O assassino de Valério Luiz continua solto e praticando crimes

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O processo que julga o assassinato do cronista esportivo Valério Luiz se aproxima de sua definição quanto ao Júri Popular: as alegações finais do Ministério Público e da Assistência à Acusação já foram apresentadas, restando agora apenas as dos réus, no prazo de 15 dias, a contar de hoje (28/05).

Enquanto isso, o caso continua a repercutir fora do País. Recentemente, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) publicou em seu site a entrevista concedida por Valério Luiz Filho no último dia 16 de maio ao programa “Imprensa na TV”, da Revista e Portal Imprensa.

Reportagem do jornal “O Globo” mostra, hoje, que o corrupto Maurício Borges Sampaio, mandante do assassinato de Valério Luiz, mantém estreita relação com Jovair Arantes e João Campos, deputados federais goianos que defendem com unhas e dentes a “PEC dos cartórios”.

Se aprovada, a PEC manterá no posto os controladores de cartório sem concurso e poderá beneficiar Maurício Sampaio. Segundo O Globo, até mesmo o escritório político de João Campos fica em imóvel de Sampaio. João Campos não paga aluguel.

O assassino de Valério Luiz, cartola de futebol, dono do mais rendoso e milionário cartório de Goiânia, grileiro, coronel de asfalto, com incontáveis  imóveis e terrenos baldios, tornou-se rei da impunidade, pela coleção de processos de todos os crimes.

Cartório W. Sampaio
Cartório W. Sampaio

 

 

Publica Danielly Sodré, no Diário da Manhã: O Ministério Público de Goiás propôs ação civil pública contra Maurício Borges Sampaio e seus filhos Cejanna Câmara Sampaio, Thiago Câmara Sampaio e Maurício Borges Sampaio pela prática de ato de improbidade administrativa, segundo informações da assessoria de imprensa do Ministério Público.

De acordo com a ação, no início de 2014, o MP instaurou inquérito civil público para apurar irregularidades praticadas por Maurício e os filhos no Cartório W. Sampaio, especificamente por ele, quando ainda estava à frente do estabelecimento, por tê-los contratado por altos salários, sem a devida prestação de serviços.

Foi apurado que ele contratou e pagou salário à filha, sem que ela tivesse trabalhado, por seis anos. Atualmente, Maurício Sampaio está afastado do cartório. Cejanna cursou medicina na Unaerp, em Ribeirão Preto, iniciando o curso no primeiro semestre de 2008 e concluindo-o em dezembro de 2013, inviabilizando qualquer possibilidade de exercer suas funções em Goiânia.

Altos salários

Após solicitação do MP, foi encaminhada uma planilha de salários e encargos, comprovando que Cejanna recebeu ilegalmente durante esse período mais de R$ 650 mil. Foi constatado ainda que Thiago e Maurício Filho também foram contratados, mas não compareciam regularmente ao trabalho e, quando apareciam, ficavam por pouco tempo e não prestavam nenhum tipo de serviço. Entre 2008 e 2014 eles receberam mais de R$ 700 mil cada um.

Para o MP, esses fatos caracterizam infração aos princípios da administração pública, dano aos cofres públicos e enriquecimento ilícito, conforme prevê a Lei de Improbidade Administrativa.

 

Portanto, foi requerido liminarmente o bloqueio de bens dos acionados no limite dos prejuízos causados e a condenação deles, conforme as sanções fixadas pela Lei de Improbidade Administrativa.

 

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Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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