Chilique da imprensa exagerada

correio_braziliense. roubo tv plasma

Um povo com fome que saqueia alimentos faz o certo. Pelas fotos, todos os participantes são negros ou mulatos. Assim sendo deixo como alerta um provérbio africano: A união do rebanho obriga o leão a deitar-se com fome.

Comenta Noelia Brito:
Vídeo da apreensão dos produtos saqueados em Abreu e Lima eu não tô interessada em assistir não. Eu queria que algum veículo de comunicação divulgasse algum vídeo da prisão e dos depoimentos dos doleiros que lavam dinheiro do tráfico de drogas e da corrupção para campanhas eleitorais e da apreensão dos R$ 22 milhões ocorridas aqui em Pernambuco já uns 15 dias atrás na Operação “Grande Golpe”, da Polícia Federal. Quando divulgarem me avisem que eu quero assistir. Pobre sendo preso e humilhado na frente de câmera de TV já se vê todos os dias.

Comenta Roberto W Nogueira:
Na sequência dos graves acontecimentos desta semana aqui no Recife e noutras cidades pernambucanas, observam-se críticas acerbas às populações revoltosas, as quais se revelaram dispostas, pelas circunstâncias, a cometer desatino coletivo, a exemplo da prática de saques contra estabelecimentos comerciais desguarnecidos.

Ora, cada qual sabe exatamente onde o calo aperta. Para compreender o fenômeno, sem embargo do reconhecimento das ilicitudes objetivas que lhe são intrínsecas, é preciso sobretudo um pouco mais de alteridade, colocar-se no lugar do outro, implicar-se com ele sem com ele confundir-se, pois as ópticas sobre os objetos e o sentimento do mundo se distinguem em muito entre membros de uma mesma sociedade.

Ainda somos, enquanto sociedade, enormemente estratificados, e isso gera dissenções multifacetadas, ideologicamente obscurecidas, mas com causas e motivações perfeitamente identificáveis.

Por outro lado, corruptos e corruptores que conspiram perturbadoramente contra o Erário não costumam ser tão execrados quanto a plebe, quando entregue ao vandalismo… Em ambas as condutas, no entanto, há primitivismo, atavismo social do mesmo modo e perfeitamente censuráveis.

Sucede que, na medida em que o povaréu enxerga que quase nada em termos de penalidade resta efetivada a esses “condestáveis” da corte tupiniquim e diante de alguma oportunidade, mesmo ocasional, desanca a delinquir patrimonialmente como se os envolvidos fossem também se manter impunes, ou quase inteiramente sem conhecer consequências legais.

O ciclo é vicioso e, aliado a uma plataforma tíbia de escolarização e de precário bem-estar social, resta montada a fogueira que vai arder mais cedo ou mais tarde, mais ou menos severamente no ‘socius’!

A crítica que serve aos excluídos há de servir também aos bem aquinhoados, quando igualmente infracionem penalmente, quaisquer que sejam as circunstâncias. Condenar miserável sem ocupar-se a crítica dos crimes de gente de alto coturno, é como chutar cachorro morto: não altera o cenário.

É preciso, antes de mais nada, densificar o sentimento constitucional inclusivo (no sentido de Pablo Lucas Verdú) para que, justificada a sociedade e restringido todo egoísmo, possa cada um dos seus membros aspirar melhores dias para todos e gozar, em igualdade de oportunidades, das primícias da Nação. Uma sociedade contemporânea, antes de causar perplexidade, exige inclusão!

Com o favor de Deus e a proteção da Santa Mãe do Senhor, chegaremos lá!

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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