nunca desilude, a que nos dá Jesus! Isto é particularmente importante nesta vossa bonita terra que deve ser tutelada e preservada, exige a coragem de dizer não a qualquer forma de corrupção e de ilegalidade».

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO AOS PARTICIPANTES NO «DIÁLOGO MÉXICO-SANTA SÉ SOBRE A MOBILIDADE HUMANA E DESENVOLVIMENTO»

emigrante negro indignados

Desejo transmitir a minha saudação aos organizadores, aos relatores e aos participantes no «Diálogo entre o México e a Santa Sé sobre a mobilidade humana e o desenvolvimento».

A globalização é um fenómeno que nos interpela, especialmente numa das suas principais manifestações que é a emigração. Trata-se de um dos «sinais» deste tempo em que vivemos e que nos leva às palavras de Jesus: «Como, pois, não sabeis reconhecer o tempo presente?» ( Lc 12, 56). Não obstante o grande fluxo de migrantes presente em todos os Continentes e em quase todos os países, a migração ainda é vista como emergência, ou como um dado circunstancial e esporádico, enquanto já se tornou um elemento característico e um desafio das nossas sociedades. Trata-se de um fenómeno que acarreta consigo grandes promessas, juntamente com múltiplos desafios. Muitas pessoas obrigadas à emigração sofrem e, com frequência, morrem tragicamente; muitos dos seus direitos são violados, elas são forçadas a separar-se das próprias famílias e infelizmente continuam a ser objecto de atitudes racistas e xenófobas.

Perante esta situação, repito aquilo que tive a oportunidade de afirmar na Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado no corrente ano: «É preciso que todos mudem a atitude em relação aos migrantes e refugiados; é necessário passar de uma atitude de defesa e de medo, de desinteresse ou de marginalização — que, no final, corresponde precisamente à “cultura do descartável” — para uma atitude que tem como base a “cultura do encontro”, a única capaz de construir um mundo mais justo e fraterno, um mundo melhor».

Além disso, desejo veementemente chamar a atenção para as dezenas de milhares de crianças que emigram sozinhas, desacompanhadas, para fugir da pobreza e da violência: esta é uma categoria de migrantes que, da América Central e do México, atravessam a fronteira com os Estados Unidos da América em condições extremas, em busca de uma esperança que a maior parte das vezes é vã. O seu número aumenta cada dia mais. Tal emergência humanitária exige, como primeira intervenção urgente, que estes menores sejam recebidos e protegidos. No entanto, tais medidas não serão suficientes, se não forem acompanhadas por políticas de informação a respeito dos perigos de tal viagem e, principalmente, de promoção do desenvolvimento nos seus respectivos países de origem. Enfim, diante deste desafio é necessário voltar a chamar a atenção de toda a Comunidade internacional, a fim de que se possam seguir novas formas de migração legal e segura.

economic.750 emigrante Europa

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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