Recife tem passeata sexta 11 de abril pelos direitos urbanos

A concentração é às 12 horas na Praça do Diário de Pernambuco, no Centro

 

Thales Costa
Thales Costa

por João Vale

A recente decisão da Prefeitura do Recife de apoiar a demolição do edifício Caiçara (alô alô, Secretário João Braga!) e a construção das torres no Cais José Estelita + a cessão da fábrica Tacaruna para a empresa FIAT e o desprezo do Governo do Estado às demandas sociais das famílias removidas pelas obras da Copa do Mundo motivam esse ato de repúdio ao poder público municipal e estadual.

A paisagem, as frentes d’água, os equipamentos culturais, a história, a memória urbana são do povo e não podem ser destruídos ou privatizados. Clique

 

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Comenta Edinéa Alcântara:

A REGRA DE OURO DAS APROVAÇÕES DOS EMPREENDIMENTOS DE IMPACTO NO CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO URBANO (CDU):

 

(a) é empreendimento do setor privado? APROVADO
(b) é para a preservação da memória urbana do Recife? REJEITADO
O processo para transformação do edifício Caiçara em Imóvel Especial de Preservação (IEP) foi o primeiro processo que não foi aprovado no CDU. Todos os demais processos, que se referem à construção de empreendimentos de impacto, sempre são aprovados. Na maioria das vezes com estudos de impacto ambiental muito duvidosos, do ponto de vista técnico, a exemplo do templo da Mário Melo, o próprio Projeto Novo Recife, as torres da Rua da Auroa, o Sport Club do Recife.
Par ao projeto do templo da Av. Mário Melo fizeram uma pesquisa do fluxo de veículos nas férias. O excelente relatório do CREA, que não era contra o empreendimento, mostrou isso, mas o templo foi aprovado. O que o representante do CREA queria era que o impacto de fato fosse previsto com base em índices e previsões realistas. Não subestimadas para minimizar o impacto que um templo com capacidade para mais de 25.000 pessoas traria no cruzamento da Av. Mário Melo com Cruz Cabugá. Mas “a maioria” dos conselheiros, representados novamente pelos órgãos da prefeitura e do setor privado, votaram contra o relatório.
O memorial de impacto do Projeto Novo Recife considera uma taxa de crescimento de veículos (na p. 66) de 2,5% ao ano, para 10 anos. Dados do IPEA (2011.p. 6) (http://www.cnt.org.br/…/PDFs…/comunicado_ipea220911.pdf), apontam que a taxa de crescimento da frota de automóveis nos últimos anos foi de 7% ao ano. Eles também nem mencionam os empreendimentos de impacto que foram e estão sendo construídos no Pina que impacta diretamente no fluxo de veículos no Cais Estelita.
NO CDU, não adianta nenhum desses relatórios. A regra é: os projetos defendidos pelo setor privado, não importa o impacto que causem são aprovados.
A preservação de uma edificação que conta a história de uma época é rejeitada.
O que você acha disso? Esse Conselho representa você? A mim não! Mas cabe a ele representar os interesses da sociedade.
Prefeito, o que aconteceu 6a feira é inaceitável! Nós, agora, estamos esperando que a justiça atenda o clamor da sociedade para preservação da nossa memória urbana.

Clique para acessar o comunicado_ipea220911.pdf

CNT.ORG.BR

 

 

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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