Aécio e o aeroporto particular em Cláudio, o escravo

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Cláudio é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. De acordo com o censo realizado pelo IBGE em 2010, sua população nao passa dos 26 mil habitantes.

Povoado perdido no mapa, conhecido por ser, também, a “cidade dos apelidos”. Que a maioria de seus munícipes possuem algum apelido, sendo o mais famoso Narizinho Cheirador.

História

Antes da chegada dos primeiros bandeirantes paulistas e portugueses no início do século XVIII, de passagem para o sertão goiano, a região era habitada por índios Cataguás que foram precedidos por índios de origem Carijó e Goianaz. Mais tarde, a procura de ouro, intalaram-se as margens do córrego Lavapés as duas famílias dos primeiros morados portugueses: João Ferreira Antunes e Manoel Borges Homem do Rego. Fruto da mineração de ouro, outras famílias também se instalaram no local o que originou a primeira aglomeração populacional. Com o fim da exploração do ouro na região, a população passou a se dedicar a pecuária e agricultura.

Segundo se conta, próximo a aglomeração dos primeiros moradores, foi descoberto um ribeirão por um escravo chamado Cláudio que deu a alcunha ao “Ribeirão do Cláudio”. Com o passar do tempo o nome Cláudio ficou associado a esta região, vindo mais tarde a dar denominação ao município.

Até recentemente existia trabalho escravo no “Ribeirão” da mais famosa família que manda e desmanda na Cidade, a Tolentino. [Fonte: Wikipédia]

A corrupta construção de um aeroporto familiar fez Cláudio uma cidade exemplo da arte de voar dos tucanos.

 

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NEVESLÂNDIA: A TERRA DO PODE TUDO

por Santos Bispo de Oliveira

Era uma vez um homem chamado Tancareca de A. Neves, governador de Neveslândia de 15 de março de 1983 a 14 de agosto de 1984.

A partir de 1983, ele repassou para a prefeitura de Cláudio, a quantia de 30 milhões de cruzeiros para fazer um campo de pouso no feudo particular do seu cunhado Múcio Guimaraes Tolentino, então prefeito da cidade. Campo de pouso esse que ficou como presente para o cunhado.

Em 2009, seu netinho Narizinho Cheirador C. Neves, sendo também governador de Neveslândia, destinou mais 13 milhões e novecentos mil reais para construir um aeroporto no lugar do campo de pouso. Mais um lindo presente aos familiares. Apesar da desapropriação de mentirinha, até as chaves do aeroporto ficavam com os bem nascidos homens bons da abastada família, para eles decolarem e pousarem suas naves espaciais.

Tudo isso só para eles, os Tolentino; e para o playboyzinho do Narizinho descer sua nave.

Múcio – o tio avô de Narizinho – viveu e continua vivendo feliz com seu aeroporto.

Tudo isso seria tido como normal, não fosse o Ministério Público, não fosse o fato de já existir aeroporto a 50 quilômetros; e o pior, toda essa farra familiar não fosse feita com o dinheiro do sangue do pobre povo de Neveslândia.

Agora Narizinho quer ser presidente do Brasil para expandir as obras familiares por todo o território nacional.[Transcrito da página do jornalista Geraldo Elísio]

 

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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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