Pra que serve a polícia do Pará?

Nada de perseguir os grileiros. Entre eles, latifundiários.

Belém está repleta de terrenos baldios da agiotagem imobiliária.

A ordem é perseguir os líderes dos movimentos dos sem terra, dos sem teto.

Em Belém, cidade favelada, nada se faz que preste para o povo.

 

BRA^PA_OL líderes

Massacre de Eldorado dos Carajás

Dezenove sem-terra foram mortos pela Polícia Militar do Estado do Pará. O confronto ocorreu quando 1.500 sem-terra que estavam acampados na região decidiram fazer uma marcha em protesto contra a demora da desapropriação de terras, principalmente as da Fazenda Macaxeira. A Polícia Militar foi encarregada de tirá-los do local, porque estariam obstruindo a rodovia BR-155, que liga a capital do estado Belém ao sul do estado.

O episódio se deu no governo de Almir Gabriel, o então governador. A ordem para a ação policial partiu do Secretário de Segurança do Pará, Paulo Sette Câmara, que declarou, depois do ocorrido, que autorizara “usar a força necessária, inclusive atirar”. De acordo com os sem-terra ouvidos pela imprensa na época, os policiais chegaram ao local jogando bombas de gás lacrimogêneo.

Segundo o legista Nelson Massini, que fez a perícia dos corpos, pelo menos 10 sem-terra foram executados a queima roupa. Sete lavradores foram mortos por instrumentos cortantes, como foices e facões.

Cruz marca o local do massacre em Eldorado dos Carajás
Cruz marca o local do massacre em Eldorado dos Carajás

 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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