Polícia de salto alto e calça colante

policial_edit

Talis Andrade: Policial de calça apertada. Tanto que se vê o vinco da calcinha. Onde ela porta a pistola que carrega na mão? Na cintura? Não há como introduzir a arma na calça mais do que apertada e sem bolsos. Ela, loura, ameaça os jovens negros… Em nome de quem?

Fernando Muniz: Essa mulher está mais para madame ou dondoca que qualquer outra coisa!

Pernas roliças em calça muito apertada, e usando sapato com salto alto e fino. Que perigo! Bastava a ponta desse calçado se quebrar para haver um acidente, um disparo e possivelmente uma morte!

Talis Andrade: É a nova polícia de salto alto e fino

Alyson Fonseca: Se ela morre, de uma coisa teríamos a certeza, não estava no exercício de sua atribuição. Pois a loira em tela é uma major, que estava a caminho do trabalho.

Fábio José de Mello: Kate Mahoney tapuia.

André Falavigna: Por que diabos a cor do cabelo dela – se é que é essa mesmo – seria relevante?

Fernando Muniz: Parece mentira uma “coisa” dessa!

 

policial de salto alto

Advogados Ativistas: “Uma cena chamou a atenção de quem passava pela Avenida Leopoldo Bulhões, na altura da Favela do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, na manhã desta sexta-feira, logo após o tumulto em que se transformou a desocupação de um terreno da Oi no Engenho Novo, também na Zona Norte. Depois de passar por um trecho da via onde havia um ônibus em chamas, uma loira saltou de um carro, arma em punho, para conter um grupo que saía da comunidade. Ela se identificou como policial e impediu, sozinha, que os jovens seguissem caminho, pois suspeitava que fossem realizar depredações.
Logo depois, alguns policiais militares se aproximaram da mulher – que vestia camiseta, calça branca e sapatos vermelhos de salto alto. Ela, então, passou a conversar com eles e determinar onde deveriam ficar posicionados. Perto dali, eram ouvidas explosões de bombas e barulhos semelhantes ao de tiros. A loira deixou o local sem se identificar.”

Matéria publicada originalmente por: Extra – Fotos:Bruno Gonzalez/Extra

Comentário AA: Não é possível reconhecer se esta mulher é realmente uma policial, pois não apresentou a sua identificação. Supondo que ela seja policial militar, visto que deu ordens à outros policiais militares, ela deveria ter obrigatoriamente apresentado a sua identificação funcional quando realizou abordagens sem o devido fardamento. Não é permitido à coorporação militar realizar e coordenar missões sem farda, na figura de policial infiltrado, cabendo essa possibilidade apenas à Polícia Civil. A figura do agente militar infiltrado é inconstitucional. É completamente desmedida a ação da mulher que se identificou como policial e apontou uma arma para a população apenas por suposição de que determinado grupo iria realizar depredações.

 

time. pezão

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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