HOMEM É ATROPELADO APÓS AÇÃO DA GUARDA MUNICIPAL CONTRA DESPEJADOS DA FAVELA DA OI NO RIO

CINCO PESSOAS JÁ MORRERAM

estudante atropelado

Vídeo com imagens de VIK BIRBECK e GUILHERME CHALITA

Rio — Depois de quatro dias de vigília, na tarde de ontem, desabrigados da Favela da TELERJ foram informados de que não houve acordo com a Prefeitura, o que gerou revolta. Guardas municipais, então, bloquearam a passarela de acesso ao Metrô, estação Cidade Nova, obrigando os pedestres a atravessar a Avenida Presidente Vargas pela rua. Um homem foi atropelado e morreu momentos depois.

Após o atropelamento, veículos do monopólio anunciaram que o homem identificado como Luiz Fernando, 19 anos, estava praticado crimes nas imediações. Os desabrigados dizem que o homem era trabalhador e que Guardas Municipais teriam liberado o motorista que o atropelou. Hoje pela manhã, nossa redação pediu explicações à secretaria de segurança e à Guarda Municipal, sobre as acusações contra Luiz Fernando, porém não fomos respondidos em nenhuma das tentativas. Nas delegacias locais, nenhum registro de roubo ou furto foi registrado na tarde de ontem (15). In jornal A Nova Democracia

ATROPELADO É IDENTIFICADO

por Vik Birkbeck

Na Contra Mão:

Fernando morreu porquê a Prefeitura mandou a Guarda Municipal impedir as pessoas a utilizar a passarela pública para atravessar a via perigosa do Presidente Vargas. O carro que atropelou o estudante de Manguinhos, que participou da ocupação do antiga Telerj, parou para prestar socorro ao rapaz, mas o GM o mandou embora sem ao menos anotar a placa do carro. O rapaz chegou a ser levado para o Hospital Souza Aguia mas não resistiu aos ferimentos.

A Rede Esgoto, que não esteve presente, se apressou a dizer que o rapaz era assaltante, mantendo sua tradição de afirmar que pretos e pobres são sempre culpados da própria morte.

Como Fernando, milhares de pessoas ficarem desabrigados com a violenta invasão do antigo Telerj, edifício da união abandonado ha quase vinte anos. Muitas pessoas, sonhando com a possibilidade de uma casa própria, investirem todas suas economias na compra de madeira para fazer barraco. Hoje muitas dessas pessoas estão ao relento. A Prefeitura, ao invés de buscar uma solução, vai enxotando as pessoas de um lado para outro. Com a morte do Fernando sobe para cinco o numero de mortos.

O FB ESTA AMEAÇANDO TIRAR ESSA FOTO DO AR – “POR DENUNCIA”. VIOLENCIA PODE. O QUE NAO PODE É MOSTRAR O QUE ACONTECEU. In Facebook. Veja vídeo

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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