CRIME DE PREVARICAÇÃO POR PARTE DAS AUTORIDADES NA APURAÇÃO DA CHACINA DOS PESSEGHINIS

por George Sanguinetti

pesseghini

Prevaricação é o crime praticado por funcionário público, que consiste em retardar ou deixar de praticar, indebitamente, ato de ofício…(Dicionário Aurélio).

1. No local das mortes, horas após, foi autorizada pela polícia a queima da roupa do menor Marcelo. Por quê? Teria que ser preservada. Isto é primário em Criminalística.

2. A roupa da parte superior do corpo da vítima Andreia Regina Bovo Pesseghini, desapareceu entre o local da morte e a chegada ao IML de São Paulo. Chama atenção que a queima da roupa do menor Marcelo, foi realizada por pessoa da família, a mando de autoridade policial, quando também lavou as paredes da cena do crime. Isto foi um absurdo; teria que ser preservado por algum tempo, para novos exames de local, perícia mais profunda na dispersão das manchas de sangue, etc. E por que a mãe do menor Marcelo estava vestida, quando recebeu o disparo de arma de fogo que a matou, e chega ao IML despida da cintura para cima? Que prova técnica existia na blusa que não poderia ser vista? E ficou configurado vilipêndio a cadáver, crime especificado no Código Penal.

3. O próprio andamento do inquérito policial, completando oito meses; esperei no Natal, pensei que seria no Carnaval e, agora, acredito que será concluído e divulgado após a final da Copa, se o Brasil for campeão. Aguarda-se um momento propício, onde os brasileiros não estariam atentos a um inquérito que põe de joelhos a Polícia de São Paulo.

4. A mediocridade, a falta de conhecimento técnico, de autoridade policial, que atribui equimoses palmar, na concavidade da mão esquerda ao fato do manuseio de Pistola Ponto 40. Um absurdo, de quem não tem conhecimento primário de Balística e que, por ofício, deveria possuir.

5. Erros nos trabalhos necroscópicos, no IML de São Paulo, desde a liberação de laudo cadavérico, 12 horas antes do cadáver chegar, como erros de metodologia, de técnica que compromete o trabalho pericial.

6. Por falta de prova técnica, que incrimine o menor Marcelo, o literato forense Dr. Palomba produz um trabalho encomendado, que Marcelo sofria de encefalite encapsulada, doença criada por sua produção literária que nem Don Quixote de La Mancha possuía. O grande escritor espanhol Miguel de Cervantes não descreveu, no seu personagem, sinais e sintomas de encefalite encapsulada. O Dr. Palomba atendeu o DHPP, com um trabalho que faz a Medicina Forense rastejar.

7. As lesões de defesa do menor, prova inconteste que foi assassinado.

8. Meu trabalho explicativo, científico, que não foi o menor autor do disparo, fundamentado, com provas existentes no local das mortes (levantamento fotográfico, posição do corpo em relação a energia de impactação, membros superiores em flexão e em posição oposta a se fosse autor do disparo que o matou). Não fui contestado em nenhuma argumentação técnica, mas o comprometimento em não esclarecer, mais do que evidente no âmbito policial, me fez recorrer ao Ministério Público e ao Judiciário.

Informo que hoje, o senhor Sebastião também tem um grande escritório jurídico a representa-lo, do qual sou Assistente Técnico. Aguardem os prevaricadores! Agora não só a inocência do menor Marcelo, mas também os autores, os ” vingadores ” que agiram de modo corporativo ou isoladamente.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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