Aécio e Eduardo Campos torceram para o Brasil sediar a Copa. Metrô de São Paulo e a estação da propina

por Gilmar Crestani

 

Por que a direita resume tudo a dinheiro?

 

Marqueteiro de Aécio tenta comprar perfil “Dilma” Bolada no Facebook
Marqueteiro de Aécio tenta comprar perfil “Dilma” Bolada no Facebook

O PSDB acha que dinheiro compra tudo. Só não compra cultura. Senão, conheceriam a frase definitiva sobre compra e venda, cunhada pelo Barão de Itararé: “O homem que se vende recebe sempre mais do que vale.”

Num post publicado no final da noite de ontem, Jeferson Monteiro, o jovem e talentoso criador do perfil satírico Dilma Bolada, um grande sucesso da internet, revela as propostas que recebeu de um grupo que tem à testa Pedro Guadalupe, apontado pela Folha como “marqueteiro digital” de Aécio Neves.

Procurado por alguém para conversar sobre uma proposta comercial, Jeferson “deu conversa” e, como ele narra, “o cara me retorna o contato dizendo que falou com o Pedro Guadalupe, membro da equipe digital de Aécio Neves, que por sua vez queria falar comigo.”

“Nem deu tempo d’eu responder: o próprio Pedro Guadalupe me enviou um e-mail ansioso se fazendo de amigo, no melhor estilo “lobo em pele de cordeiro” num cinismo sem igual e como se nunca tivesse feito nada pra mim, querendo saber se era mesmo verdade que Dilma Bolada, estava a venda para aproveitar a personagem e usar o seu “capital político/poder para mudar opiniões” dos internautas.
Guadalupe, conta Monteiro, já havia ameaçado tirar o “domínio” Dilma Bolada no Facebook.

A resposta de Jeferson Monteiro é pública, postada em seu Facebook pessoal:

“Resolvi expor tudo isso aqui porque eu há mais de 1 ano venho sido constantemente atacado por pessoas dessa corja. Sujos e cínicos que têm a capacidade de inventarem mentiras absurdas que vão desde histórias de que mantenho “ligação direta com a Presidenta” até “de sou pago com o dinheiro público e recebo R$120 mil/mês” como foi dito recentemente num blog de simpatizantes tucanos. Não Pedro Guadalupe, eu não quero o dinheiro sujo de vocês. Diferentemente de você eu tenho caráter. Mas é esse o tipo de gente, que Aécio que diz com a maior cara de pau do mundo que “não vai tolerar campanha suja na internet” mantém na equipe, em contato constante com sua irmã, fazendo o possível e impossível para atacar a honra das pessoas e espalhar todo esse chorume de desinformação na internet.”

Guadalupe – que já tentou arranjar encrenca com este Tijolaço quando mostramos que, dois anos antes de se oferecer para a marquetagem de Aécio, escrevia artigos em seu site chamando-o de “O abominável homem dos Neves” e acusando-o de manipular a imprensa – vai ter que carregar as lições de um guri que não confunde ter talento humorístico com ter um caráter que seja uma lastimável piada como o seu:

“(…)eu queria dizer que nem todo mundo tem seu preço. E que eu e nem a minha criação estão a venda, nunca estiveram. Eu esperei ansiosamente pra escrever isso: vocês podem comprar quem quiserem mas a mim não. O que eu faço não há dinheiro no mundo que pague. Vocês deveriam ter sido um pouquinho mais espertos e terem tido o feeling pra saber que eu não sou e nunca vou ser como vocês. Lealdade não se compra e nem se vende.

 

 

Quem torceu para o Brasil sediar a Copa?

 

copa futebol Aécio Eduardo

O complexo de vira-lata se confunde com o torcidômetro do contra. Quando o Brasil anunciou a vinda da Copa e das Olimpíadas, ninguém se mostrou contra. Pelo contrário, o que teve de político tentando tirar uma casquinha da conquista do Lula não está no gibi. De repente, os que não tem voto descobriram que torcer contra a Copa poderia ser a única arma para derrotarem Lula e Dilma. Até aí, nada demais, é direito dos políticos tiraram proveito de tudo o que lhes der retorno político. Algo bem diferente são os jornais, revistas, rádios e Tvs embarcarem na onda só para favorecerem seus parceiros. As disputas pela hegemonia ideológica conta com a ignorância das pessoas cuja inveja é o atributo que floresce sempre que alguém consegue fazer o que nem em sonho conseguiram. São alimentados pelas vozes do ódio contra quem faz. Torcem para quem só sabe desfazer, destruir,vender… Viva os vira-bostas da mídia e seus vira-latas que comem ração que lhes é fornecida gratuitamente.

 

Quem é mais corrupto: quem abre o bolso ou quem abre a boca?

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É fácil condenar os políticos, mas porque há dificuldade de condenar quem os alimentam?! Igual no Brasil, a ausência da política significa que um espaço será tomado pelos donos do dinheiro, como foi na ditadura. É por isso que a velha mídia, que nasceu, cresceu e conheceu o apogeu com a ditadura, está sempre disposta a vender a política como fonte de todos os males, sempre esquecendo de mostrar quem são os despejam rios de dinheiro nos políticos. Os financiadores ideológicos dos políticos são os mesmos que investem na velha mídia. Por aí se explica o estrabismo ideológico da velha mídia.

 

ALSTOM, com gestão do PSDB

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A Folha descobriu a pólvora: quem governa São Paulo não é o PSDB, pois quem decide o que e onde fazer é a ALSTOM… Há anos vem sendo feito denúncia, mas no Estado onde falta água só há vazamento da Justiça Suíça. Em São Paulo a velha mídia só vaza notícias contra o PT, contra o PSDB usam conta-gostas. A Folha consegue botar na mesma manchete ALSTOM e METRÔ, mas não consegue repetir aquela manchete que usava o termo tucanos (Geradoras tucanas dobram lucro com venda de energia)….

O governo do PSDB de São Paulo terceirizou seu “choque de gestão”. E eles, a velha mídia, só faz a cabeça de quem também terceirizou o uso do próprio cérebro.

 

Latuff
Latuff

Alstom conseguiu incluir estação em linha do Metrô

Edital da linha 2 foi refeito para atender a pedidos da multinacional francesa

E-mail de diretor da multinacional pedia estação que acabou incluída; estatal nega influência externa

por Flávio Ferreira e Mário Cesar Carvalho

A Alstom procurou funcionários do Metrô para mudar uma licitação da linha 2-verde de São Paulo e incluir uma estação que não estava prevista na concorrência original, indica e-mail de um diretor da múlti francesa.

Doze dias depois de ele ter sido enviado ao Metrô, a licitação foi publicada com alterações em termos similares ao que a Alstom queria.

Em outubro de 2004 o Metrô lançou a licitação para a realização do projeto executivo, fornecimento e implantação dos sistemas de trens para o trecho entre as estações Ana Rosa e Imigrantes da linha 2.

Em dezembro, porém, a estatal anunciou o adiamento da entrega das propostas para 12 de janeiro de 2005.

Ciente desse fato, o então diretor da Alstom Wagner Ribeiro enviou e-mail ao colega Paulo Borges em 3 de janeiro de 2005 para contar que buscara funcionários do Metrô para adequar a licitação aos interesses da empresa.

“Estamos trabalhando junto ao pessoal técnico do Metrô para tentar aliviar’ as Specs [especificações] de escadas rolantes e sinalização. Quanto ao orçamento, sugiro que seja modificado o objeto da licitação, por exemplo, retirando a reforma do trecho em operação e incluindo a estação Ipiranga”, afirma Ribeiro na mensagem.

Três dias depois, o Metrô anulou a concorrência alegando razões técnicas e econômicas. No dia 15 de janeiro de 2005, a estatal lançou novo edital alterando o projeto inicial. As pretensões da Alstom foram contempladas: a estação Alto do Ipiranga entrou no negócio.

O primeiro edital e a mudança surgiram no governo de Geraldo Alckmin (PSDB). O Metrô nega que tenha havido influência externa.

O valor do orçamento subiu de R$ 115 milhões para R$ 136 milhões, em valores da época. Todavia, o consórcio vencedor, formado por Alstom e Siemens, ganhou o contrato ao apresentar uma proposta de R$ 143 milhões, acima do preço de referência da concorrência. Tal situação não é ilegal, em tese, mas é incomum –o valor de referência funciona como preço máximo nas disputas.

Segundo documentos do processo licitatório, a compra de escadas rolantes não entrou na concorrência.

 

“LOS 5 AMIGOS”

Paulo Pelicano
Paulo Pelicano

A licitação da extensão da linha 2 até a estação Alto do Ipiranga faz parte da delação feita pela multinacional alemã Siemens ao governo federal sobre a formação de cartel, por ela e outras empresas, em licitações de trens em São Paulo entre 1998 e 2008, em sucessivos governos do PSDB.

Após a denúncia, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) promoveu fez buscas e apreensão de documentos nas companhias suspeitas, em julho do ano passado.

No e-mail de 2005 apreendido na Alstom, o diretor da multinacional também envia aos colegas planilhas com preços de referência da empresa e “de los 5 amigos” para a licitação.

Segundo o Cade, a expressão “los 5 amigos” refere-se ao grupo de empresas participantes do cartel na concorrência: Alstom, Siemens, Bombardier, TTrans e Balfour Beatty. As planilhas integrantes da mensagem têm os títulos de “Mágica” e “Mágica 1”.

As companhias acertaram o resultado da licitação e o consórcio vencedor (Linha Verde) subcontratou as derrotadas na disputa, segundo o Cade. As empresas e seus diretores são alvo de processo administrativo no órgão.

O cartel também é investigado pela Polícia Federal, pela Promotoria e pelo governo paulista. Em algumas ações os executivos já são réus.

 

Transcrito do Ficha Corrida

 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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